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Abertura da temporada taurina na Praça "Carlos Relvas"

Estreia prometedora do rejoneador Sebastián Peñaherrera
12 de Julho de 2015 - 16:24h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1102
Abertura da temporada taurina na Praça

Praça de Toiros "Carlos Relvas" em Setúbal, sábado 11 de julho de 2015, primeira corrida da temporada nesta cidade, numa data fóra do calendário habitual e mesmo num dia em que havia à mesma hora corridas em outras praças, o cartel montado pela Empresa Aplaudir, suscitou o interesse em muitos aficionados e também em alguns turistas, pelo que a praça registou meia casa bem preenchida, mesmo em noite de temperatura fresca, ainda longe das noites quentes de verão como se deseja.


O cartel estava composto por três cavaleiros de alternativa, Vitor Ribeiro, João Moura Caetano, João Moura Jr e Sebastián Peñaherrera, um jovem cavaleiro do Equador, que fez a sua apresentação oficial em Portugal.


Três Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Moita e Montijo, e um curro de toiros com ferro e divisa de Manuel Tavares Veiga

A primeira parte da corrida foi assim:


Vitor Ribeiro, lidou o primeiro toiro da noite com o número 22 e o peso de 455 quilos de capa preta e bragado. Deu início à sua atuação cravando dois bons ferros compridos à tira, com destaque para o primeiro que ficou muito bem colocado. Na série doscurtos cravou cinco ferros, ficando o primeiro ligeiramente descaido e os restantes muito bem cravados. Esteve sempre em bom plano artistico, bregando bem e cuidando das reuniões, conseguindo perante um toiro bastante colaborador uma grande atuação e elevando assim bem alto a fasquia, para com os seus alternantes.


João Moura Caetano, lidou o segundo toiro com o número 37 e o peso de 488 quilos, de capa preta bragado corrido (significa ter o ventre branco). Cravou dois ferros compridos com destaque para o primeiro à tira que foi bom, na série dos curtos cravou três ferros, dos quais destaco o segundo que foi o melhor da série e a pedido do público concluiu a sua atuação cravando um ferro de palmo de boa qualidade. Não teve por diante um toiro que facilitasse, mas deixou bom ambiente e expectativas para uma segunda lide ainda melhor.

João Moura Jr, lidou o terceiro com o número 71 e o peso de 450 quilos, de capa preta. Na sua atuação cravou dois bons ferros compridos e na série dos curtos cravou quatro ferros com destaque para o segundo e terceiro. A pedido do público cravou mais um ferro este de palmo. Atuação agradavel deste jovem cavaleiro, que custa impor-se e assim ser figura de arrastar multidões como seu pai o fez em tempos.

Segunda parte da corrida


Vitor Ribeiro, lidou o quarto da ordem com o número 79, 505 quilos de peso e de capa preta listão (significa ter uma lista ao longo do dorso castanha), deu início à sua atuação cravando dois ferros compridos à tira de boa qualidade, na série dos curtos cravou cinco ferros de muio boa qualidade. Confirmou o bom momento que atravessa, e mereceu a sua contratação para esta corrida, tendo assim uma atuação muito agradavel que entusiasmou os aficionados com os bons momentos que teve a bregar.


João Moura Caetano, lidou o quinto toiro da ordem, com o número 73, peso de 470 quilos e de capa preta bragado corrida e axiblanco. Cravou dois ferros compridos com destaque para o segundo, na série dos curtos cravou cinco ferros com destaque para os dois últimos. Foi uma atuação esforçada perante um toiro não fácil de lidar e que pouco colaborou com o artista, que mesmo assim teve uma agradável atuaçao. Agradou ao público que o recompensou com aplausos.


João Moura Jr, lidou o sexto e último toiro da noite com o peso de 415 quilos de capa preta bragado corrido. Cravou dois ferros à tira de bom efeito e na série dos curtos cravou três ferros de boa nota. A pedido do público cravou mais dois ferros de palmo ou palmitos de boa nota. Atuação agradável deste jovem cavaleiro.


Sebastián Peñaherrera, fez ontem a sua estreia perante os aficionados portugueses numa praça de toiros castiça, centenária, e por onde já passaram muitas Figuras do Toureio a nível mundial, algumas das mais prestigiadas ganadarias e os mais prestigiados Grupos de Forcados.
Merecia do meu ponto de vista na qualidade de aficionado, ter um novilho com mais presença, melhor apresentação e com a idade correta, ou seja de três anos, e não ter por diante um eral com dois anos de idade e de fraquissima apresentação.
Esteve em bom plano o jovem cavaleiro que se apresentou com um bonito traje de rejoneador, tendo uma agradável atuação e deixando bons indices para ser contratado por outras empresas. Cravou dois ferros compridos de boa qualidade, na série dos curtos cravou cinco ferros com destaque para os quatro últimos.


Os Grupos de Forcados Amadores não tiveram uma noite muito fácil, porém não deixaram de tentar agradar ao público e darem conta do recado, ou seja, executarem as sortes de pegar toiros da melhor maneira e mais correta.


Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo foram forcados de cara, João Espinheira que pegou à segunda tentativa e à córnea, e Rubem Durães que se fechou bem à primeira; Numa pega conjunta entre os três grupos a convite do Grupo do Ribatejo, Duarte Pinedo efetuou sem grande dificuldade uma boa pega ao novilho.


Pelo Grupo de Forcados Amadores da Moita, foram caras os forcados Francisco Pirralho, fechou-se à primeira numa rija pega, aguentando vários derrotes e sendo depois bem ajudado e Fernando Grilo à terceira tentativa;


Pelo Grupo de Forcados Amadores do Montijo, foram forcados de cara, Isidoro Cirne que se fechou bem à primeira à barbela e Ricardo Parracho fechando-se à córnea à segunda tentativa. Teve este grupo nesta sua segunda intervenção, a possibilidade de executar a melhor pega de todas se o grupo estivesse bem no campo das ajudas.

Os toiros da Ganadaria de Manuel Tavares Veiga, cujo efetivo pasta na Herdade da Broa, próximo da Golegã, estavam muito bem apresentados, sem serem grandes e com pesos  entre o 415 e os 505 quilos, cumpriram no geral, pelo que proporcionaram bons e agradáveis momentos.


Dirigiu a corrida um Delegado do IGAC, que concedeu música e volta a todos os artistas, pecou por aceitar o eral que foi lidado pelo rejoneador Sebastián Peñaherrera.


A corrida foi abrilhantada pela Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete, que interpretou Pasodobles do seu vastissimo reportório, como Andujar, Paquito Chocolatero, Manolete, Amparito Roca, Torero Calle e muitos outros.

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