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Luís Santos dos Amadores de Coimbra - "2011 teve para o Grupo uma importância enorme."

Luís Santos, falou com o Taurodromo.com e fez o balanço da temporada 2011 do grupo de Coimbra.
12 de Janeiro de 2012 - 21:49h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 2252
Luís Santos dos Amadores de Coimbra -

Luís Pires dos Santos, 35 anos de idade e Empresário Agrícola de profissão, é o cabo do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra.

Grupo fundado como associação no ano de 2003, tem vindo paulatinamente a subir degraus na forcadagem nacional. Após a estreia em praça a 13 de Junho de 2004 em Nave-de-Haver, os Amadores de Coimbra debutaram a 16 de Junho da temporada passada, no Campo Pequeno.

Vinhais está agendada como a primeira corrida da temporada taurina de 2012 e o Grupo de Forcados Amadores de Coimbra, pegarão a solo os 4 toiros da ganadaria do Eng. Jorge de Carvalho.

 

Taurodromo.com - Como considera que correu a temporada 2011 para o grupo?
Luís Santos - A temporada de 2011 teve para o Grupo uma importância enorme. Foi o debute do Grupo na Praça de Toiros do Campo Pequeno, pegámos na importante feira taurina de Abiul e na Figueira da Foz que tem para nós um especial significado. Para além destas corridas tenho que realçar a boa prestação do Grupo no Certame de Atarfe no início da temporada, na corrida em Saint Marie-de-la-Mer onde pelo segundo ano consecutivo desfrutamos de um ambiente fantástico e honrámos a nossa jaqueta.


T - Quais os melhores e piores momentos do grupo na temporada 2011 que gostaria de destacar?
LS - Sem me querer repetir, tenho que destacar novamente o debute no Campo Pequeno, como marco na história do Grupo; as corridas de Abiul e Figueira da Foz pela importância que estas duas praças têm para nós; o Certame de Atarfe, que de certa forma impulsionou a restante temporada e a corrida de Sait Marie-de-la-Mer pelo espírito que esta digressão fomenta no Grupo.

Pela negativa, refiro apenas as dificuldades que tivemos com um toiro já no final da temporada.


T - Qual a ganadaria que o grupo mais gostou de pegar na temporada 2011?
LS - Seria injusto nomear apenas uma só ganadaria, por isso destaco duas: A do Sr. João Ramalho pelo bom jogo que deu no Loureiro (praça desmontável) e a dos Herds. do Eng. Ruy Gonçalves pela importância que deu ao espectáculo na Figueira da Foz.


T - Que dificuldades sentem por serem de Coimbra, uma cidade sem praça de toiros, sem largadas, sem manifestações taurinas?
LS - Como não sei como é fazer parte de um grupo onde existem praça de toiros, largadas e manifestações taurinas, não posso estabelecer um paralelismo entre estas duas realidades. Mas devo referir que a maior dificuldade que sinto enquanto Cabo, sem nomear a falta de apoios e reconhecimento das autarquias, é recrutar novos elementos, fazê-los bons aficionados. A isto acresce o facto de toda a nossa actividade ter custos acrescidos em relação aos grupos localizados no Ribatejo e Alentejo. Cada vez que nos deslocamos para treinar a uma ganadaria, fazemos 400/600km de viagem. Obviamente que o fazemos com gosto e usufruímos não só do treino como de todo um dia passado em ambiente de Grupo.

O facto de em Coimbra não existir praça de toiros levou-nos a adoptar as praças da Raia Beirã como Nave-de-Haver e Aldeia da Ponte e mais próximo a Figueira da Foz e Abiul, terras aficionadas que muitos e bons forcados têm dado ao nosso Grupo. Na falta de uma praça somos acarinhados nestas praças que referi.


T - Fale-me um pouco sobre os elementos do grupo. São maioritariamente de Coimbra e de zonas mais a norte do país?
LS - O grupo mantém no activo 30 elementos, repartindo-se por várias regiões do País. Coimbra, Figueira da Foz, Abiul, Sabugal, Alcobaça, Nazaré, Vilar Formoso, Barcelos, Montemor-o-Velho, Ansião, Cantanhede, Águeda, Guarda e Castelo Branco. Já fizeram parte do Grupo dois forcados da Ilha Terceira e Portalegre.

Esta variedade de regiões, embora maioritariamente Beirãs, deve-se também ao facto de Coimbra ser uma cidade universitária e por isso receber estudantes de todo o País, ilhas incluídas.


T - A temporada de 2012, será finalmente a temporada com bandarilhas de segurança?
LS - Se efectivamente entrar em vigor o novo regulamento taurino, sim isso será uma realidade, visto este contemplar essa alteração.


T - Na temporada de 2012, prevê-se uma diminuição do numero de corridas a realizar com o acréscimo do valor do IVA e o agravamento da crise económica. O que espera da temporada de 2012?
LS - Embora o panorama não seja favorável, espero manter o numero de corridas realizadas na temporada passada.


T - Dia 11 de Fevereiro estão agendados para pegarem a solo a primeira corrida da temporada em Vinhais. Quais as expectativas?
LS - As expectativas, como não poderia deixar de ser, são boas! As corridas em Vinhais têm sido um êxito, o publico tem correspondido e a tradição taurina naquela região está a criar alicerces. Espero portanto uma tarde de toiros com praça cheia e que tudo corra bem para que impulsione positivamente a temporada de 2012.

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