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Tarde de história para Pinto Barreiros, Murteira Grave e Vinagre

XXX Concurso de Ganadarias Associadas em Alcochete
13 de Agosto de 2012 - 19:50h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1199
Tarde de história para Pinto Barreiros, Murteira Grave e Vinagre

Alcochete vila bem castiça da margem sul do tejo, vive um ano mais as suas anuais e tradicionais Festas do Barrete Verde e das Salinas, as quais se iniciaram na passada Sexta-Feira dia 10 pelo fim de tarde, e à noite realizou-se uma
interessante novilhada, que deu oportunidade para alguns jovens mostrarem o seu valor.

Ontem Domingo, com cerca de três quartos fortes da lotação preenchidos, teve lugar a realização do 30º. Concurso de Ganadarias Associadas, com o seguinte cartel:

Cavaleiros de alternativa: António Ribeiro Telles, Rui Fernandes e Francisco Palha, um só Grupo de Forcados, os Amadores de Alcochete, coamdados por Vasco Pinto e Seis Toiros de Seis Prestigiadas Ganadarias portuguesas, que disputavam entre si os Prémios de Bravura e de Apresentação.

Assim vimos as atuações dos cavaleiros:

António Telles, abriu praça lidando o primeiro toiro da tarde oriundo da Ganadaria Condessa Sobral, de capa preta, com o número 109, 4 anos de idade e o peso de 550 quilos, perante o qual executou uma boa lide, bregando e toureando muito bem. Esteve inspirado perante este exemplar e deixou três ferros compridos de boa colocação, na série dos curtos cravou quatro ferros de boa colocação e de excelente execução. Foi uma lide de muita qualidade que muito agradou aos seguidores deste cavaleiro, bem como aos apreciadores do Toureio Clássico. Atuação de triunfo.

Rui Fernandes, lidou o segundo toiro da tarde oriundo da Ganadaria Núncio, de capa preta, com o número 26, quatro anos de idade e o peso de 485 quilos, cravou uma série de dois ferros compridos de boa colocação, passou para a série dos curtos cravando cinco ferros de igual colocação, merecendo alguns o nosso destaque como os ferros cravados em segundo e quaro lugar. Esteve em plano muito bom, tendo assim também uma grande atuação.

Francisco Palha, lidou o toiro oriundo da Ganadaria Pinto Barreiros, de capa preta chorreado em verdugo, com o número 240, 4 anos idade e o peso de 520 quilos. Na série dos ferros compridos cravou dois bons ferros, sendo o primeiro de maior relevo pois quis receber o toiro em sorte de Porta Gaiola e sem nenhum bandarilheiro em praça, foi um início de lide em grande, pois este género de sorte é sempre muito apreciado, e muito mais quando tem sucesso. Na série dos ferros curtos cravou seis ferros de boa colocação e igual nota, com destaque para os ferros cravados em terceiro lugar que foi mesmo o melhor da série (sendo o último a pedido insistente do público). Atuação de grande  qualidade, teve este cavaleiro podendo assim saborear aqui um agradável triunfo.

António Telles, lidou o quarto toiro da tarde, oriundo da Ganadaria do Engº. José Samuel Lupi, de capa preta meano, com o número 192, 5 anos de idade e o peso de 525 quilos. Cravou uma série de dois ferros compridos, sendo o primeiro bom e ficando o segundo um pouco descaído. Na série de ferros curtos cravou seis ferros, sendo o último por insistente pedido do público. Se na primeira atuação chegou com agrado às bancadas a sua atuação, desta feita  perante este toiro, o cavaleiro da Torrinha não conseguiu repetir o triunfo, uma vez que esteve muito desigual no momento de cravar os ferros que lhe foi permitido. Na série dos curtos destacamos o terceiro e sexto ferros.


Rui Fernandes, lidou o quinto toiro da tarde, oriundo da Ganadaria de Herds. De Conde Cabral, de capa preta meano, com o número 12, 4 anos de idade e o peso de 495 quilos. Cravou dois ferros compridos ficando o primeiro um pouco
descaído e no segundo melhorou a execução do mesmo sendo de boa colocação, na série dos curtos cravou quatro ferros de boa colocação, com destaque maior paraos terceiro e quarto ferros. Deveria ter dado aqui por finda a sua atuação, porém quis aceder ao insistente pedido do público para cravar mais um ferro e optou por mudar de montada e por desejar cravar um par a duas mãos sem o sucesso desejado, ficando somente um, pediu para repetir e de novo a sorte não o acompanhou cravando de novo somente meio par. Há que saber quando é o momento certo para dar por finda a lide, pois nem sempre tudo as lides tem o sucesso desejado. Porém não foi este pequeno senão que retirou brilhantismo à sua positiva atuação.

Francisco Palha, lidou o sexto e último toiro oriundo da Ganadaria de Murteira Grave, de capa preto com o número 13, quatro anos de idade e o peso de 540 quilos. Cravou uma série de dois ferros compridos de boa colocação, e de boa nota. Na série dos curtos cravou quatro ferros sem grande brilhantismo, para os rês primeiros, destacando-se pela qualidade o quarto ferro, pediu para cravar mais um ferro e optou por cravar um ferro curto em sorte de violino e um ferro de palmo à meia volta e por dentro. A pedido insistente do público pediu para cravar mais um ferro e optou por cravar um bom par a duas mãos, terminando assim da melhor maneira esta sua segunda atuação.

O Grupo de Forcados de Alcochete pegou em solitário os seis toiros, havendo pegas de grande qualidade. Estiveram sempre empenhados em pegar da melhor forma, mas nem todos os toiros permitiram o brilhantismo desejado.

Bruno Pardal pegou o primeiro da tarde à barbela, sem que o seu oponente levantasse grandes dificuldades de pegar, sendo ajudado pelo grupo;

Fernando Quintela, foi o segundo forcado da tarde, pegando igualmente à primeira e também à barbela, com a colaboração de todo o grupo e em especial de uma boa primeira ajuda;

José Barbosa mais conhecido por José Vinagre, consumou a sua pega à terceira tentativa com ajuda carregada. No final da volta à arena chamou o cabo e despiu a jaqueta das ramagens, dando assim por finda a sua carreira de muitos anos como forcado deste grupo. Foi passeado em ombros pelo grupo, sendo muito ovacionado pelo público, que não lhe regateou fortes aplausos de pé.

Nuno Santana, pegou o quarto toiro à terceira tentativa à córnea;

Rubem Duarte, pegou à primeira e com boa ajuda do grupo o quinto da tarde, sendo esta a melhor de todas as pegas da tarde;

Pinto Belmonte, pegou também à primeira e à córnea.

Vamos agora por fim analisar aqui toiro a toiro, dado que assistimos a um Concurso de Ganadarias.

O primeiro toiro da tarde da Ganadaria Condessa de Sobral estava muito bem apresentado, foi um exemplar de
comportamento positivo ao longo de toda a lide.

O segundo toiro da tarde da Ganadaria de Núncio, saíu com nobreza de início mas depressa veio de mais a menos durante a lide.

O terceiro toiro da Ganadaria de Pinto Barreiros, foi um toiro de excelente apresentação, um toiro sério, que cumpriu
sempre desde o início ao fim da lide. Foi o o toiro que mais se destacou entre os seis lidados, pelo que foi bem escolhido como sendo o toiro mais bravo da tarde.

O quarto toiro da Ganadaria José Lupi, deu desde logo sinais de ser um toiro distraído, manso e difícil de lidar.

O quinto toiro da Ganadaria de Herds de Conde Cabral atualmente propriedade do Cavaleiro Luso-Espanhol Diogo Ventura, saíu com muita pata, com mobilidade, mas sem a bravura desejada.

O sexto e último toiro da tarde, da Ganadaria de Murteira Grave, foi o exemplar de melhor apresentação, pena que
muito cedo deixasse de colaborar na lide desejada.  Mereceu e bem ser escolhido como toiro mais bem apresentado.

A Corrida foi dirigida pelo Delegado do Igac Senhor Pedro Reinard, que dirigiu a primeira parte da corrida, na segunda a mesma foi dirigida pela futura Delegada, Drª. Raquel Dias, sendo ambos assessorados pelo Médico Veterinário Dr. Miguel Matias.

Abrilhantou a corrida a Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898.

 

 

 

 

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