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João Machacaz - "Os forcados gostam de correr riscos, tanto que se assim não fosse não vestiam uma jaqueta."

João Machacaz, cabo do Amadores do Ribatejo, fez um balanço de temporada ao Taurodromo.com.
14 de Dezembro de 2012 - 23:44h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1674
João Machacaz -

João Nuno Machacaz Sebastião é o cabo do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo desde 2008, ano em que recebeu o testemunho do anterior cabo Joaquim Penetra, que se despediu este ano da forcadagem numa corrida transmistida pela televisão no dia 2 de Agosto no Campo Pequeno.

Na temporada de 2013, o grupo comemorará 50 anos de actividade ininterrupta.

Taurodromo.com (T) - Como considera que correu a temporada 2012 para o grupo?
João Machacaz - Considero que a temporada 2012 correu ao melhor nível, tanto pelo número de corridas realizadas, assim como pela nossa prestação em praça, visto que dignificámos e honrámos a nossa jaqueta edemostrámoso esta época o bom nível que o grupo esta a passar. Este foi o ano onde nos afirmámos dignamente perante toda a afición.

T - Este ano ficaram no topo do escalafón com um total de 25 corridas, certo? Quais os melhores e piores momentos do grupo na temporada 2012 que gostaria de destacar?
João Machacaz - Nos melhores momentos destaco a despedida de Joaquim José Penetra, pois este senhor forcado demostrou o verdadeiro orgulho de vestir uma jaqueta e foi um exemplo vivo do que é ser forcado. Acima de tudo crescer sobre a dor e enfrentar as dificuldades que podem surgir perante o oponente, que é o magnífico toiro bravo.
Também destaco o facto de termos realizado 4 corridas televisionadas e por termos pisado os principais palcos, tais como: Setúbal, Póvoa de Varzim, Campo Pequeno, Cartaxo, Vila Franca, Santarém, Arruda dos Vinhos, Elvas, Redondo, Albufeira e feiras importantes como a de Samora Correia.
Os piores momentos foram as lesões, pois essas são sempre chatas, dolorosas e indesejáveis. Lesões como a que sofreu o Sr. Joaquim José Penetra, o Afonso Fofo e o Raul jesus. Todos eles tendo que recorrer a cirurgias, acabando por terem longas recuperações.

T - Qual ou quais a(s) ganadaria(s) que o grupo mais gostou de pegar na temporada 2012?
João Machacaz - Nós gostamos de pegar todas as ganadarias, não olhamos aos ferros que estas possuem, pois andamos na festa para pegarmos qualquer toiro independentemente da sua proveniência, mas no conceito da sua pergunta destaco duas ganadarias; sendo elas António silva e Canas Vigaroux pela imponência, trapio e pelo poder que possuem, dando desta forma maior emoção as pegas.

T - Neste defeso, há possibilidade de rumarem ao estrangeiro para pegar?
João Machacaz - Tínhamos todo o gosto de demostrarmos além fronteiras o nosso orgulho e prazer que temos em pegar, mas infelizmente até ao momento não fomos contactados para tal. No entanto, no defeso vamos concentrar-nos em treinar e melhorarl, para quando o oponente exigir de nós, estejamos nas melhores condições para demostrar o verdadeiro valor do forcado amador. Logo, quero dizer com isto que vamos continuar em contacto com o ambiente da festa brava, quer ao nível do contacto físico, quer a nível de convívio.

T - 2012 foi mais uma temporada sem bandarilhas de segurança. Como vê o permanente adiar da entrada em vigor do novo regulamento taurino?
João Machacaz - Vejo com descontentamento, visto que está provado que as bandarilhas de segurança vêm reduzir as probalidade das lesões nos forcados. Os forcados gostam de correr riscos, tanto que se assim não fosse não vestiam uma jaqueta e não enfrentavam um toiro em fúria num momentos tao belo e único como é uma pega, mas para riscos já chega o próprio oponente e é desnecessário ser além deste também as bandarilhas. Seria bom o novo regulamento taurino entrar em vigor já na próxima época, visto que reduz a probalidade de lesões.

T - Em 2013 o grupo comemora 50 anos de actividade ininterrupta. Têm algo de especial em vista para comemorar a data? Ou não optam por celebrar a mesma, visto a fundação do grupo ser bem anterior, remonta a 1905?
João Machacaz - Bem para nós, Grupo do Ribatejo, a data que iremos comemorar efetivamente é a da fundação, pois é esta data, 1905 de nascimento do grupo pela primeira vez. Qualquer grupo tem momentos bons e maus e para nos estas interrupções são os momentos maus, que não podemos eliminar da vida deste grupo para ficarmos só com os momentos bons. Agora quanto aos 50 anos de interrupção é comemorável. Possivelmente com um festejo mais simples e possivelmente numa corrida de seis toiros se assim for possível, e de seguida um jantar de comemoração.

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