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Terrugem, noite quente, corrida morna.

Contrariamente ao noticiado de vésperas, certamente de "boa-fé", a corrida de touros integrada nas tradicionais festas de Santo António, organizada pela Derechazo, realizou-se com toda a normalidade.
10 de Agosto de 2015 - 10:08h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1018
Terrugem, noite quente, corrida morna.

Contrariamente ao noticiado de vésperas, certamente de “boa-fé”, a corrida de touros integrada nas tradicionais festas de Santo António, organizada pela Derechazo, realizou-se com toda a normalidade.

Com cerca de dois terços da bancada preenchidos, abriu praça Francisco Cortes, que foi homenageado pelos seus 20 anos de alternativa. No seu primeiro, de Manuel Veiga, pareceu-me um pouco ansioso tendo realizado uma lide que primou pela regularidade, cravando preferencialmente à meia volta. No segundo, um Canas, saiu à praça com maior determinação tentando fazer um toureio frontal, um toureio de verdade, dando vantagem ao seu oponente. Falhou um ou outro ferro e deixou outros de nota elevada em que citou de praça a praça. Pena que nem sempre a montada estivesse em sintonia com o cavaleiro.  

Seguiu-se Ana Batista que, à semelhança dos seus companheiros de cartel, lidou primeiro o Veiga. Numa lide que foi de menos a mais, destaque para a forma como mexeu com o touro e para a boa cravagem, com alguns ferros bastante emotivos. Lidou depois um Canas manso que saiu do primeiro comprido para tábuas para só de lá sair com o capote. A cavaleira tudo fez para de lá o tirar, arriscando, pisando terrenos de grande compromisso, o que lhe valeu um violento toque. Mas, quando não há matéria prima o esforço e a entrega resultam inglórios, foi o caso.

João Moura Caetano completou a terna e, diante do Veiga do seu lote, esteve correto dentro seu estilo pausado e suave, cravando dois curtos francamente bons e desenhou alguns adornos vistosos e artísticos. No último da corrida, mais um Canas manso e fechado em tábuas desde muito cedo, o de Monforte fez tudo e mais alguma coisa para deixar a cravagem da ordem, só o conseguindo coma ajuda dos seus peões de brega e dos craques da sua quadra.

Quanto às pegas, foram solistas Luís Valério (1ª), Manuel Dentinho (3ª) e Francisco Barreto (1ª) pelos Amadores de Montemor e Luis Samarra (2ª), Carlos Pinhel (2ª) e Diniz Pacheco, numa pega enorme, a dobrar André Xerepe, que saiu lesionado após duas tentativas.

Dirigiu a corrida Agostinho Borges que, fazendo cumprir o regulamento, gerou alguma polémica ao não conceder volta nos quinto e sexto touro a Ana Batista e João M Caetano, respetivamente.

 

(Foto: Fernando Marques | http://planetadostouros.blogspot.pt/)

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