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33.º Concurso de Ganadarias - Onde estava a Bravura?

Primeira corrida das Festas do Barrete Verde e das Salinas.
10 de Agosto de 2015 - 21:35h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 941
33.º Concurso de Ganadarias - Onde estava a Bravura?

Realizou-se ontem na castiça e bem cuidada praça de toiros de Alcochete, o 33.º Concurso de Ganadarias Associadas, tendo as bancadas apresentado cerca de três quartos fortes da lotação numa tarde de muito calor.


O cartel desta primeira de três corridas inseridas na Feira do Toiro-Toiro das Festas do Barrete Verde e das Salinas.


O cartel desta corrida estava composto pelos cavaleiros de alternativa António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Vitor Ribeiro e Sebastián Peñaherrera do Edquador, o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete que pegavam em solitário, os seis toiros de outras tantas ganadarias prestigiadas como são Rio Frio, Vale do Sorraia, Eng. José Lupi, Francisco Romão Tenório, Passanha, Pinto Barreiros, e extra copncurso um Novilho Toiro da Ganadaria Passanha.

Primeira parte da corrida


António Ribeiro Telles, lidou o primeiro toiro da tarde com ferro e divisa da ganadaria de Rio Frio, tinha capa castanha ojinegro bragado corrido com o peso de 550 quilos e o número 15. Deu início à sua primeira lide, cravando dois ferros compridos à tira, que ficaram ligeiramente traseiros e por coinseguite distantes do morrilho o seu oponente, na série dos curtos cravou três ferros com destaque para o primeiro que foi muito bom, sendo assim o melhor desta sua atuação. Atuação bastante agradável, pois bregou, citou bem, só esteve mal no momento de cravar os ferros. Deixou ambiente para na segunda parte termos um Telles nos seus melhores dias

Rui Salvador, lidou o segundo toiro da tarde com ferro e divisa da Ganadaria Vale Sorraia, de capa salgada (cardeno claro), com o peso de 605 quilos e o número 27, exemplar muito bem apresentado mas com alguns problemas de locomoção, pois alguma vezes caíu pelo que o cavaleiro pouco fez, mesmo assim cravou dois ferros compridos muito bons e dois curtos de boa colocação. Lide muito agradável, pena nao ter tido um oponente com outras condições.

Vitor Ribeiro, lidou o terceiro toiro da tarde com o ferro e divisa da Ganadaria Passanha, de capa preta bragado corrido e axiblanco, com o  peso de 555 quilos e o número 77. Deu início à sua primeira lide cravando dois ferros compridos com destaque para o segundo, já que o primeiro ficou um pouco traseiro, na série dos curtos cravou seis ferros com realce para o segundo e quinto que foram muito bons. Teve uma atuação muito agradável, bregando bem e cuidando dos cites e das reuniões, mostrando assim estar num bom momento de forma, chegou bem às bancadas, deixando um grande ambiente e de expetativa para a segunda lide.


Segunda parte da corrida


António Ribeiro Telles, lidou o quarto toiro da tarde com o ferro e divisa da Ganadaria de Francisco Romão Tenório, de capa pretade e meano, com o peso de 665 quilos e o número 108, começou o seu labor cravando dois ferros compridos com destaque para o primeiro que ficou muito bem colocado, o segundo ficou descaido, na série dos curtos nem sempre esteve bem a cravar, mas teve uma atuação de menos a mais e cravou cinco ferros curtos com destaque para os dois últimos que foram muito bons. Teve perante este toiro que nem sempre colaborou alguns momentos de brega muito agradáveis, pelo que esta segunda atuação foi do agrado geral.


Rui Salvador, lidou o quinto toiro da tarde com o ferro e divisa da Ganadaria do Engº. José Samuel Lupi, de capa preta bragado corrido e axiblanco, com o peso de 570 quilos e o número 75, deu início à lide cravando dois ferros compridos com destaque para o segundo, na série dos curtos cravou três ferros com destaque para o terceiro a sesgo que foi muito bom. Atuação muito agradavel dentro das condiçoes de lides que o seu oponente permitiu.


Vítor Ribeiro, lidou o sexto toiro da tarde com ferro e divisa da Ganadaria Pinto Barreiros, de capa preta meano, com o peso de 530 quilos e o número 16. Deu início à sua lide, começando mal pois deixou um pouco traseiros os dois ferros compridos, melhorou muito na série dos curtos, cravando quatro ferros, com destaque para o terceiro bis, dado o anterior ter caido. Atuação muito agradável, chegando forte a sua atuação junto dos aficionados que no final da lide muito o aplaudiram.


Sebastián Peñaherrera, jovem rejoneador do equador que está em Portugal, e atuou pela segunda vez nas nossas arenas, lidou um novilho toiro com ferro e divisa da ganadaria Passanha, de capa preta e o peso de 490 quilos e o numero 44, perante este excelente novilho, teve uma atuação com bons momentos. Acusou um certo nervosismo, pelo que nem sempre esteve bem a cravar, e deixou por mais de uma vez o seu oponente apanhar a montada, no entanto teve dois ferros curtos muito bons e que merecem o nosso destaque, foram os dois primeiros da série. Merece mais oportunidades, pois só assim pode adquirir mais qualidade e experiência, para poder entrar nas corridas com as principais figuras


O Grupo de Forcados Amadores de Alcochete não tiveram uma tarde fácil, pois passaram por momentos de apuro, porém conseguiralm levar a melhor, e pegaram os sete exemplares anteriormente lidados.


Foram caras os forcados Ruben Duarte à primeira, Pedro Viegas à primeira, Diogo Timóteo à primeira, Fernando Quintela à primeira, Vasco Pinto à segunda sendo muito bem ajudado, Nuno Santana à primeira e e por fim António Cardoso, que se fechou bem à segunda tentativa.

No intervalo da corrida a Banda de Música prestou homenagem ao Empresário António Manuel Cardoso “Néné”, e interpretou depois um pasodoble com o seu nome.


No final o Empresário anunciou que o júri da corrida tinha sido constituído pelos Senhores Ganadeiros participantes, como nenhum dos toiros lidados foi considerado bravo, o Prémio de Bravura, ficou por atribuir, sendo atribuído o Prémio de Apresentação à Ganadaria de Francisco Romão Tenónio, exemplar que saíu à arena em quarto lugar.


Os campinos da Casa Agrícola do Engº. José Samuel Lupi, estiveram bem no maneio, e condução de cabrestos na hora de recolherem os toiros.


Dirigiu a corrida um Delegado do Igac, assessorado por uma Médica Veterinária e um cornetim.


Ao Senhor Delegado do Igac, deixo aqui como aficionado duas  perguntas:


Porque não mandou substituir o segundo toiro da tarde, pois logo que entrou na arena viu-se não estar em condições físicas para ser lidado?

Sei que a música é um prémio para as boas prestações dos Cavaleiros, mas será que o o cavaleiro Rui Salvador nao mereceu escutar música durante o tempo que esteve em praça a lidar o toiro atrás mencionado?


A Corrida foi abrilhantada com a actuação da Banda de Música da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, que interpretou Pasodobles como Banda de Alcochete, Torero Cale, Forcados de Alcochete, Amparito Roca, Joselito Bienvenida, Vitor Ribeiro, Paquito Chocolatero, El Barbanha, Manuel dos Santos e muitos outros mais.


Uma palavra de agradecimento para a Empresa, pela amável forma como recebeu uma vez mais o Taurodromo.

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