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Amadores da Tertúlia - Aniversariantes e Triunfadores

Para a história fica a imagem de 62 forcados fardados em plena arena. Gerações de homens que ao longo de 40 anos viveram tardes de glória envergando a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
25 de Junho de 2013 - 11:51h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1005
Amadores da Tertúlia - Aniversariantes e Triunfadores

Para a história fica a imagem de 62 forcados fardados em plena arena. Gerações de homens que ao longo de 40 anos viveram tardes de glória envergando a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. João Hermínio Ferreira, cabo fundador que liderou de 1973 a 1989, António Baldaya de 1989 a 2001 e Adalberto Belerique de 2001 até à actualidade, encabeçaram, na arena, a apresentação dos homens de jaqueta enramada e barrete verde.

Das pastagens da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) vieram 6 exemplares que complicaram um pouco o desenrolar das lides. De uma forma geral saíram distraídos, parados e desligados. A merecer algum destaque o quinto e o sexto toiro, o “Soprano” (nº335, 440Kg) e o “Sacristão” (nº322, 495Kg), respectivamente, que foram crescendo de comportamento ao longo da lide proporcionando bom jogo.

João Salgueiro andou apagado frente ao primeiro toiro da ordem. O exemplar que ostentava o ferro de Falé Filipe (substituiu um toiro JAF que se inutilizou aquando da embolação) tinha nobreza, mas era andarilho e por vezes tapava-se no momento das cravagens. No segundo toiro do seu lote, o Cavaleiro de Valada do Ribatejo armou taco e ligou-se ao oponente. O “Zamorino” uma vez mais a colaborar numa lide que foi sendo palmilhada ferro a ferro até fazer vibrar as bancadas. Que coração toureiro tem este cavalo. Salgueiro despediu-se assim da Feira de S. João 2013 com uma boa lide em que andou sempre por cima do oponente.

Rui Lopes viu a sua primeira lide ser abreviada por lesão do exemplar de JAF. Até ao momento da recolha daquele que foi o segundo toiro da corrida, havia cravado 2 ferros curtos de boa nota. Frente ao quinto toiro da tarde (segundo do seu lote) rubricou aquela que foi a lide mais redonda da tarde. Tirou partido das melhores condições do oponente e foi cravando a gosto. Correcto nas bregas, entendeu o toiro que tinha pela frente e executou as viagens na medida certa. Destaque para o ferro curto com que encerrou a lide. Montado no “Violino”, citou de largo, deu primazia ao toiro, bateu ao piton contrário e ao milímetro consumou a reunião e a cravagem.

João Salgueiro da Costa teve uma passagem demasiado discreta nesta Feira de S. João 2013. Frente ao seu primeiro exemplar andou irregular na cravagem. O toiro foi decrescendo de comportamento e ganhando querenças. Salgueiro da Costa nem sempre lhe conseguiu pisar os terrenos como seria desejável. A fechar a corrida, no segundo do seu lote, sacou novamente do “Mon Cheri” e com ele lidou do princípio ao fim. Uma vez mais mostrou muita inconsistência nas cravagens. Apesar de ter procurado colocar o toiro e terrenos diferentes, nunca conseguiu romper. E quando as coisas não correm bem, tudo corre mal! Até o “Mon Cheri” teve um momento de desacerto, negando-se numa das viagens. Este último exemplar de JAF merecia melhor lide, faltou cavaleiro.

E a tarde foi sem dúvida alguma dos Amadores da Tertúlia. Abriu as hostes Marco Sousa. Fechou-se de forma limpa, ao primeiro intento, naquela que seria a última pega da sua longa carreira de forcado. Despediu-se assim das arenas um dos grandes forcados da cara nascidos na ilha Terceira. No final, volta triunfal daquele que era um dos mais humildes e ao mesmo tempo mais carismático forcado do GFATTT. A destacar ainda Paulo Evaristo, já retirado do activo, que rabejou este primeiro toiro.

Uma vez que o segundo toiro da tarde foi recolhido por lesão, coube a Álvaro Dentinho pegar o terceiro da ordem. Fê-lo ao primeiro intento com a qualidade que lhe é reconhecida. Um forcado que ano após ano se vai afirmando como um “caras” de grande qualidade.

Adalberto Belerique deu o exemplo e pegou o quarto da ordem ao primeiro intento, aguentado uma investida sonante e um aperto contra o chão. Foi bem ajudado pelo grupo que, aliás, mostrou uma grande coesão ao longo de toda a corrida. António Baldaya, anterior cabo do grupo, rabejou e bem este exemplar, arrancando forte ovação das bancadas. Quem sabe não esquece.

O já retirado Jorge Ortins deu de novo uso ao barrete e pegou ao primeiro intento demonstrando muito boa forma e a técnica que lhe era reconhecida. A rabejar esteve outro nome dos “antigos”, Rui “Picão” Silva, forcado e bandarilheiro profissional, também já retirado.

Fechou a tarde José Vicente. Aquele que é um dos homens de confiança do cabo, pegou de forma rija, à primeira, o último toiro da corrida. Da formação fazia parte António Pontes, um dos forcados da primeira geração do grupo aniversariante. Esteve também presente o já retirado Marco Fontes que apesar de magoado numa das pernas não deixou de dar o seu contributo e rabejou este último exemplar.

Foi sem dúvida uma corrida de festa e emoções que foi dirigida por Carlos João Ávila assessorado pelo Dr. Vielmino Ventura.

O GFATTT saiu da arena sob grande ovação e sob os acordes da Banda Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras que interpretou o pasodoble “Grupo De Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

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