Domingo, 24 de Setembro de 2017
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Noite de pouca emoção no Montijo

Contrariando os alertas de mau tempo, a IV Grande Corrida de Toiros da Raporal/STEC foi por diante, com Tomás Pinto e Mara Pimenta com os melhores ferros da noite, perante o clamor à impreparação e comicidade de Alvarito Bronze.
28 de Setembro de 2014 - 22:59h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1808
Noite de pouca emoção no Montijo

A empresa Aplaudir contrariou o alerta laranja de mau tempo, desafiou os alertas da protecção civil e realizou-se a IV Grande Corrida de Toiros da Raporal/STEC, na Monumental Amadeu Augusto dos Santos, no Montijo, com a lotação a rondar a meia casa.

As bancadas estiveram bastante animadas e o grande chamariz pareceu ser Alvarito Bronze, que assim que pisou o ruedo para efectuar a sua actuação, escutou uma ovação digna de uma Figura do Toureio. A actuação de Alvarito Bronze veio confirmar a necessidade e a eficácia do novo regulamento taurino, que impediu que a comicidade fosse premiada com volta e consagrada como triunfo.

Mas bastou às bancadas a actuação de Lourival Bronze para que estas dessem por bem empregue o preço do bilhete. Contudo, Tomás Pinto foi aquele maior acerto teve no momento do ferro, diante de um curro Fernandes de Castro, que longe do bom, quis obrigar os intervenientes a pisarem-lhe os terrenos, e bateu que se fartou nos dois grupos de forcados. Mara Pimenta lidou um nobre novilho Passanha e também ela teve dois ferros dignos de destaque.

Sónia Matias abriu a noite diante de um negro mulato, andarilho, de 480Kg de peso e com o número 57. A lide foi ligada, com ritmo, com intervenção em demasia de capotes e com estes a acentuaram a tarda investida do Fernandes de Castro. O toiro pediu sempre que lhe pisassem os terrenos. E como o pedido não foi satisfeito, o resultado das sortes foi morno, até aos violinos com que Sónia arrecadou o calor das bancadas.

Seguiu-se Filipe Gonçalves, que recebeu, sem o auxílio da quadrilha, um exemplar negro, de 470Kg e de número 44. O oponente, ávido em perseguir, parecia que iria causar danos a qualquer instante, mas investir às reuniões foi coisa que nunca lhe agradou. Assim, sem se arriscar nos terrenos do toiro, o resultado das sortes do Furacão Algarvio não foi o mais desejado, servindo-se das piruetas, do cavalo bate-palmas e dos violinos, para assegurar a aprovação da Monumental do Montijo.

Gilberto Filipe lidou o sobrero de 450Kg e de nº47, pois o segundo da ordem aparentava problemas de visão. O oponente castanho era nobre, de investida brusca, que arrancava com prontidão e muita, mas mesmo muita pata para a montada. Gilberto Filipe denotou preocupação em efectuar uma prestação correcta, mas a brusca e veloz investida do oponente denunciou a abertura dos quarteios antestempo e a ferragem nem sempre resultou.

A actuação de Alvarito Bronze foi acompanhada de uma permanente euforia nas bancadas, mas que para além de uma tentativa gorada de uma sorte de gaiola, o resto da actuação não é merecedora de qualquer comentário.

Tomás Pinto recebeu à porta gaiola um oponente com 470Kg de peso, com o nº 43 e “playero” de córnea. Foi o cavaleiro que maior emoção trouxe à Monumental Amadeu Augusto dos Santos e o de maior acerto da noite. O oponente era nobre, e tal como os irmãos de camada, também exigiu que lhe pisassem os terrenos. Tomás Pinto não lhe negou o pedido e colocou os segundo e terceiro curtos de cima para baixo, bem ao estribo, dobrando-se no pitón da sorte nos remates. Terminou uma actuação correcta e segura com um violino, carimbando uma óptima actuação na noite do Montijo.

Mara Pimenta fechou a noite diante de um novilho Passanha. Com algum embaraço inicial, a jovem cavaleira foi paulatinamente crescendo em à vontade, confiança e terminou a sua actuação com os seus melhores ferros. Dois curtos ao estribo, nos terrenos do oponente.

A noite para a forcadagem foi dura. É certo que o curro não facilitou em nada, mas ficou sempre a sensação que faltou sempre maior coesão e empenho aos dois grupos de Forcados em praça.

Abriu a noite João Braga, pelos Amadores de Montemor, que se fechou de forma rija na córnea ao terceiro intento, após duas tentativas com reuniões duras e rijas, em que faltou grupo para as consumar.
Francisco Barreto concedeu vantagens, fechou-se na córnea à primeira tentativa e suportou uma viagem dura até tábuas, que atravessou o grupo.
Manuel Ramalho fechou-se ao segundo intento na córnea, com o grupo a sentir dificuldades.

Pelos Amadores do Montijo, Hélio Lopes aguentou o ensarilhar do oponente e fechou-se na córnea ao primeiro intento.
O cernelheiro Hélio Lopes e o rabejador Nuno Dias efectuaram uma pega de cernelha ao quinto intento, após uma tentativa de Ricardo Parracho e três de Jorge Varela.
Fechou a noite Ricardo Almeida, à segunda tentativa, na córnea, com o grupo em dificuldades para consumar.

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