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Crónica do Festival de Serpa

Tarde quente com meia casa fraca num espetáculo que teve apontamentos para todos os gostos, num misto de toureio a cavalo e a pé que deu para "molhar o bico" a todos os que apreciam estas duas formas de tourear.
07 de Abril de 2015 - 10:13h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1013
Crónica do Festival de Serpa

Tarde quente com meia casa fraca num espetáculo que teve apontamentos para todos os gostos, num misto de toureio a cavalo e a pé que pode “molhar o bico” a todos os que apreciam estas duas formas de tourear. Ainda em início de época notou-se alguma falta de rodagem e as atuações surtiram a bom treino e motivação para o resto da temporada.

O espetáculo a favor dos Bombeiros Voluntários da terra merecia mais público pela causa e cartel em si, e guardou-se um minuto de silencio no início por Francisco Garcia do Real G.F. Amadores de Moura.

Manuel Lupi abriu as “hostilidades” com uma atuação discreta, frente a um Varela Crujo que se deixou tourear e que pedia argumentos ao cavaleiro numa lide que decorreu sem nunca romper.

Daniel Luque toureou de seguida, pelo fato de tourear em Arles no dia seguinte. Toureou um novilho-toiro de Pereda que soou diferente dos seus companheiros muito pelo maestro que teve pela frente que o fez tocar “outra música”. Luque esteve a gosto, com grande discernimento e descontração e lançou charme e toureria, desenhando um bonito quadro com pinceladas de capote e moleta. Andou como sabe pelas duas mãos, tirando o que o seu oponente tinha e não tinha. Deixou todos os presentes de água na boca e satisfeitos pelo dinheiro bem empregue no bilhete.

João Maria Branco andou sóbrio, frente a um oponente Ascenção Vaz que não complicou. Andou de menos a mais e acabou em bom plano com o público a retribuir o seu apreço pelo esforço.

Salgueiro da Costa recebeu outro Ascenção Vaz, desta vez mais complicado e menos prestável. Andou bem nas bregas e algo irregular nas colocações e cravagem. Veio de menos a mais e, com esforço e vontade, lá deu volta ao que tinha pela frente e terminou com um bom curto de “paradinha”.

Juan Pedro Galan reapareceu em Serpa para dar lide a um novilho Pereda e desenhou uma boa atuação. Sóbrio no capote com bons lances e na moleta rubricou bons momentos, onde podia ter-se arrimado mais ao novilho que rematava alto nos passes de peito. Desempenho agradável como lhe era exigido.

José Luis Pereda Jr. trouxe um novilho que não lhe causou problemas. Andou excessivo nos compridos e pouco acrescentou nos curtos, com pouco acerto na hora de cravar e velocidade em demasia.

Joaquim Brito Paes também trouxe adversário de sua casa. Manso, que desde cedo se resguardou e provido de alguma malícia, obrigou o jovem cavaleiro a mostrar os argumentos com que quer chegar a figura e foram muitos. Algum nervosismo no primeiro ferro mas que depressa se dissipou com a ajuda do público e vontade sua. Partiu para cima do toiro e a sua arte, aliada à qualidade das montadas fizeram o resto. Cresceu, deu a lide possível, corrigiu na hora de cravar e deixou “suor e sangue” para desenhar a que consideramos a melhor lide a cavalo da tarde. Sendo a sua tenra idade sinónimo desta qualidade, que esperar deste jovem promissor?

Nas pegas, dois grupos de forcados para cinco toiros. Tarde sem grandes problemas com cinco sortes à primeira tentativa, onde as ajudas estiveram por cima dos homens da cara.

Por Cascais, o Cabo Joel Zambujeira chamou António Grade e Luís Barbosa. Por Beja O cabo José Maria Charraz chamou Miguel Sampaio e Diogo Morgado. A quinta pega foi repartida pelos dois grupos a convite de Cascais, sendo cara João Sepulveda com chamada ao ruedo de Luís Amador pela primeira ajuda.

Dirigiu o espetáculo o Sr. Agostinho Borges com a correção do costume e a embolação e ferragem por José Alcachão.

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