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Elvas - Bastinhas e Rui Fernandes empolgam público do Colisão Rondão Almeida

Para que uma tourada resulte em pleno com triunfos dos toureiros, forcados e ganadeiros, são necessários uma série de factores para que se tudo conjugue no triunfo final.
19 de Maio de 2014 - 13:52h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1168
Elvas - Bastinhas e Rui Fernandes empolgam público do Colisão Rondão Almeida

Para que uma tourada resulte em pleno com triunfos dos toureiros, forcados e ganadeiros, são necessários uma série de factores para que se tudo conjugue no triunfo final.
Esta tourada do dia 17 de Maio em Elvas a benefício da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental – APPACDM, reunia no cartel todos os condimentos para que isso assim fosse e, sobretudo, há que destacar a solidariedade de todos os intervenientes com esta instituição. Mas nestas coisas dos touros o Homem põe, Deus dispõe e o touro por vezes descompõe, foi o que em parte aconteceu.
O curro da prestigiada ganadaria de Passanha, desigual de apresentação e comportamento, sendo a sua maioria mansos encastados, destacou-se o quarto e quinto por um comportamento mais voluntarioso. A complicar o comportamento dos touros esteve também o lastimável piso da praça, um autêntico areal que é necessário rever por quem de direito.

A veterania de João Moura e Joaquim Bastinhas, deixaram dito no ruedo da praça elvense que, os novos valores não têm ainda o seu caminho muito facilitado enquanto eles por cá andarem.
João Moura aproveitou bem o touro que se deixou lidar se bem que no final ficou mais tardo e por vezes adiantava-se ao cavalo. Com maestria dentro do seu conceito de toureio, com casta e entrega deixou a ferragem par todos os gostos. Houve mesmo quem estava ao meu lado que disse e bem: O velho Moura está para lavar e durar.

É de todos os aficionados conhecido o toureio de Joaquim Bastinhas, que neste mês comemorou mais um ano (31) da sua alternativa em Évora das mãos do saudoso Mestre Batista, que nunca abdicou do caminho que desde então trilhou. Um toureio baseado na verdade, entrega, alegria no que faz e, acima de tudo, um grande respeito pelos aficionados e público em geral. Nesta noite foi uma actuação vibrante com um touro que não era fácil. Com a sua casta toureira, levou às bancadas aquilo que infelizmente muitas vezes falta ao espectáculo: Emoção. Noite de triunfo para o maestro de Elvas na sua praça, frente à sua gente e a favor de uma instituição a qual muito acarinha.

Não se pode dizer que Tito Semedo não se entregou à lide, que não deu o melhor de si mesmo. Isso é inegável mas, tecnicamente esteve uns furos abaixo, sobretudo nas reuniões em que não consentiu o touro ao estribo e as reuniões foram na sua maioria desajustadas. O melhor do seu labor quanto a nós, foi o primeiro ferro em sorte de violino em terrenos de dentro em que expôs algo mais.
Movimento, ligação, sem tempos mortos, mesmo fora do touro com os balancins do cavalo, Rui Fernandes encheu a praça de alegria e emoção como seu toureio que está impregnado do muito que faz por praças de Espanha, onde triunfa. Rui Fernandes aproveitou bem o touro que cumpriu, algo mais voluntarioso que os seus irmãos de divisa. Galopes a duas pistas com o touro a corresponder e o público também. Ferros ajustados e para todos os gostos foram os argumentos do toureiro “rubio” para mais este triunfo, desta feita no Colisão de Elvas.

O futuro do toureio a cavalo passa e muito por toureiros de dinastia como João Moura Caetano. Para muitos o triunfador da temporada passada. Pesava pois sobre si esse estatuto, que aqui em Elvas veio justificar com uma excelente actuação. Fiel ao seu toureio de dar vantagem aos touros. Deixou vir de longe o Passanha, aguentando junto às tábuas. Se no primeiro cite não houve reunião para deixar o ferro, já no segundo resultou e empolgou os dois terços das bancadas preenchidos.
A sua lide depois passou a ser mais em curto, aguentado e esperando pela investida do touro para deixar os ferros curtos com emoção e remates das sortes com toureria.
Não era fácil o touro de Marcos Tenório, por vezes parando-se, outras vezes com algumas oleadas inesperadas e finalmente a fixar-se nos médios e dali tardando. Foi uma lide a necessitar de todos os recursos do cavaleiro e montadas. O cavaleiro estava preparado e expôs barbaridades para deixar os ferros e a quadra dos cavalos respondeu à altura. Quando o público já estava entregue, Marcos surpreendeu com um ajustadíssimo para as duas mãos em terrenos de grande compromisso.

Os Passanhas não colocaram aos forcados as dificuldades de outrora. O grupo de Alter fechou-se com uma pega à primeira e outra à segunda tentativa. Já os Académicos de Elvas conseguiram duas pegas ao primeiro intento, enquanto que os Amadores do Redondo só ao segundo intento pegaram os seus dois touros.

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