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Feira de S. João abriu com pouca história

Três quartos de casa assistiram à abertura da Feira de São João 2014. A corrida iniciou-se com uma homenagem merecida ao Dr. Duarte Soares, médico-cirurgião que chefiou a equipa da Monumental Ilha Terceira nos últimos 25 anos.
23 de Junho de 2014 - 16:35h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 856
Feira de S. João abriu com pouca história

Três quartos de casa assistiram à abertura da Feira de São João 2014. Nesta primeira corrida estavam anunciados os Cavaleiros Vitor Ribeiro, Tiago Pamplona, João Pamplona e Jacobo Botero. Oito toiros de: Peñajara (PJ), Ascensão Vaz (AV), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e João Gaspar (antes Irmãos Toste) (JG). Pegas a cabo dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) e Amadores do Ramo Grande (GFARG).

A corrida iniciou-se com uma homenagem merecida ao Dr. Duarte Soares, médico-cirurgião que chefiou a equipa da Monumental “Ilha Terceira” nos últimos 25 anos.

Vitor Ribeiro lidou um lote composto por um exemplar de Ascenção Vaz e um de Peñajara. O seu primeiro (nº4, 425Kg, AV) mostrou-se distraído na primeira metade da lide, parando-se no momento da reunião. O Cavaleiro de Almada teve entendimento e aos poucos, foi compensando as dificuldades do toiro. Ao longo da cravagem curta foi acertando o compasso, terminando assim uma lide de trabalho, mas sem deslumbrar. Na sua segunda aparição, teve pela frente um exemplar (PJ, nº69, 465Kg) que logo mostrou codicia e entrega, apesar da brusquidão de investida. Apesar do toiro ter ido a menos, Ribeiro acoplou-se e tirou partido daquilo que de bom tinha este castanho albinegro. Um grande ferro curto, cravado em quarto lugar, marca aquela que foi uma boa lide com momentos muito bom traço.

Para o Cavaleiro Tiago Pamplona, saíram da porta dos curros, exemplares de João Gaspar e da Casa Agrícola José Albino Fernandes. O primeiro (JG, nº140, 480Kg), cumpriu e entregou-se, sempre que incitado pelo Cavaleiro. Com este, Tiago rubricou uma lide marcada pelas sortes de frente, que resultou bastante agradável. Novamente em praça, lidou um exemplar (JAF, nº346, 430Kg) que, apesar da sua mobilidade e entrega, atravessava-se no momento da reunião. O marialva do Posto Santo esteve em crescendo. Corrigiu-se após uma cravagem dos compridos algo deficitária e, aos poucos, foi levando a água ao seu moinho.

Um pouco apagado esteve João Pamplona diante do seu primeiro oponente (PJ, nº11, 445Kg). O toiro cumpriu bem e entregou-se com muita codicia. O mais novo dos Pamplonas esteve bem na cravagem comprida, no entanto, demonstrou algum desentendimento com a montada, aquando da ferragem curta. A lide foi marcada por demasiados toques, destacando-se o terceiro ferro que cravou. O seu segundo toiro (JG, nº3, 500Kg) trouxe-lhe problemas. Desde cedo procurou tábuas, apesar de sair ao cite. O Cavaleiro tentou sacar o que podia. Uma lide laboriosa, sem grande história, ressalvando-se alguns pormenores da brega e na procura de novos terrenos para a colocação do toiro, até porque toureio não é só cravar ferros.

Jacobo Botero não teve boa estreia nesta Feira. Lidou aquele que no conjunto foi o lote mais equilibrado da corrida, um Ascensão Vaz e um Casa Agrícola José Albino Fernandes. O seu primeiro (AV, nº18, 460Kg) era um bom toiro. Botero andou com o pé um pouco pesado no acelerador. Teve alguma dificuldade em escolher os terrenos e cravou com velocidade a mais. Resumiu a lide às cravagens (9 ferros no total!!) e ainda assim estas resultaram sem nexo. Se antes não tinha estado bem, Botero não se conseguiu superar ante o seu segundo oponente (JAF, nº359, 465Kg). Uma vez mais, teve pela frente um bom exemplar, de entrega à luta. Mas infelizmente, também uma vez mais, não esteve bem a lidar. Fica como nota positiva o seu segundo ferro curto. Se antes referi que lidar não é só cravar ferros, esta parte também é importante. Quanto ao resto, o velho ditado: “da cabeça ao rabo, é tudo toiro”.

O G.F.A.T.T.T. esteve representado na cara dos toiros por: Helénio Melo, que abriu com uma rija pega ao primeiro intento, como é seu timbre. Luís Cunha esteve bem à segunda tentativa, após ter sido derrotado à primeira. João Pedro Ávila sofreu um embate violento, tendo caído inanimado e com comoção, tendo-lhe sido diagnosticado traumatismo crânio encefálico. Felizmente, já se encontra em recuperação. Nelson Furtado, na dobra, resolveu com uma boa pega à primeira. Tomás Ortins esteve valente, arrancando ao primeiro intento aquela que foi a pega da tarde.

Pelo G.F.A.R.G., saltaram a trincheira: Manuel Pires, que pegou à primeira, executando uma boa pega, Luis Valadão, também à primeira, agarrou-se com valentia aguentando alguns derrotes. André Coelho esteve enorme, apesar da sua estatura. Pegou à terceira tentativa por falta de ajudas, nos intentos anteriores. Finalizou Vítor Oliveira, sem dificuldade, à primeira.

A dirigir o espectáculo esteve Carlos João Ávila, assessorado pelo Dr. Vilemino Ventura. Abrilhantou a corrida, a Filarmónica Portuguesa de Tulare (Califórnia).

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