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Grande Corrida da Caras - Campo Pequeno - 11 de Setembro

11 de Setembro de 2008 - 00:00h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1480
Grande Corrida da Caras - Campo Pequeno - 11 de Setembro Hoje, dia 11 de Setembro realizou-se, na Monumental do Campo Pequeno, mais uma edição da Grande Corrida da conceituada revista portuguesa "Caras", que assinalou o 13º aniversário desta revista.

Foi uma corrida agradável que, contou com aproximadamente meia casa, numa corrida que marcou o regresso da estação televisiva SIC à Festa Brava.

Dirigiu a Corrida, sem quaisquer incidências, o Delegado Técnico do IGAC, o Sr. Lourenço Luzio, auxiliado pelo veterinária, a D. Francisca Claudino.

Abrilhantou a corrida a Banda do Samouco - Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense.

Como o Taurodromo.com já noticiou, o cartel para esta corrida esteve constituído pelos cavaleiros João Moura Jr. e Manuel Lupi e pelo novilheiro João Augusto Moura. As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Montemor e do Aposento da Moita.

Relativamente ao curro para esta corrida, pertenceu à Ganadaria Rio Frio, que se apresentou bem, com bons exemplares, mas que deram lides desiguais. Os exemplares para o toureio a pé eram da Ganadaria de João Moura.

Abriu a corrida o cavaleiro João Moura Jr., montando o Lince, para lidar o primeiro exemplar da noite da Ganadaria de Rio Frio, de seu nome Flausino, com nº de costado 58 e 518 Kg. O cavaleiro recebeu o toiro em praça e iniciou a sua lide com dois compridos de muito boas maneiras. O cavaleiro alternou a sua montada para o Castelha com o qual iniciou uma muito boa actuação, pisando os terrenos do toiro, tentando, sabiamente, tirá-lo dos seus terrenos, uma vez que este se refugiava nas tábuas, e cravando sempre de alto a baixo, com ferros de muito bom nível. No entanto, a sua montada escorregou, tendo caído na arena e sido atingido pelo toiro. Após este incidente, o cavaleiro trocou de montada e voltou à praça para fazer mais uns ferros de muito bom nível, sempre cravados de alto a baixo. No geral, o cavaleiro esteve muito bem, onde mostrou a sua garra e a sua técnica.

Pegou pelo Grupo de Forcados Amadores de Montemor, José Maria Cortes, à primeira tentativa, com uma muito boa pega, na qual se soube aguentar muito bem.

O segundo toiro da corrida de 528 Kg e de seu nome Barbel, com o nº de costado 57, coube ao cavaleiro Manuel Lupi.
Manuel Lupi iniciou a sua lide com um magnífico comprido. O cavaleiro prosseguiu com um segundo comprido muito bom, também. Manuel Lupi alternou de montada e seguiu a sua actuação sempre com ferros muito bons, quer nos curtos quer nos compridos, no seu estilo, algo mais clássico, consentindo e rematando sempre muito bem. O cavaleiro soube interpretar e medir os terrenos do toiro e, ao longo de toda a sua lide cravou de modo firme e bonito, também devido à boa entrega por parte do toiro, que soube colaborar. O cavaleiro teve uma lide muito bem executada, com o público a vibrar com a sua actuação.

Pegou este belo exemplar da Ganadaria Rio Frio Luís Fera pelo Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita, à primeira tentativa, com uma pega, à barbela, de muito bom nível.

Para o toureio a pé, João Augusto Moura entrou na arena para lidar o terceiro exemplar da noite, de seu nome Pateiro, com 442 Kg, e nº de costado 157, da ganadaria João Moura. O novilheiro iniciou a sua actuação com uma faena de muito bom nível, com um toureio de capote no qual o novilheiro mostrou muita técnica. Prosseguiu o segundo tércio do toureio a pé com a sorte de bandarilhas com o bandarilheiro Nuno Gonçalves com um bom par de bandarilhas. Seguidamente, Claúdio Miguel soube entrar nos terrenos do toiro, e cravou um belo par de bandarilhas. Prosseguiu João Augusto Moura com uma faena de muleta cheia de técnica, muito bem executada, parando, templando e mandando, sempre. O novilheiro soube tirar de forma muito astuta o toiro das tábuas e, portanto, dos seus terrenos, e fazer uma magnífica faena, levando o público ao rubro, que o aplaudiu quase ininterruptamente.


A corrida prosseguiu com o cavaleiro João Moura Jr., montado no Barbeiro, e o quarto toiro da noite. Este, era um exemplar de Rio Frio com o nome Finca, com 566 Kg, e com nº de costado 51. Logo à sua saída, o toiro mostrou-se algo distraído, mas o cavaleiro soube prender a fraca atenção deste exemplar, tendo iniciado a sua lide com dois bons compridos, bastante bem colocados. João Moura Jr. alternou de montada e, apesar deste ter sido um toiro que não se afigurou muito fácil, o cavaleiro prosseguiu a sua actuação, puxando o toiro para os médios, cravando ao estribo. Foi uma lide na qual João Moura Jr. não teve quaisquer erros a salientar, tendo tido uma lide agradável e limpa, durante a qual soube sempre trazer o toiro para os médios, tendo brindado o público presente com uma boa actuação.

A pega deste toiro esteve a cargo do forcado João pelo Grupo de Forcados Amadores de Montemor, tendo esta sido, uma pega difícil, apenas concretizada à quarta tentativa.

O cavaleiro Manuel Lupi entrou na arena para lidar o quinto toiro da corrida que lhe calhou em sorte. Era um toiro da ganadaria Rio Frio, com 552 Kg, com nº de costado 53 e de seu nome Borrego. Manuel Lupi iniciou a sua lide com um bom primeiro comprido, muito bem rematado, e continuou com outro ferro comprido, clássico, muito bem colocado. O cavaleiro trocou de montada, para o Viriato, e continuou a sua lide, atacando o toiro, não o deixando descair para as tábuas, mantendo-o nos médios, cravando ferros, clássicos, muito bem colocados ao estribo. O cavaleiro teve uma lide completamente limpa, sem qualquer erro a apontar, brindando o público com uma brilhante actuação.

Pegou o quinto toiro da noite, Gustavo Martins pelo Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita, à segunda tentativa, com uma boa pega.

Para lidar a pé o sexto e último toiro da noite, de seu nome Oculista, com 504 Kg e nº 69 da ganadaria João Moura, entrou novamente na arena João Augusto Moura. O novilheiro iniciou a sua faena toureando à verónica de forma irrepreensível. Prosseguiu o bandarilheiro Pedro Gonçalves com um belíssimo par de bandarilhas e seguiu Cláudio Miguel com um outro bom par de bandarilhas, pena foi que uma das bandarilhas se tenha soltado. Continuou o novilheiro João Augusto Moura a tentar as séries quer pela direita quer pela esquerda, tendo estado sempre muito bem, rematando com um bonito recorte. Durante toda a sua faena, o novilheiro mostrou o sangue de matador que lhe corre nas veias. No final, o novilheiro soube-se enquadrar muito bem, para simular a estucada final, e foi bastante aplaudido pelo público, pela sua brilhante actuação.

Este foi mais um agradável espectáculo realizado na Monumental do Campo Pequeno, nesta Temporada, com um bom cartel.
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