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Rui Fernandes e João Salvação foram os Triunfadores

Segunda Grande Corrida de Toiros da Adega de Pegões no Montijo
01 de Julho de 2012 - 19:02h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1327
Rui Fernandes e João Salvação foram os Triunfadores

Realizou-se ontem na Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos, a II Grande Corrida de Toiros da Adega de Pegões, integrada nas Festas de São Pedro do Montijo. Corrida organizada pela Empresa AC Eventos, e que tinha como cartel os Cavaleiros de alternativa Joaquim Bastinhas, Rui Fernandes e João Telles Jr., três Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, Amadores do Montijo e Amadores do Aposento do Barrete Verdade de Alcochete, e um curro de toiros da Prestigiada Ganadaria de Fernandes de Castro, que pasta nas proximidades de Grândola, mais em concreto na Herdade da Ervideira. A praça registou cerca de três quartos fortes da lotação preenchidos.

Joaquim Bastinhas – lidou o primeiro toiro da noite com a sua habitual entrega, chegando com facilidade com o seu alegre e vistoso tipo de toureio junto das bancadas, sendo apreciado por muitos aficionados a sua forma alegre de transmissão. Depois de uma boa brega e preparação das sortes cravou dois ferros compridos que ficaram bem colocados, na série de curtos dos cravou três sendo o último em sorte de violino, o qual foi muito bom, cravou depois como suposto remate de lide um ferro de palmo ou palmito, porém por pedido insistente das pancadas sol, cravou uma par de bandarilhas sem sorte, pois deixou só uma, repetiu de novo a sorte e de novo ficou só meio par. Teve aqui uma agradável prestação, durante a qual podemos ver bons momentos de toureio com toureio de ladeio ou a duas pistas.

Rui Fernandes – que vem de corridas com triunfos nomeadamente além fronteiras, veio aqui para dar o seu melhor, e bem perante o seu primeiro do lote, perante o qual teve uma atuação agradável. Cravou dois compridos, ficando o primeiro ligeiramente descaído, mas o segundo ficou bem colocado. Na série dos curtos cravou uma série de quatro ferros, com destaque para os dois últimos. Pena que durante esta sua atuação tenha deixado dois ferros um pouco traseiros e tenha deixado a sua montada sofrer toques senão teria sido uma atuação perfeita. Mas foi de facto uma atuação de entrega e com boa brega.

Joáo Telles Jr., no seu primeiro do lote não teve uma atuação ao seu melhor nível, e ao qual desde cedo nos habituou, porem mesmo assim esteve em bom plano e muito toureiro durante toda a sua atuação. Cravou três ferros compridos, sendo o primeiro de melhor nota, pois o segundo e terceiro ficaram ligeiramente descaídos. Na série dos curtos cravou três ferros, com os dois primeiros a ficarem bem colocados e o terceiro descaído, terminou a sua atuação com um bom ferro de palmo.

Joaquim Bastinhas – lidou o quarto da noite e uma vez mais esteve em bom plano de toureio, bregando bem e por vezes com cites picados em especial nas sortes dos ferros curros, pena que tenha por vezes aberto muito o quarteio. Cravou uma série de dois ferros compridos de boa colocação, passou à série dos curos e aqui cravou uma série de
quatro ferros de boa colocação e bons na cravagem. Atuação bem agradável perante um oponente que não lhe permitiu o desejado triunfo.

Rui Fernandes –  lidou o quinto da noite exemplar que foi voluntarioso e que permitiu ao cavaleiro um grande triunfo. Na série de compridos cravou dois ferros, ficando o primeiro ligeiramente descaído e o segundo foi muito bom, passou para a série dos curtos e cravou cinco bons ferros com realce e destaque para o terceiro ferro que foi o melhor da sua
atuação. Vimos nesta sua atuação bons e agradáveis momentos de toureio, com o toureio a duas pistas ou toureio de ladeio.

Joáo Telles Jr. – lidou o sexto e último perante o qual quis ter uma melhor e superior prestação, objetivo bem conseguido com uma lide de boa entrega, bom toureio e muito certo a cravar nos momentos certos da reunião os ferros que lhe correspondiam cravar. Começou por mandar que os seus bandarilheiros saíssem da praça, para de
imediato receber em sorte de Porta Gaiola o seu oponente. Como é seu timbre cravou uma série de três compridos, ficando o primeiro ligeiramente descaído, mas depois os dois seguintes foram muito bons. Na ´serie dos curtos cravou uma série de três bons ferros de perfeita execução, sendo o seu terceiro o melhor, a pedido insistente do público cravou mais um ferro de muito boa qualidade. Atuação de triunfo para este jovem da Torrinha.

Os três Grupos de Forcados Amadores, sendo os dois primeiros da Cidade e o terceiro de Alcochete, não tiveram uma
noite fácil na realização das pegas, pois perante este curro de toiros em que alguns exemplares por vezes correram pouco, outros com muita pata e sem chegarem ao fim das lides com a boca aberta, não deram facilidades aos forcados
da cara e restantes elementos em praça.

Só um toiro foi pegado à primeira tentativa, precisamente o primeiro da noite e que foi o de maior peso,
por intermédio de Márcio Chapa cabo do Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, que esteve bem a citar, recuar e fechar-se na cabeça deste toiro, sendo bem ajudado pelos restantes elementos.

A este grupo coube pegar o quarto da noite o qual só pegaram à terceira tentativa e à barbela por intermédio de Luis Carrilho.

O Grupo de Forcados do Montijo, coube-lhes pegarem o segundo e quinto da noite e foram caras
primeiramente o cabo Ricardo Figueiredo que pegou à quarta tentativa com ajuda carregada, e o quinto foi pegado pelo forcado Ricardo Almeida,  poderia ter sido este forcado a executar a melhor pega da noite se na sua primeira tentativa e depois de sofrer vários e violentos derrotes, depois de vários minutos sozinho na cabeça do toiro enquanto teve forças para suportar os sucessivos derrotes, tivesse podido contar com uma preciosa ajuda para consumar a pega, porem tal não aconteceu, sendo desfeiteado, pelo que só conseguiu pegar o mesmo com ajuda  carregada à terceira tentativa.

O Aposento do Barrete Verde, também não teve sorte com o lote que lhes pertenceu pegar, e podemos dizer ter sido o grupo com muito menos sorte, já que um elemento seu foi violentamente colhido, tendo que ser retirado em maca da arena e sido levado para a unidade hospitalar.

No terceiro da noite foi cara o forcado Leandro Bravo que consumou a sua pega à quarta tentativa. No sexto e último o forcado Carlos Neves não conseguiu pegar à primeira o toiro, sendo desfeiteado pelo mesmo e sido colhido com violência posteriormente quando se encontrava no chão, onde o toiro o foi buscar e mandou ao ar caindo em péssima forma no chão. Foi depois dobrado por João Salvação cabo do grupo que escutou uma boa pega.

No intervalo da corrida foi descerrada uma placa em homenagem a Amadeu Augusto dos Santos, e proferidas algumas palavras sobre quem foi esta Ilustre Personagem que dá o nome à Praça de Toiros do Montijo.

Parabéns ao Ganadeiro Engº. António Luis Castro pelo curro de toiros que escolheu e enviou em tipo, com idade, todos de pelagem ou capa preta e pesos entre os 475 e os 600 quilos, que cumpriram na generalidade.

Estavam dois troféus em disputa, uma para premiar a Melhor Lide a Cavalo e um outro para premiar a Melhor Pega.

Decidiu o júri atribuir o Troféu para a Melhor Lide ao cavaleiro Rui Fernandes pela sua atuação diante do quinto da noite.

O Troféu para a Melhor Pega foi atribuído ao Forcado João Salvação do Aposento do Barrete Verde de Alcochete.

Dirigiu a corrida o Delegado do Igac o Senhor Raul Nery, que foi assessorado pelo Médico Veterinário Dr. Patacho Matos.

Abrilhantou a Corrida a Banda da Sociedade Filarmónica 1º. de Dezembro de 1854 do Montijo

 

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