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José Luis Moreno sai a ombros em Córdoba

Moreno corta duas orelhas a um bom exemplar de La Palmosilla e abra pela segunda vez a porta de Los Califas
31 de Maio de 2013 - 13:31h Crónica por: - Fonte: - Visto: 701
José Luis Moreno sai a ombros em Córdoba

Córdoba. 4ª do abono. Corrida de toiros. Metade dos tendidos preenchidos. De luces, José Luis Moreno, Manuel Jesús “El Cid” e Daniel Luque para enfrentar um bonito curro de de La Palmosilla. Ao encerro sobrou nobreza, fijeza e qualidade na investida e faltou força, agressividade e transmissão. De ovação no arraste, o quarto. Assobiado, o segundo (sobreiro). A meter bem a cara pelo direito mas de investida curta e sem repetir, o primeiro. Alegre e colaborador mas sem fundo, o terceiro. Nobre mas sem humilhação nem repetição, o quinto. Com transmissão mas pensador e perigoso, o sexto.

Fez as honras da casa José Luis Moreno. Em primeiro lugar sorteou um negro de 490kg ao que faltou força, profundidade na investida e repetição. Com ele Moreno esteve voluntarioso e entregado. Recebeu-o bem, por verónicas que arrancaram a primeira ovação da tarde e com a muleta fez tudo o que estava ao seu alcance. Arrancando um muletazo de cada vez, o maestro de Córdoba desenhou passes com muita verdade e toreria, principalmente pelo lado direito. Estoqueou ao primeiro intento e escutou uma calorosa ovação. Mas foi frente ao quarto que Moreno expressou o seu toureio ao mais alto nível. De pelagem negra e com 550kg sobre os aprumos, este La Palmosilla foi o mais colaborador do encerro. Moreno saiu ao ruedo cheio de vontade de triunfar e logo com o capote levantou o Cosso de los Califas em palmas. Mas quando agarrou a muleta perecia que o toiro já não tinha combustível. Pouco prometia a faena. Mas o exemplar de La Palmosilla teve a sorte de encontrar pela frente um toureiro que o soube dosificar na perfeição. Suavidade, classes, gosto, sentimento e temple. Assim foi a faena de Moreno. Os cordobeses estavam rendidos a tal nível artístico. Estocada “en todo lo alto”, duas orelhas e porta grande! Ovação no arraste para o exemplar de La Palmosilla.

Manuel Jesús “El Cid” iniciou o seu labor frente ao pior toiro da tarde. Castanho de pelo e de 520kg de peso, este La Palmosilla teve uma investida informal e de pouca duração. O sevilhano meteu-se com ele e la foi arrancando muletazos isolados e sem transmissão. Faena de mérito, mas nada mais. Estocada inteira em bom sítio que lhe valou uma ovação. Para o toiro, assobios no arraste. Muito prometia o quinto da corrida, um negro de 540kg. Mas ficou-se pelas promessas… Rapidamente se lhe acabou o gás e “El Cid” ante tal nobreza e bondade encurtou distâncias e arrancou aplausos. Faena de valor e mando, mais para espectadores do que para aficionados. Estocada inteira e efetiva e uma orelha.

Fechava o cartel outro sevilhano, Daniel Luque. Ante o seu primeiro, um negro listón de 540kg, desenhou uma faena a menos. Começou bem, a ligar com quietude derechazos templado e profundos. Mas quando arrancou a musica, o toiro pisou o travão e a temperatura baixou… e daí para a frente foi sempre a baixar. Estoqueou à primeira e escutou ovação. E para rematar a tarde enfrentou um colorado de 530kg que foi o mais agressivo do encerro. Mas não há bela sem senão... Sempre pendente do toureio, o exemplar de La Palmosilla nunca possibilitou a Luque relaxar-se e tourear com gosto e serenidade. Avança a faena, o toiro começa a descompor a investida, a pensar cada vez mais e a obrigar Luque a puxar pela sua técnica e pelo seu valor. E este assim o fez, ganhando-lhe a batalha! Arranca a música, a faena sobe de nível e termina com uma extraordinária tanda pelo piton direito. Tinha uma orelha na mão mas o mau uso da espada dela o afastou. Ovação.               

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