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À Conversa com... Gonçalo Fernandes

O cavaleiro de Seia toureia dia 11 em Vinhais e falou com o Taurodromo.com sobre o seu primeiro ano como cavaleiro de alternativa, o futuro enquanto profissional e as expectativas para a primeira corrida de 2012.
09 de Fevereiro de 2012 - 12:53h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1732
À Conversa com... Gonçalo Fernandes

Gonçalo José de Paiva Fernandes, 24 anos de idade, natural de Seia, é cavaleiro de alternativa desde o dia 21 de Agosto do ano de 2010 na praça da Figueira da Foz e teve como padrinho Zeca Fernandes.

O Taurodromo.com conversou com o cavaleiro de Seia, que toureia dia 11 em Vinhais, sobre o seu primeiro ano como cavaleiro de alternativa, o futuro enquanto profissional e as expectativas para a primeira corrida de 2012.

Taurodromo.com (T) - Passou um ano como cavaleiro de alternativa. Como considera que correu a temporada 2011?
Gonçalo Fernandes (GF) - A temporada foi positiva, tendo em conta a dificuldade que há em arranjar contractos para Toureiros que estão em fase de lançamento de carreira e tendo o inconveniente de estar deslocado do meio Taurino. Ainda assim e apesar de só ter realizado quatro corridas, tive a oportunidade de tourear em carteis de qualidade.

T - Quais os melhores e piores momentos na temporada 2011 que gostaria de destacar?
GF - Dos melhores momentos destaco três actuações em que me senti verdadeiramente a gosto. Duas em Montemor-o-Velho e uma em Idanha-a-Nova frente a um toiro francamente complicado. Tive também uma passagem feliz por Sousel na corrida da Páscoa, em que encontrei uma aficíon e uma festa muito bonita.
O pior momento foi a corrida televisionada da Figueira da Foz, onde tinha a oportunidade de mostrar todo o meu valor e não tive a cabeça suficientemente fria para fazer a escolha adequada das montadas, tendo em conta o tipo de toiro que me saiu.

T - Qual a ganadaria que mais gostou de lidar na temporada 2011?
GF - Toureei três toiros muito bons, um de Jandilla em Sousel, e dois de Lopes Branco em Montemor-o-Velho.

T - Haverá novidades na quadra que apresentará em 2012?
GF -  Da época passada conto com três cavalos já confirmados que  me acompanham desde há três ou quatro temporadas. Além destes, tenho três cavalos novos na minha quadra, onde destaco o "Ben-Hur" de raça luso-arabe, castanho e com ferro João Moura, e o "Xangai" de raça Lusitano russo, com ferro Dr. José Menezes.

T - Como foi o seu percurso até chegar a cavaleiro profissional?
GF - Tive um percurso composto por uma grande naturalidade. Nada foi forçado e cada passo foi dado no seu tempo. A prova disso é que andei cinco anos como amador e quatro como praticante. Esses anos até à alternativa deram-me uma experiência e uma noção de toda a dificuldade que há para se andar para a frente na festa. Assim tive a oportunidade de ter a plena noção do que eu queria ser e para o que eu estava vocacionado.

T - Como cavaleiro profissional qual o sonho que quer concretizar?
GF - Tenho muitos, mas posso referir que o próximo seria a confirmação da alternativa no Campo Pequeno, mas para isso é preciso que a empresa do Campo pequeno entenda qual o momento em que eu justifique essa ida a Lisboa.

T - Na actualidade é difícil ser toureiro? Actualmente como vê o futuro do toureio em Portugal?
GF - É muito difícil ser toureiro. Penso que é uma profissão muito irregular ao nível de ter um estômago para aguentar todos os imprevistos que surgem nesta profissão. Nesta arte não dependemos só de nós, dependemos dos cavalos, dos toiros, do público, dos críticos, dos empresários, etc... e por vezes é muito difícil  ter uma carreira que agrade a gregos e a troianos.

Em relação ao futuro da festa penso que está assegurada, há muitos cavaleiros jovens a despontarem e é uma pena que as oportunidades não sejam iguais para todos.

T - Este ano está já agendado para Vinhais para a 1ª corrida da temporada. Quais as expectativas?
GF - Vinhais tem uma praça de Toiros nova, tem uma afición muito grande pelas corridas à portuguesa e penso que está montado um cartel muito atractivo. Estou muito contente por começar a temporada desta maneira, só peço que as condições atmosféricas ajudem.

T - Este ano vamos poder vê-lo actuar em um maior número de corridas do que na temporada transacta?
GF - Espero  bem que sim mas isso não depende só de mim. É claro que tenho de justificar nas minhas actuações que mereço ser contratado mas também terá de haver da parte das empresas oportunidades para nos mostrarmos. Estou preparado para todos os desafios que me sejam propostos.

T - E no estrangeiro, vai apostar também em tourear mais no estrangeiro?
GF - É outro dos meus sonhos mas ainda não será este ano que irei alagar os horizontes. Considero que um passo de cada vez é o que tem de ser feito e que ainda não será a altura para dar esse. Porém, posso adiantar que trabalho no sentido de a médio prazo fazer uma campanha no estrangeiro.

T - Na temporada de 2012, prevê-se uma diminuição do numero de corridas a realizar com o acréscimo do valor do IVA. O que espera da temporada de 2012?
GF -
A minha opinião é que não haverá menos espectáculos mas sim reduções nos custos dos mesmos devido ao aumento do IVA.

Espero seja uma grande temporada, quer para mim como para qualquer outro colega, e que o publico adira às praças para que dessa forma, as empresas montem o máximo de espectáculos, pois seria uma prova da força da Festa Brava em Portugal.

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