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Emocionada Homenagem na Moita

No Festival da Moita, Nuno Carvalho viu o seu grupo de sempre a levantar uma praça, Rouxinol a dar a volta a um manso e Luís Bolívar desenhar uma faena sem receios.
18 de Março de 2013 - 22:23h Crónica por: - Fonte: - Visto: 1428
Emocionada Homenagem na Moita

Nuno Carvalho regressou à Daniel do Nascimento para o primeiro Festival organizado pela sua recém criada associação, que reuniu cerca de 40 mil euros de receita, composta por ¾ de praça que ovacionaram de forma emotiva o “Mata”, assim que entrou no ruedo para as cortesias.

O Festival da Moita não destoou em nada do anterior no Campo Pequeno no que toca ao comprometimento dos intervenientes, sendo a excepção deste na apresentação das reses, que não foi a mais brilhante.

O piso da Daniel do Nascimento deixou de ser um areal, facto que na temporada transacta foi uma constante, para uma dureza além da desejada, factor que nas duas primeiras actuações provocou problemas de aderência às montadas e aos astados, felizmente sem consequências.

João Moura abriu o festival diante de um manso exemplar de Inácio Ramos, que se furtou ao confronto o mais que pôde. Apesar do esforço de Moura, o certo é que ferragem curta foi sendo deixada a cilhas passadas, talvez pelo piso apresentar complicações para quem iniciava a tarde de actuações.

Luís Rouxinol prometeu neste festival dar continuidade ao triunfo da temporada transacta, perante um tamanho manso de Canas Vigourox, que saltou a teia por duas vezes, tal era o desconforto de pisar o ruedo. No segundo salto, assim que viu a porta aberta para voltar à arena, deu meia volta para perpetuar o conforto na trincheira. Sem matéria prima alguma, Rouxinol teve uma lide em crescendo, selecionou os terrenos na complicada brega e pisou-os para cravar de cima para baixo. Os dois últimos curtos são soberbos, numa lide por cima de uma imensa mansidão. A praça clamava pela merecida música e ao meu lado um grupo de aficionados franceses voltavam-se para o director: “Monsieur … la musique?”

Manuel Lupi surgiu no ruedo para lidar o terceiro da tarde, também ele Lupi. Certo é que enquanto houve oponente, Lupi lidou com alegria e desembaraço e com critério a cravar. Esperemos que o seu regresso seja em definitivo. Manuel Lupi mostrou na Moita que tem valor e o seu lugar no afición.

José Pedro Pires da Costa foi para a cara do Inácio Ramos e sentiu dificuldades pela forma como o novilho metia a cara sempre bem lá em cima, impedindo a reunião. Efectuou ao terceiro intento.


Ricardo Cabral citou com toreria e fechou-se à barbela do Vigourox, num embate rijo e em crescendo até ao primeiro ajuda. Assim que sentiu o forcado, o astado foi puxando pela caixa de velocidades, abalroou o grupo e viajou com o forcado para a pega que levantou praça à primeira tentativa.


Fechou a contenda Luís Fera com outra excelente pega ao primeiro intento. O grupo deu vantagens e Luís carregou a sorte, mandou no arranque, a recuar e a reunir à barbela.

Victor Mendes enfrentou um complicado toiro Benjumea, que humilhou na muleta mas sem a profundidade mínima suficiente e que muito protestou. Mendes sacou tudo o que havia para sacar do oponente. Conseguiu uma mão cheia de passes templados pela direita e um par de molinetes. Nada pouco para quem menos ainda possuía para dar.

Luís Bolívar foi bafejado pelo sorteio e teve o melhor oponente de todo o festival. O exemplar de São Torcato era bravo e repetia a gosto. O matador colombiano aproveitou as características do astado e desenhou uma faena de mão baixa pelos dois lados, com séries templadas e superiormente rematadas. Bolívar veio para um festival sem picadores e conquistou a Daniel do Nascimento com uma actuação redonda.

Coube a Manuel Dias Gomes fechar o festival diante de um exemplar de Falé Filipe que pouco, mesmo nada teve para dar. No capote o novilho andou sempre a procurar esgueirar-se à primeira nesga. Na muleta o novilheiro luso tentou tudo, mas mesmo tudo, diante de um manso sempre com sentido no toureiro e sem nada querer com o engano. Manuel Dias Gomes encurtou distâncias até ao impossível e recebeu incessantes miradas do oponente, que só o desembaraço do novilheiro possibilitou resolver as dificuldades.

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