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João Machacaz dos Amadores do Ribatejo - "...tivemos o prazer de pegar em Praças e Feiras Taurinas de grande importância"

João Machacaz, cabo do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, falou com o Taurodromo.com e fez o balanço da temporada 2011 do grupo.
30 de Novembro de 2011 - 10:57h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1544
João Machacaz dos Amadores do Ribatejo -

João Nuno Machacaz Sebastião é o cabo do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo desde 2008, recebendo o testemunho do anterior cabo, Joaquim Penetra.

Na época que terminou, o grupo festejou 106 anos desde a sua fundação.

(A fotografia foi retirada da página do grupo)

 

Tauródromo - Como considera que correu a temporada 2011 para o grupo?
João Machacaz - A minha convicção é a de que a temporada de 2011 foi um êxito para o Grupo do Ribatejo. Por inúmeros motivos, dos quaisb gostaria apenas de destacar os principais. Como seja o facto de actuarmos em 18 Corridas de Toiros, onde tivemos o prazer de pegar em Praças e Feiras Taurinas de grande importância. O termos conseguido vencer 3 Troféus para a melhor pega, dos 5 concursos em que estivemos presentes.

Também realizamos uma digressão a França, onde mais uma vez soubemos honrar e dignificar a Arte e a Cultura de que somos embaixadores. Finalmente, em todas as Corridas conseguimos superar todas as expectativas, não defraudando todos aqueles que acreditam e acompanham o Grupo do Ribatejo, sempre com a responsabilidade e honra de abrir praça, honrando a figura do Forcado Amador, executando todas as pegas com paixão, seriedade e a habitual postura que caracteriza o Grupo do Ribatejo, prevalecendo, no fim a Amizade. É por tudo isto que me sinto particularmente orgulhoso de ser o Cabo do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo.


T - Quais os melhores e piores momentos do grupo na temporada 2011 que gostaria de destacar?
JM - Como é natural e fruto das variadíssimas circunstâncias que ocorrem em simultâneo em qualquer espectáculo tauromáquico, a temporada proporcionou-nos alguns momentos de excelente nível, bem como outros com os quais teremos de aprender.

Nos melhores, gostaria de destacar a Corrida televisionada de 24 de Junho no Montijo, onde perante um curro de enormes dificuldades, o Grupo do Ribatejo mais uma vez abrindo praça, soube demonstrar uma raça, união e coesão que lhe permitiu vencer o Troféu em disputa. Na medida em que o Grupo do Ribatejo nos últimos anos não tem tido oportunidade de actuar em corridas transmitidas em directo pela televisão, encarámos e preparámos este desafio com muita seriedade e concentração, o que no fim nos permitiu sair da Praça como triunfadores.

Também destaco a Corrida na Figueira da Foz em 7 de Agosto numa Praça esgotada, em que os 3 Grupos presentes proporcionaram uma grande tarde de pegas.

Mas considero como o melhor momento da temporada, pela fortíssima carga emocional que proporcionou, o que vivemos na Feira Taurina de Samora Correia em 19 de Agosto, onde tivemos a honra de pegar na Corrida de Homenagem ao falecido forcado do nosso Grupo, Rogério Domingues.
Quanto aos momentos que se destacaram pela negativa tenho de recordar o facto de não ter sido possível actuarmos em 3 Corridas que tínhamos agendadas no fim-de-semana de 30 de Abril a 1 de Maio devido ao mau tempo e também as lesões que foram surgindo ao longo da época, sendo a mais grave, a do forcado Edson Teixeira.


T - Qual a ganadaria que o grupo mais gostou de pegar na temporada 2011?
JM - O Grupo do Ribatejo sempre pautou a sua actuação por nunca rejeitar nenhuma das ganadarias lidadas nas Corridas para as quais é convidado. Apesar de todas elas nos merecerem o mais elevado respeito e consideração, devo destacar a ganadaria Arucci que o Grupo do Ribatejo pegou no Montijo em 24 de Junho, principalmente pela extrema dureza apresentada para os Forcados, exigindo a superação de todos nós. No meu entender são toiros destes que nos fazem sentir Forcados.


T - No defeso, há possibilidade de rumar ao estrangeiro para pegar?
JM - No período do defeso, o Grupo do Ribatejo tem em aberto a possibilidade de actuar no estrangeiro,  em Fevereiro próximo.


T - A temporada de 2012, será finalmente a temporada com bandarilhas de segurança?
JM - Sendo o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, membro da Associação Nacional de Grupos de Forcados, nela delegou as competências para gerir e resolver todas as matérias da natureza e importância da que a questão aborda.

Na minha opinião pessoal não posso afirmar que 2012 seja finalmente, a temporada em que se utilizarão bandarilhas de segurança. Porém, tenho mais uma vez a esperança que sim. Já houve demasiados acidentes com a utilização das bandarilhas correntes. E espero que aqueles que infelizmente sofreram essas lesões, que possam servir de exemplo para que situações dessas possam ser evitadas.

O Forcado tem prazer em enfrentar o toiro, sentido a sua investida e tirando o melhor partido possível da emoção que a pega em si proporciona. Por certo, nenhum quer que uma bandarilha lhe retire esse momento único e maravilhoso que se sente na cara de um toiro.



T - Na temporada de 2012, prevê-se uma diminuição do numero de corridas a realizar com o acréscimo do valor do IVA. O que espera da temporada de 2012?
JM - Na sequência do enorme esforço que o Grupo do Ribatejo tem desenvolvido nas últimas temporadas, para rejuvenescer e poder reocupar o lugar cimeiro onde já esteve, os meus votos são de que no final da temporada de 2012 me seja permitido, tal como é hoje, afirmar que me tenho sentido profundamente honrado e orgulhoso em comandar este Grupo de Forcados cuja fundação remonta a 1905. Significaria que, mais uma vez foramos dignos de suportar a responsabilidade de envergar a nossa jaqueta, com o peso histórico que ela tem e que todos os elementos que já tiveram a honra de a envergar, e que permitiram que o Grupo do Ribatejo aqui chegasse, não iriam ficar envergonhados.

Apesar da previsível diminuição da realização de espectáculos tauromáquicos, fruto da conjuntura económica adversa que estamos a viver, espero que nas Corridas que se montarem, sejam convidados a actuar os Grupos de Forcados cuja capacidade artística o justifique. E se no final a qualidade artística preponderar em relação à quantidade de espectáculos realizados, creio que a Festa só ganhará com isso, pois é preferível o pouco mas bom do que o muito e mau. Certamente que deste modo não só o público, mas principalmente os Aficionados, dariam por bem empregue o dinheiro deixado na bilheteira.

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