Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
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Mais toureiros do que toiros em Samora Correia

A corrida foi de homenagem à ganadaria samorense Oliveiras Irmãos. Contou com ¾ da lotação da praça preenchidos e com mais toureiros do que toiros.
19 de Agosto de 2014 - 23:35h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1457
Mais toureiros do que toiros em Samora Correia

A noite de Samora Correia contou com ¾ da lotação da praça preenchidos, de um público composto por locais e emigrantes, que aproveitam o mês de férias na terra natal, para uma ida aos toiros e proporcionarem um ambiente de festa.

A corrida foi de homenagem à ganadaria samorense Oliveiras Irmãos e o curro não foi nada uniforme em comportamento. Houve um pouco de tudo e isso obrigou a terna de cavaleiros em praça, a desenharem lides distintas e a puxarem dos argumentos para enfrentarem os hastados. Mas no saldo final da noite, houve mais toureiros, do que toiros, em Samora Correia.

Rui Salvador abriu a noite diante de um negro, cómodo de córnea e com o número 165, que adoptou os médios como morada, mas que nunca se empregou, nem rompeu para coisa alguma. O cavaleiro de Tomar preparou as sortes com critério, sempre correcto e ligado na brega. Cravou os três primeiros curtos no centro do ruedo e de cima para baixo. A partir daqui o toiro perdeu a pouca condição que tinha e a lide nada mais tem de significativo registo.
O terceiro tinha o número 162. Manso, negro, bragado e andarilho. Detentor de um trote, que usou permanentemente para se furtar às reuniões, como aos remates. Nada permitiu e foi Rui Salvador quem teve de atacar o hastado para lhe sacar o que este não possuía – condição de lide.

Sónia Matias viu surgir no ruedo o segundo da noite, com o número 119, negro de pelagem e com um comportamento intrigante. Nos capotes o hastado investia com gosto, profundidade, recorrido, repetia e sempre com pata. Às montadas ignorou-as por completo, mesmo quando estas estavam a um palmo da cara. E sem matéria-prima, Sónia Matias fez o possível.
No quinto tudo se modificou. O hastado tina bravura, nobreza, fijeza e uma constante busca por confronto. Mesmo tendo sido alvo de excessos por parte da quadrilha, o exemplar de Oliveiras Irmãos nunca protestou e reagiu sempre a qualquer movimento no ruedo. Com um toiro de triunfo, Sónia Matias não descurou a oportunidade e cravou uma série de curtos nos médios, com o resultado das sortes a ser imaculado. Com as bancadas a aplaudirem ruidosamente a actuação, terminou a mesma com um violino, deixando a desmontável de Samora Correia com um triunfo.

Marcelo Mendes foi o cavaleiro da noite com mais sorte no sorteio. O terceiro da corrida tinha o número 151. Dono de uma investida áspera e bruta, que exigiu trato e lide. Até ao segundo curto, Marcelo Mendes foi ajustando as reuniões e sem pressas conseguiu ligar-se com o oponente. A partir daqui andou com o toiro toureado na garupa, cravou com exactidão e adornou-se na saída.
O último exemplar tinha um pouco menos de tudo. Tardo, sem prontidão, nem iniciativa, nem arranque. Marcelo Mendes foi buscar a estrela da quadra e aguentou as sortes na cara do oponente, para em reuniões emotivas, cravar uma série de curtos que levantaram as bancadas e rematar com ladeios a velocidade elevada e desplantes que desfizeram a desmontável em aplausos. Marcelo Mendes saiu de Samora Correia com um triunfo e foi o cavaleiro mais aplaudido da noite.

Na forcadagem abriram a noite os Amadores do Ribatejo, com o cabo João Machacaz a ir para a cara do primeiro da noite. Embateu de forma rija no oponente, fechando-se na barbela, suportando os derrotes, passando para a córnea e com o grupo a consumar ao segundo intento.
Joaquim Consulado fechou-se à terceira tentativa, a sesgo e com as ajudas carregadas.
João Guerreiro fechou-se ao primeiro intento na córnea, aguentando-se na cara do toiro durante uma viagem que sofreu um desvio, até o grupo a aparecer para consumar.

Tomás Vale abriu a noite dos Amadores de Alcochete. Fechou à quinta tentativa, a sesgo.
João Gonçalves fechou-se ao primeiro intento. Numa reunião com a cara lá no alto, “empranchou”, mas refez-se a tempo de chegar aos ajudas, e com o toiro a empurrar até tábuas, o grupo consumou, com coesão.
Fechou a noite Pedro Belmonte, consumando na córnea, à primeira tentativa.

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