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Zalduendos Falham nas Fallas

Castella salvou uma tarde onde escasseou a emoção
17 de Março de 2012 - 21:24h Crónica por: - Fonte: - Visto: 995
Zalduendos Falham nas Fallas

           Às 17:00h foi quando os aficionados que enchiam “hasta la bandera” a praça de toiros de Valencia ouviram o toque da corneta que deu início a uma corrida que teimava em começar. A cada toiro que se arrastava esperava-se que fosse o próximo “o bom”. Foram seis os toiros arrastados… Os sobreiros não saíram e “o bom” não chegou. O curro de Zalduendo primou pela falta de entrega e transmissão, quando assim é, não se pode pedir milagres aos toureiros. Completava o cartel um trio de matadores que ultrapassa fronteiras: o espanhol Enrique Ponce, o francês Sebastian Castella e o mexicano Arturo Saldivar.

            Ao anfitrião, Enrique Ponce, tocou-lhe em sorte um lote sem possibilidades. O seu primeiro, um negro de 568kg, desde cedo se deu por vencido. Frente a tal mansidão, Ponce “puxou do livro” e tapando sempre a saída ao Zalduendo lá conseguiu arrancar umas palmas ao “seu” público. Matou à 3ª e completou com o descabello. Silêncio. No quarto “vira o disco e toca o mesmo”. Anunciado com 524kg, este negro listón não acabou de romper. Numa faena de “poder”, desenhada em terrenos de toriles, os cites violentos foram a única forma que o valenciano encontrou de provocar as curtas e descompostas investidas deste Zalduendo. Estoqueou ao segundo intento. Silêncio.

            De França viria a “salvação” desta tarde, Sebastian Castella. Começou por enfrentar-se com um negro de 520kg que foi bom enquanto durou. Pena foi durar pouco... Nas bandarilhas arrancou-se com alegria e a quadrilha de Castella correspondeu-lhe da melhor forma. Ovação para os “de prata”. Na muleta durou três tandas e dos tendidos saíram três ovações. Depois rachou-se. Aí o francês “pregou-se” à arena, encurtou as distâncias e nas bancadas o ritmo cardíaco disparou. Meia estoca, descabello e forte ovação. Sai o quinto e repete-se a história… Com 535kg sobre os aprumos este negro pouco de bom ofereceu a Castella. A faena foi de um mérito tal que, apesar de uma meia estocada descaída que teve de ser completada com o descabello, a afición valenciana pediu com força a orelha. O diretor da corrida assim não entendeu e Castella deu a volta ao ruedo com as mãos a abanar. Bronca ao diretor.

            Do México vieram muitas “ganas” e valentia, e pouca colocação e temple. Arturo Saldivar saiu por todas, mas nem sempre da melhor forma. O seu primeiro, um negro listón de 504kg, apresentou-lhe algumas complicações mas o que veio realmente ao de cima foi a falta de temple e colocação de Saldivar. Os “enganchazos” foram uma constante e a faena foi, aos poucos, arrafecendo cada vez mais. Culminou com o descabello depois de uma estocada ao terceiro intento. Silêncio. No sexto o silêncio voltou a marcar presença. Este Zalduando, negro mulato de pelagem e com 544kg de peso, viria a revelar melhor condição que os seus irmãos de camada. Frente a ele, Saldivar esteve mais templado e desenhou uma faena redonda mas escassa de emoção. Voltou a matar à 3ª e voltou a ter que descabellar. Silêncio.        

                                     

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