Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
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Montijo encheu para homenagear Alfredo Rouxinol

Casa cheio na Monumental Amadeu Augusto dos Santos, na 6ª Grande Corrida de Pegões. Um curro Vinhas interessante, com prémios para Rouxinol Jr, Filipe Gonçalves e Amadores do Montijo.
03 de Julho de 2016 - 19:01h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1187
Montijo encheu para homenagear Alfredo Rouxinol

A Monumental do Montijo encheu-se na noite de Sábado, na 6ª Grande Corrida da Adega de Pegões, a corrida de homenagem a Alfredo Rouxinol.

Com a casa muito perto de encher por completo, a Amadeu Augusto dos Santos aplaudiu Afredo Rouxinol após as cortesias, que grato pela homenagem ajoelhou-se no centro do ruedo, para beijar o piso da arena e agradecer os muitos aplausos do Montijo.

O curro de proveniente da ganadaria de Mário e Herdeiros de Manuel Vinhas esteve em bom plano. Um curro com quatro anos de idade, que nem sempre teve a apresentação mais desejada, mas que sem pesos exagerados, não incomodou em demasia, mas que se entregou ao confronto e proporciou uma interessante noite de toiros no Montijo.

O primeiro da noite tinha 540Kg e foi o exemplar de pior comportamento da corrida. Tardo e com doses de maldade, foi lidado a duo por Luís Rouxinol e Rouxinol Jr. A lide decorreu a bom ritmo e teve a peculiaridade na divisão de tarefas. A brega entregue a Luís Rouxinol e a ferragem a cargo de Rouxinol Jr. Os dois primeiros curtos foram os melhores desta lide, que abriu a noite do Montijo.

Filipe Gonçalves lidou o oponente de pior apresentação da noite, que com 460Kg de peso compensou em comportamento o que não tinha em apresentação. O hastado tinha pata, permitia vantagens, tinha nobreza e prontidão. A lide cedo chegou às bancadas, com batidas ao pitón contrário, adornos e piruetas. Mas o certo é que a o hastado refém da nobreza ao engano das batidas, merecia outro tratamento na ferragem.

O terceiro da noite tinha 515Kg, cornicurto mas bonito de cara. Tinha nos genes as faculdades dos bravos. Pena que Marcos Tenório, quer na saída, como na ferragem comprida, o tenha dobrado até lhe extinguir quase tudo. A lide foi de imenso agrado da Monumental do Montijo. Porém, deve-se somente à forma como lidou com as bancadas e extraiu delas vantagens, pois na realidade, a ferragem nada tem para contar. E a brega foi sempre com velocidade excessiva, desnecessária e sem critério.

Luís Rouxinol abriu a segunda parte da corrida diante do exemplar de melhor apresentação da noite. Cárdeno, de imponente morrilho, pronto e com pata, mas que deu trabalho de sobra ao cavaleiro de Pegões. A melhor brega da noite esteve neste toiro de 500Kg, com as velocidades ajustadas às circunstâncias. Luís Rouxinol mexeu com o oponente e corrigiu-lhe os defeitos na preparação das sortes, colocando-do nos tércios e encurtando distâncias. Pediu sempre o arranque e teve o retorno do hastado, mas a ferragem não teve o merecido resultado do labor para a preparação da mesma.

Luís Rouxinol Jr lidou um oponente de 515Kg, calçado nos posteriores e que se atravessava com pata. Se é certo que na brega pecou por velocidade excessiva, também é certo que foi na ferragem curta que foram colocados os melhores ferros da noite. Foi nos dois últimos curtos da noite que ajustou o centro da sorte, para de cima para baixo e ao estribo, deixar uma assinatura de qualidade na colocação. Talvez por isso tenha ganho o troféu de melhor lide.

Faltava a lide a duo de Filipe Gonçalves e de Marcos Tenório para terminar a corrida. E que pena foi que tenha sido uma lide a duo. Não que a lide não tenha sido entusiasmante e bem desenhada, porque sim... foi mesmo. O certo é que o último Vinhas, tinha 510Kg e foi o melhor examplar da noite. Bravo, nobre, com pata e prontidão, merecia que apenas um cavaleiro estivesse no ruedo, e não dois cavaleiros para lhe atraírem as atençãoes. Contudo, o Furacão Algarvio teve as despesas da lide, com Marcos Tenório no arranjo dos adornos. E o certo, é que Filipe Gonçalves tratou do bravo como merecia: de frente, cravando nos médios, sempre com o centro da sorte dominado e de cima para baixo. Com cada ferro a sair na perfeição, foi o protagonista desta lide a duo. Papel de parceria que Marcos Tenório não teve problema algum em aceitar, para adornar a lide de forma a que as bancadas devolvessem os mais ruidiosos aplausos da Amadeu Augusto dos Santos.

A noite da forcadagem foi rija e teve a particularidade de assistir ao regresso dos dois grupos do Montijo a pegarem juntos em casa.

Iniciou a noite o cabo dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, Márcio Chapa, com uma reunião na córnea ao primeiro intento. Luís Carrilho reuniu de forma rija na córnea do Vinhas, com este a tentar despejá-lo. O Vinhas ao aperceber-se que não se desfazer de Luís Carrilho, desviou a viagem, até o grupo aparecer e consumar à primeira tentativa. Rodrigo Carrilho dobou José Eufémia e embateu de forma rija no hastado, fechando-se na barbela, aguntando o sacudir do poponente, consumando a pega ao segundo intento.

Pelos Amadores do Montijo, José Suiças fechou-se na barbela à primeira tentativa, numa vagem com pata, que atravessou o grupo. Hélio Lopes também atravessou o grupo até tábuas, e com os brços na córnea, aguentou até ao grupo aparecer para consumar ao primeiro intento. Fechou a noite João Damásio, há terceira e com as ajudas carregadas.

No final da corrida foram entregues os prémios em disputa. Assim, Filipe Gonçalves conquistou o melhor par de bandarilhas; Rouxinol Jr a melhor lide; José Suiças dos Amadores do Montijo , com a melhor pega.

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