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A Segunda da Palha Blanco

Pouco para contar na segunda corrida da Feira de Outubro de Vila Franca de Xira. Pouco em: toiros, ouro, prata e público.
07 de Outubro de 2013 - 13:44h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1144
A Segunda da Palha Blanco

A segunda corrida de Vila Franca pouco acrescentou à temporada à beira do seu término.

Se é certo que a corrida entra na contagem das de toureio exclusivamente a pé em Portugal, que nem chegam a perfazer os dedos de uma mão, mais certo é que não houve em Vila Franca matéria-prima suficiente, para que se possa guardar, o que seja, desta corrida na memória.

E aí reside o problema maior. Se já são poucas as corridas apenas com matadores de toiros no país e se há um esforço residual para reforçar as mesmas nos calendários taurinos vindouros, então tem de haver toiros que transmitam e que fidelizem público. Toiros que primem pela apresentação. E mesmo tendo em conta a ausência do tércio de varas, já agora que tenham o quanto baste em nobreza, que humilhem, que repitam e que não queiram escapar à primeira nesga.

Está visto por isso, que os toiros Assunção Coimbra e Canas Vigouroux não foram o que deles se esperaria. Surgiram com pouca força, de locomoção dúbia, raros em nobreza e muito cedo se apagaram.

Houve fado nos tércios de bandarilhas. Uns gostaram, outros nem por isso. Inovações e novos componentes que possam acrescentar valor para os menos atraídos pela corrida a pé. Não sei se terá resultado como o previsto, pois como faltou o essencial, o toiro, tudo o resto acabou por contar pouco, no saldo da corrida.

Quanto ao resultado artístico, Vítor Mendes não teve matéria-prima condicente. O primeiro, um Coimbra de 450Kg que protestava nas investidas, ainda ameaçou faena com uma tandra de passes pela direita, mas foi o máximo possível. O quarto, um Canas Vigouroux de 515Kg que não teve um único passe.

António João Ferreira recebeu à verónica um Vigouroux de 530Kg de peso, parco em força, sem profundidade e sobrou a vontade em sacar qualquer coisa, apesar de nada digno de nota. O quinto, um Coimbra, castanho com 450Kg, de melhor apresentação, de investida humilhada, um tudo nada mais franca, mas que cedo, muito cedo se apagou. Foi uma faena de poderio, e de grande entrega, que resultou agradável, com pouco mais do que uma mão cheia de passes ligados, diante um toiro cheio de sentido e que no final, demorou uma eternidade para ser recolhido.

Manuel Dias Gomes recebeu um nobre Coimbra de 440Kg, limitado nas forças, mas com nobreza e que humilhava. Foi a melhor faena da tarde, e o melhor toiro, ou corrigindo, o toiro que mais durou e que por isso melhor lide proporcionou. Assim, Manuel Dias Gomes sacou o que pôde ao oponente, aproveitando o piton direito, pois pelo esquerdo as viagens resultaram demasiado curtas. Agradou as bancadas, arrancou olés e foi o primeiro a dar a volta à Palha Blanco. No sexto enfrentou um Canas Vigouroux de 500Kg, que de início teve profundidade e humilhou, mas que rapidamente deu de si, protestou e a promissora faena não passou disso mesmo. Destaque no tércio de bandarilhas para o último par de Cláudio Miguel, que numa tarde menos feliz, proporcionou o melhor momento da corrida, no último par de bandarilhas da tarde.

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