Domingo, 09 de Dezembro de 2018
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Pouco público no Festival da Juventude na Moita

O primeiro festejo taurino da feira de Maio da Moita registou pouco público, numa iniciativa de louvar por parte da empresa do taurodromo moitense.
22 de Maio de 2011 - 21:29h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1273
Pouco público no Festival da Juventude na Moita

O primeiro festejo taurino da feira de Maio da Moita registou pouco público. Nem um quarto de praça estava preenchido, apesar do acessível preço dos bilhetes serem de cinco e oito euros para os sectores sol e sombra, respectivamente.

Abriu praça o cavaleiro praticante Paulo D’Azambuja com a melhor das intenções. Porém, o novilho que lhe saiu em sorte não colaborava. Tinha pouca mobilidade e só pretendia investir se lhe fossem pisados os terrenos. A inexperiência do jovem cavaleiro não o ajudava, executando quiebros a grande distância do seu oponente, que se guardava para investir com maldade nos remates das sortes. Assim, os ferros foram colocados com o cavalo longe do novilho, 2 falharam mesmo o opositor, e demasiados toques na montada, descrevem uma actuação que mostrou muito querer em fazer bem e muito trabalho que o jovem cavaleiro tem pela frente. No final recusou-se a dar a volta a praça. Valeu-lhe o forcado de cara que o foi buscar, o que neste tipo de espectáculos se compreende e aceita.

Seguiu-se o cavaleiro praticante David Gomes que mostrou ter uma quadra de cavalos bem apresentada e promissora. Saiu-lhe no sorteio um novilho de péssima apresentação. Novilho “bisco”, característica no “piton” esquerdo demasiado proeminente, nada digno de uma praça de primeira categoria como é a Moita.

Algum público no sector sol protestou esse mesmo facto. David Gomes ignorou os protestos e colocou o primeiro comprido demasiado descaído. Rectificou bem no segundo. Nos ferros curtos demonstrou ter um toureio frontal, a querer pisar terrenos de compromisso. A lide sai-lhe de um modo geral bem agradável apesar de levar bastantes toques na montada. Nada que o tempo não possa resolver. Precisa de ser mais exigente ao rematar as sortes.

As duas pegas do grupo de forcados amadores da Moita, foram executadas à primeira tentativa e com o grupo a revelar-se coeso. Assim, até parece ser uma tarefa fácil.

Ao intervalo observou-se uma exibição de toureio de salão pela escola de toureio e tauromaquia da Moita. Muita juventude de todos os escalões etários. Um regalo para os participantes e público presente.

Após o intervalo apresentou-se o novilheiro Tiago Santos da escola de toureio José Falcão. Recebeu o novilho com o capote, executando uma série de passes de verónica bem executados, dois deles bem largos e elegantes. Os bandarilheiros tiveram de fazer pela vida, pois o novilho era de pouca colaboração e de investida irregular. Na muleta, Tiago Santos ofereceu sempre a cintura ao oponente, mediu bem as distâncias, tentou sempre dar vantagens ao novilho mas este tinha uma investida tardia e sem profundidade, evitando o triunfo. O novilho acabou-se demasiado cedo mas Tiago Santos espremeu a oportunidade até onde pode. A simulação de estocada executou-a em sorte natural com bastante asseio. Talvez com um novilho de características, outra lide se veria, pois o novilheiro era bem elegante, quer com o capote quer com a muleta.

Fechou a corrida o novilheiro Pedro Noronha com uma bonita série de passes de verónica, largas de capote bem aberto por ambos os lados e com as mãos bem em baixo. O novilho era nobre, tinha mais profundidade que o anterior e repetia as investidas. Destaque para o bandarilheiro de Pedro de Noronha que executou a solo o tércio de bandarilhas com mestria, classe e muita verdade. Mereceu uma bela ovação do público presente. Na muleta Pedro de Noronha sacou tudo ao seu opositor. Duas séries boas de naturais, com 4 e 5 lances. O novilho era menos claro pelo piton direito e o noilheiro tentava, sem sucesso, tirar o mesmo rendimento por aquele lado, tendo recorrido a molinetes bem executados. Como as oportunidades são poucas, Pedro exagerou no tempo de lide, o novilho já protestava muito e levantava a cara na investida, o que provocou que fosse colhido ao executar lances pela mão esquerda. Simulou a estucada a receber, com muita classe. Foi bem agradável a sua exibição, bem como a do bandarilheiro que executou o segundo tércio.

No final da corrida saiu em praça um novilho e uma bezerra para os alunos da escola de toureio e tauromaquia da Moita. Algo bem agradável e que deveria ocorrer mais vezes.

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