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R´s Triunfam em Évora

Rui Salvador, Rouxinol e Ribeiro triunfaram na Corrida de S. Pedro em Évora.

30 de Junho de 2010 - 23:55h Crónica por: - Fonte: - Visto: 998
R´s Triunfam em Évora

Corrida dos 60 anos da apresentação da Ganadaria Murteira Grave com perto de três quartos de praça.

Na arena, seis cavaleiros de diferentes gerações apostados em triunfar, dada a importância da Tradicional Corrida de S. Pedro de Évora, Joaquim Bastinhas, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Vítor Ribeiro, Marcos Bastinhas e Soller Garcia.

Pegavam a solo o curro Grave Forcados os Amadores de Évora, capitaneados por Bernardo Patinhas.

Abriu praça o cavaleiro Joaquim Bastinhas diante de um toiro "colorau" de 540Kg. A lide resultou em pouco ou nada e não foi só devido ás escassas qualidades de lide do toiro, que se limitou em fixar-se em todos os movimentos na trincheira e essencialmente nas bancadas, porque durante a lide de Bastinhas, entrava ainda muito publico na praça e circulavam na praça sem respeitar o cavaleiro, prejudicando o seu labor. O cavaleiro de Elvas limitou-se a colocar a ferragem da ordem sem ter direito a música.

Rui Salvador em ano de comemoração dos 25 anos de alternativa, não defraudou as expectativas e a animação depressa contagiou as bancadas. Diante de um toiro de 550Kg, Salvador andou a gosto perante um toiro de investida escassa que "obrigou" a algumas passagens em falso nos curtos, mas mesmo assim, o cavaleiro dos "ferros impossíveis" arriscou e pisando terrenos de compromisso colocou ferros de grande efeito. De realçar a pouca intervenção dos bandarilheiros na colocação do toiro para a sorte, cabendo isso ao cavaleiro.

Ao cavaleiro Luís Rouxinol calhou em sorte o toiro mais pesado da corrida com 590Kg e o melhor do lote. Rouxinol perante tão forte concorrência não teve com meias medidas e sacou um grande triunfo. Mais uma vez nesta lide verificámos o porquê de Luís Rouxinol ser um cavaleiro que há muitos anos está entre os cavaleiros que mais toureia, devido à sua constante regularidade. O cavaleiro de Pegões teve a gosto com o toiro, cravando a ferragem curta a curta distância entrando na cara do toiro e chegando facilmente ás bancadas. A lide até deu para ir buscar o veterano e consagrado Mustang, para fechar com chave de oiro com um ferro de palmo e um bom par de bandarilhas.

Vítor Ribeiro que este ano atravessa um bom momento de forma teve mais uma boa prestação em Évora. Recebeu bem o toiro de 520Kg levando-o na garupa do cavalo para o centro do "ruedo", colocando de seguida bem a ferragem comprida. Nos curtos manteve o mesmo nível de lide pisando terrenos de compromisso cravando bons ferros. Fechou a lide com um quiebro de parar a respiração de execução perfeita colocando a bancada em êxtase.

Marcos Tenório que tem vindo a rubricar boas actuações, acusou um pouco o peso de responsabilidade. Diante de um toiro de 540Kg, colocou a ferragem comprida descaída, tentou emendar a mão nos curtos e com ganas de triunfar nem sempre as coisas correram de feição, no entanto teve o devido reconhecimento do publico. Terminou a lide com um bom ferro de palmo.

Fechou praça o cavaleiro praticante Soller Garcia. É um jovem cavaleiro que mostra garra e maneiras para ser figura de toureio. E tal como Marcos Bastinhas, Soller Garcia teve algumas precipitações e impôs por vezes alguma velocidade excessiva nas lides. Perante um toiro de 540Kg que cortava terrenos, o cavaleiro teve que se aplicar. Os compridos resultaram um pouco descaídos e nos curtos andou regular, preparando bem as sortes e sempre conectado com o público. Fechou a noite com um bom ferro de palmo.

No capitulo da forcadagem, pegaram Manuel Rovisco, à primeira, Bernardo Patinhas, à terceira, João Pedro Oliveira, à primeira (pega da noite), Vasco Fernandes, à primeira, Gonçalo Mira e Manuel Rovisco de cernelha, à segunda e António Alfacinha à primeira.

Quanto aos toiros da Herdade da Galeana, estavam todos bem apresentados, embora tivessem um comportamento de mansos, mas manejáveis excepto o primeiro.

Uma palavra de apresso para o bom trabalho que o campinos desempenharam.

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