Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
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Corrida dos 125 anos do Campo Pequeno

Anunciava a administração do Campo Pequeno, uma grande festa por ocasião do seu 125º aniversário. O cartaz das festividades era apelativo, por isso mesmo o publico respondeu, esgotando a lotação da arena da Monumental lisboeta
20 de Agosto de 2017 - 17:17h Crónica por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 244
Corrida dos 125 anos do Campo Pequeno

Anunciava a administração do Campo Pequeno, uma grande festa por ocasião do seu 125º aniversário. O cartaz das festividades era apelativo, por isso mesmo o publico respondeu, esgotando a lotação da arena da Monumental lisboeta.
Ainda de realçar e parabenizar, a estação televisiva de Queluz de Baixo. A TVI, passados 5 anos, juntou-se à festa e transmitiu em direto toda a corrida, bem como o espetáculo que a antecedeu. Faço votos para que regressem em força à festa.
Pelas 21h15 a Charanga a Cavalo do GNR, deu inicio aos festejos. Deliciando os presentes com a sua performance única no mundo. Tocar, enquanto se cavalga. Seja a trote ou a galope.


Camané e Nathalie, foram os fadistas convidados. Ambos iniciaram as suas atuações com fado tradicional. Camané com o fado pintadinho e Nathalie com “Noite Cerrada”, terminando em duo, a cantar “Maria Lisboa”. Pena não terem no seu repertório, fado que fale da festa, o que seria ouro sobre azul. Mas foi um excelente apontamento de fado, ou não estivesse a falar de um fadista muito acarinhado pelo público e da jovem luso-americana que se lançou em 2016.
 
Quanto ao cartel, criterioso na sua escolha, estavam os consagrados cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Luís Rouxinol. Para as pegas, os grupos de forcados amadores de Montemor e Lisboa, capetaneados por António Vacas de Carvalho e Pedro Maria Gomes. As ganaderias Palha, David Ribeiro Telles, Oliveira e Irmãos, Mário Vinhas, Murteira Grave, e Passanha, completavam o cartel.
 
A João Moura coube em sorte o Vinhas e o Grave. Bem que gostaríamos de ver um Moura a empolgar as bancadas, a fazer vibrar a praça onde tantas noites de glória teve. Infelizmente não foi o caso. Não foi a noite de João Moura.

António Ribeiro Telles, andou bem no seu primeiro, o touro da casa. Mas foi no Palha que arrancou o seu triunfo. Cravou como mandam as regras, bregou bem e toureou com todo o seu esplendor. Bem que o ganadero poderia ter sido chamado a dar a volta.

Luís Rouxinol, foi infeliz com o Oliveira e Irmãos que lhe coube em sorte. Um manso sem nada para dar. A investir muito bem no capote, mas sem interesse pelo cavalo. Distraído a não ligar. Luís, como muito bem sabe, tudo tentou. Fazendo a lide possível. No Passanha, o seu segundo, andou a gosto. Boa atuação, chegando ao público como só ele sabe. Terminou com um palmo, par e um violino.
 
Também os forcados não deixaram os créditos por mãos alheias. Pelos de Montemor, Francisco Bissaia Barreto à segunda, Francisco Lopes à primeira tentativa, e Manuel Ramalho, consumando à terceira tentativa.
O grupo de Lisboa chamou os caras Martim Lopes e João Varandas, que consumaram à primeira tentativa, bem como Duarte Mira que consumou ao terceiro intento.
 
Corrida bem dirigida pelo sr. Pedro Reinhardt, assessorado pelo médico veterinário Dr. Jorge Moreira da Silva.
 
Uma boa corrida e um “ambientazo”, dentro e fora de praça, após a corrida, daqueles a fazer lembrar outros tempos. Uma noite de história e para a história do Campo Pequeno.

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