Segunda-feira, 29 de Maio de 2017
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Vila Nova de Milfontes voltou a sair para ir aos Toiros

Casa cheia e ambiente festivo em Milfontes, para a Corrida da Casa do Povo de São Luís. O curro Brito Paes voltou a ser protagonista, embora sem o mesmo estrondo da temporada transacta.
14 de Julho de 2014 - 14:52h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1317
Vila Nova de Milfontes voltou a sair para ir aos Toiros

Corrida da Casa do Povo de São Luís, em Vila Nova de Milfontes registou uma casa cheia, de um público entusiasta, que brindou todos os intervenientes e que aplaudiu todos os momentos da noite com gosto.

A organização repetiu a ganadaria do ano transacto - Brito Paes - premiando o êxito que a mesma ali atingiu e na expectativa de que o mesmo se repetisse. O curro Brito Paes não teve, em quantidade, a mesma bravura que a da temporada anterior. Apesar de em apresentação estarem bem rematados, apenas dois saíram bravos, outros tantos foram mansos e os restantes foram encastados.

Abriu a noite o cavaleiro Luís Rouxinol, muito aplaudido pelas bancadas da desmontável de Milfontes, mas que em sorte lhe calhou um manso. O “oponente” cedo revelou não estar disposto a qualquer tipo de confronto. Rouxinol, bem tentou mexer com o hastado e dar a volta à materia-prima, mas apenas esse facto é digno de registo.
O quarto da noite surgiu no ruedo com um corno partido. Feita a substituição, Rouxinol enfrentou um sobrero muito bem apresentado, com pata, que partia só pela certa e para comer. O cavaleiro de Pegões entendeu de imediato o oponente e deu-lhe a lide certa. Mudou-lhe sempre os terrenos e atacou o hastado, para efectuar com correcção as cravagens, nos médios. Após falhar a primeira abordagem, terminou uma actuação correcta com um par de bandarilhas.

Sónia Matias foi a mais feliz com o sorteio. O segundo da noite foi um bravo, que partia com nobreza, a gosto e sem mando. Tomou conta da arena de Milfontes e reunia a humilhar. O toiro pedia praça mas Sónia entendeu encurtar distâncias. Sem efectuar uma lide exuberante, colocou um primeiro curto de levantar qualquer praça. Teve o público sempre consigo e como habitualmente, terminou a sua actuação com um violino e deixou as bancadas rendidas.
O quinto não tinha a mesma bravura, mas tinha nobreza, pata e prontidão. O problema é que uma zona da arena já tinha o piso muito degradado e o hastado foi sempre ali toureado. As consequências são óbvias. O oponente afundou-se no piso uma mão cheia de vezes, dobrou as mãos por três ocasiões, desistiu de perseguir e lá se foi num ápice a qualidade do hastado. Assim, da lide, sobram um segundo curto ao estribo no centro do ruedo e os dois violinos, com que terminou a sua passagem por Milfontes.

António Brito Paes também enfrentou um bravo, muito nobre, de harmoniosa apresentação e que se empregou sempre no momento do ferro. Na ferragem curta andou com desembaraço, optou pelas batidas, com o terceiro ferro a ser aquele que obteve a reunião mais ajustada. A actuação de Brito Paes satisfez de imediato a desmontável de Milfontes, que pediu ferros extra, terminando-a com duas rosas a pedido das bancadas.
O último da noite foi um manso intratável. Nunca quis arrancar para nada, a não ser que a montada estivesse a milímetros da cara, onde aí revelava maldade. Brito Paes bem que tentou mexer com o hastado. Mudou-lhe os terrenos para lhe sacar qualquer coisa, mas o último da noite fechou-se definitivamente em tábuas e nada permitiu.

Na forcadagem estiveram três grupos de Forcados em acesa competição. Todas as pegas tiveram reuniões na córnea, com os Amadores de Beja a realizarem dua pegas à primeira.

Abriu praça Pedro Pontes pelos Amadores de São Manços, que se fechou na córnea ao segundo intento. João Fortunato viu o oponente arrancar de imediato e fechou-se na córnea à primeira tentativa, com o grupo a consumar junto a tábuas.

Pelos Amadores de Cascais, Ventura Doroteia fechou-se na córnea à segunda tentativa, após dobrar Pedro Loução. Dário Silva também se fechou na córnea ao segundo intento e também ele foi dobrar um colega, Rui trindade. Ao intervalo, o grupo foi presenteado pela Casa do Povo de São Luís e pela organização da corrida, pelos seus 50 anos de actividade.

João Fialho, pelos Amadores de Beja, viu o toiro arrancar pronto, recuou na exacta medida e fechou-se na córnea à primeira tentativa. Fechou a noite Ricardo Castilho, também na córnea, ao primeiro intento.

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