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Chuva de Orelhas em Marbella

Padilla, Castella e Perera saem a ombros na IV edição da corrida de los candiles
29 de Julho de 2012 - 16:51h Crónica por: - Fonte: - Visto: 806
Chuva de Orelhas em Marbella

Foi com metade dos tendidos preenchidos que o cosso de Marbella (Malaga) recebeu ontem a IV edição da corrida de los candiles. Os toiros levavam o ferro de Buenavista e apresentaram-se iguais de trapío mas de comportamento diferente. Regra geral, sobrou-lhes nobreza e faltou-lhes fiereza, sendo os três primeiros de nota superior aos três últimos. De luces vestiu-se Juán José Padilla, Sebastián Castella e Miguel Ángel Perera.      

A Padilla saiu-lhe um lote composto por um primeiro negro liston nobre mas sem classe na investida e um segundo burraco sem forças. Frente a eles o ciclone de Jerez esteve igual a si mesmo! Com o primeiro, desenhou uma faena redonda, com direito a quite por chicuelinas e a estocada inteira e efetiva. Ao Buenavista faltou-lhe classe e a Padilla faltou-lhe ligação, ainda assim… Duas orelhas. Da faena ao quarto pouco de positivo há para assinalar. Tudo correu mal desde o princípio… Este burraco, começou por receber a vara em mau sítio, depois recusou mover-se em bandarilhas e para terminar empenhou-se em deitar-se na arena durante toda a faena de muleta. O Jerezano estoqueou à segunda e passeou um apêndice.  

Castella sorteou um lote composto por um primeiro negro bragado que apresentou uma investida nobre e suave mas de escassa transmissão e um segundo negro bragado liston que metia bem a cara nos enganos mas que não tinha “pisca” de mobilidade. Com tal “matéria prima” por diante, o francês esboçou uma primeira faena carregada de quietude, temple e profundidade que rematou com uma estocada en todo lo alto. Duas orelhas. Frente ao segundo teve poucas possibilidades… Adormecido em varas, pregado à arena em bandarilhas e estático na muleta, este Buenavista não deu opções de luzimento a Castella, que recorreu às distâncias curtas para arrancar palmas à afición de Marbella. Estocada inteira ao primeiro intento e orelha. 

Para Perera estava reservado um primeiro, castanho de pelagem, que foi o que apresentou mais mobilidade, desplazamiento e fundo do encerro e um segundo, negro, que não teve nem um pingo de bravura. Depois de um desluzido recibo de capote, de um atabalhoado tercio de varas e de bandarilhas e de uma voltereta no primeiro muletazo, o terceiro da noite veio a mais no tercio de muleta. O extremeño entendeu o toiro na perfeição e deu-lhe a faena que ele tinha para oferecer. Começou por citar “de largo” e ligar com temple a rítmica investida do Buenavista, depois encurtou as distâncias e nas bancadas subiu o ritmo cardíaco, terminou por manoletinas mirando al tendido e com a afición de Marbella rendida ao seu toureio. Estoqueou à segunda e desorelhou este excelente Buenavista. Ante o sexto nada a fazer… Perera encontrou pela frente um perdido de manso que desde cedo deu a batalha por vencida. Sem opções, o extremeño foi obrigado a abreviar a faena rapidamente. Ovação.         

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