Terça-feira, 30 de Maio de 2017
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E tudo Ventura levou

Numa noite de casa cheia no Campo Pequeno, com Luís Rouxinol a rubricar uma óptima actuação e com os Amadores de Santarém e de Vila Franca a pegarem ao primeiro intento, foi Diego Ventura o grande triunfador da noite.
25 de Julho de 2014 - 21:48h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1639
E tudo Ventura levou

A noite de toiros de ontem no Campo Pequeno ditou o regresso de Diego Ventura e a consequência foi a de uma casa cheia, para rever o rejoneador no tauródromo da capital. Uma vez mais, o público rendeu-se ao rejoneio. Aplaudiu incessantemente as actuações de Diego Ventura e apesar de esperarem a qualquer momento a entrada de Morante em praça, a mesma não aconteceu, nem impediu uma noite triunfal do rejoneador em Lisboa.

Mas o certo é que nem só de Ventura se fez o cartel. Luís Rouxinol colocou os melhores ferros da corrida e também ele saiu triunfador da noite, embora sem o mesmo fervor em aplausos vindos das bancadas.

Filipe Gonçalves teve uma noite irregular e valeu-lhe o Xique, o cavalo “bate-palmas”, para que garantisse a aprovação da assistência.

O pior da noite foi o curro de Cunhal Patrício. Sem pesos excesssivos, os exemplares tiveram uma apresentação pouco digna, salvando-se nesse capítulo somente o último da corrida. Em comportamento, o curro teve nobreza, andou com fijeza em praça, mas empregou-se pouco no momento do ferro.

Há algo na noite do Campo Pequeno que merece alguma reflexão. Houve aqui e ali, algum excesso de capotes. O público protestou de forma ensurdecedora com os peões de brega, provocando mesmo que estes não fossem tão castigadores. Mas se o público não pretende que se retire dos toiros o que de melhor eles têm, porque é que à posteriori não protesta pelos ataques das montadas às reses? Ou desplantes perante exemplares sem força? Não deixa de ser algo profundamente interessante. Está visto e comprovado que as bancadas não querem que se esvaneça a bravura, e a força dos oponentes, e quem paga a factura são os peões de brega. Então nas lides, essa exigência como que é posta de lado, ou mesmo esquecida.

Luís Rouxinol abriu a noite diante um exemplar de 474 Kg de peso e com o número 40, de seu nome Inibido. O oponente fez jus ao nome e não se empregou em nenhum momento, a não ser nos remates das sortes. O cavaleiro de Pegões adaptou-se rapidamente e efectuou alguns ladeios e piruetas, com que conquistou as bancadas. A ferragem nem sempre resultou, mas teve pouco toiro para se luzir. Terminou com uma rosa no corredor e um par de bandarilhas no centro do ruedo, perante um oponente imóvel.
No quarto enfrentou um exemplar com 470Kg de peso, que esbanjava nobreza, que acudia aos cites se assim lhe dessem a primazia. Tinha pouca pata, protestou nos cites toda a ferragem, enquanto raspou o piso do Campo Pequeno. Luís Rouxinol esteve sempre por cima do “Irlandês”. Bregou com condição e preparou as sortes. Concedeu a primazia de arranque e não teve toiro para rematar as sortes. O primeiro comprido é de cima para baixo e de igual modo colocou os os três primeiros curtos. Foi uma actuação de qualidade do cavaleiro de Pegões, que terminou a sua passagem por Lisboa com uma rosa. Teve a aprovação das bancadas e garantiu um triunfo .

Diego Ventura foi o grande triunfador da noite. O primeiro oponente tinha 465Kg de peso, tranco suave e péssima apresentação. O rejoneador escutou música ao primeiro curto, mesmo tendo como consequência um violento empurrão. Citou com a montada assente somente numa mão. Ladeou e inverteu a saída inúmeras vezes, com o Campo Pequeno a tudo absorver com gosto. Ofereceu a garupa e torneou um oponente imóvel, até terminar com uma rosa, que acabou por ser a sorte de melhor resultado da sua primeira actuação.
No quinto enfrentou mais peso, 540Kg. O hastado tinha fijeza mas nunca quis qualquer confronto. O certo é que foi nesta actuação que Ventura colocou os seus melhores ferros. Um comprido de cima para baixo e um quarto curto nos médios de igual resultado. Citou a conceder vantagens, de praça-a-praça, só que o hastado não estava para aceder a nenhum convite e despoletar algum arranque. Montando a trote até aos médios e daí a agalope até ao oponente, foi colocando a ferragem e efectuou piruetas na saída. Já com o Campo Pequeno extasiado, colocou ferros extras a pedido das bancadas e terminou a sua actuação citando na cara de um oponente petrificado. Com o triunfo garantido, apeou-se e beijou o piso do tauródromo lisboeta, abraçou os assentos e deu duas voltas triunfantes.

Filipe Gonçalves teve uma noite muito irregular. No terceiro exemplar da corrida nunca se encontrou com o que teve de enfrentar. Foi o melhor exemplar da noite, com imensa nobreza e prontidão. Só que quiebros muito pronunciados perante tanta nobreza, desviaram o centro das sortes sempre para nenhures e o Furacão Algarvio nunca chegou à costa para produzir estragos.
No último da corrida teve por diante o toiro de melhor apresentação da noite, com o número 43 e 546 Kg de peso. Muita apresentação e quase nada de fundo. Investidas sem som e a contragosto. Ávido em perseguir, acusava a ferragem para se furtar aos remates. A lide esteve quase em tudo semelhante à anterior. Até que o cavaleiro sacou o “bate-palmas”. Citou com os argumentos da montada e colocou violinos que levantaram o Campo Pequeno dos assentos e salvaram a noite de Filipe Gonçalves.

Na forcadagem, dois grupos forcados que são do melhor que a tauromaquia nacional tem para oferecer. E a prova disso é que todas as pegas foram ao primeiro intento.

Assim, com todas as pegas efectuadas à primeira tentativa, pelos Amadores de Santarém, o cabo Diogo Sepúlveda abriu as hostilidades da noite, fechando-se na córnea. António Taurino também consumou na córnea, numa viagem sem complicações. António Grave de Jesus também se fechou na córnea, numa reunião rija e de cara no alto, com o grupo a consumar.

Pelos Amadores de Vila Franca de Xira foi para a cara o cabo Ricardo Castelo, numa reunião complicada na córnea, com o primeiro ajuda e as segundas ajudas a efectivarem de forma soberba e com o grupo coeso a consumar a pega. Bruno Casquinha citou e mandou, em todos os momentos, no oponente. Fez a chamada e o hastado partiu determinado. Fechou-se na córnea, numa reunião rija, com o toiro a não humilhar. O rabejador Carlos Silva esteve com classe e exuberância, obtendo merecidos aplausos das bancadas. Fechou a noite Pedro Castelo, numa runião difícil na córnea, onde aguntou os protestos e os derrotes do hastado, numa viagem que se desviou da formação do grupo, que ainda assim apareceu com prontidão para consumar e fechar uma noite com todas as pegas à primeira tentativa.

Fotos do Campo Pequeno

Reportagem fotográfica da corrida de toiros com Luis Rouxinol, Diego Ventura e Filipe Gonçalves. Toiros decunhal Patricio e Forcados de Vila Franca e Santarém
26 de Julho de 2014 - 23:59h Galeria fotográfica por: Flávio Oliveira
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