Sábado, 22 de Abril de 2017
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Fernando Amado em entrevista ao Taurodromo.com

O Taurodromo.com através de uma pequena entrevista, foi saber um pouco do percurso do grupo de Setúbal e de um dos seus cabos Fernando Amado. Forcado actualmente retirado dos Forcados Amadores de Setúbal.
06 de Maio de 2012 - 21:40h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1353
Fernando Amado em entrevista ao Taurodromo.com

A Tradição taurina em Setúbal vem desde o Reinado de D. João II, época em que começaram a realizar-se corridas de toiros nesta cidade.

Cidade de muita afición, e com bastante tradição, daí ter uma praça de toiros centenária, e um Grupo de Forcados Amadores com mais de três décadas.

O Grupo de Forcados Amadores de Setúbal, foi fundado por iniciativa de Manuel da Fonseca e com o apoio de Fernando Amado, sendo a data oficial da sua constituição e apresentação em público 2 de Maio de 1976, na Praça de Toiros de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco (Província da Beira-Baixa). Porém em meados da década de 90, este Grupo foi dissolvido pelo seu Cabo e Fundador Manuel da Fonseca.

Depois de um interregno de 8 anos, o forcado Fernando Amado sentiu desejo de tornar realidade o regresso deste seu grupo de sempre, de novo às arenas portuguesas.

Quisemos pois através de uma pequena entrevista, saber um pouco do percurso deste grupo e de um dos seus cabos.

Nome completo Fernando Manuel Domingos Amado, é natural da cidade de Setúbal, onde nasceu em 18 de Novembro de 1961, e aí sempre tem vivido.

 

Tauródromo - Em que ano teve início o Grupo de Forcados Amadores de Setúbal, quem foi o primeiro cabo e os sucessivos Cabos até aos dias de hoje?

Fernando Amado - O Grupo de Forcados Amadores de Setúbal, teve início a 2 de Maio de 1976. Foi seu primeiro Cabo Manuel da Fonseca, sucedendo-lhe posteriormente Eu e Francisco Mirrado, que é presentemente o Cabo. A iniciativa de criar um Grupo de Forcados em Setúbal, foi do Manuel da Fonseca, com o meu apoio desde o primeiro momento.

Tauródromo Em que Praças e Países pegaram até agora?

Fernando Amado - O Grupo já pegou em diversas praças portuguesas como Campo Pequeno, Montijo, Alcochete, Idanha-A-Nova, Lagos, Albufeira e Setúbal. Em Espanha pegou em Berjer de la Frontera e outras que de momento não me recordo. Em França pegou em San Remy de Provence cinco toiros numa só tarde.

TauródromoSei que tiveram um interregno de 8 anos, porque pararam? Quem teve a ideia de recuperar o grupo e porquê?

Fernando Amado – O Grupo parou devido ao cansaço do Cabo e Fundador Manuel da Fonseca, estando assim parado ou sem atividade durante cerca de 8 anos, como bem disse. A ideia de recuperar o Grupo foi minha porque depois de ter feito parte do mesmo antes do seu interregno e ter feito parte de outros grupos tais como “Os Lusitanos” e “Amadores do Montijo”, achei ser da maior importância que a cidade de Setúbal pudesse de novo ter o seu Grupo de Forcados em atividade, pelo que decidi manter o mesmo nome com que foi fundado. O regresso à atividade foi na Temporada de 2002.

TaurodromoComo surgiu o desejo de ser forcado? Teve antecedentes na família?

Fernando Amado -  O meu desejo de ser forcado deve-se ao facto de desde criança ir às corridas com o meu pai, que era empregado do cavaleiro  Mestre João Branco Núncio, e por acompanhar de perto o ambiente taurino que se vivia na Tertúlia Tauromáquica Setubalense, e ainda por acompanhar forcados como Jorge Peclim e José “Palhão”, um dos grandes nomes da forcadagem e que fez parte de Os Lusitanos.

TaurodromoQue critérios tem que ter um cabo na hora de passar a chefia para um novo Cabo?

Fernando Amado – Ao passar o Testemunho para o novo cabo os critérios a ter em conta devem ser os seguintes: Ser bom forcado, bom condutor dos outros elementos do grupo, ser honesto e simples, para que o grupo seja uma família, foram todos estes critérios que eu tive em conta.

Taurodromo Nota diferenças na forma de pegar toiros do início da tua carreira para os dias de hoje?

Fernando Amado – É evidente que noto muitas diferença, por exemplo: não vejo forcados com a alma de outrora, se necessário for irem à cara de um toiro mais do que uma vez, tantas quantas sejam necessárias e permitidas até se conseguir pegar um toiro. Vejo poucos forcados a tourear os toiros desde o cite à investida do toiro até ao consumar a pega.

Tauródromo Atualmente existem muitos Grupos de Forcados, acha que são demasiados Grupos?

Fernando Amado – Não, não me parece que sejam Grupos de Forcados a mais, pois todos andam cá por afición, devemos preservar a nossa tradição na arte de pegar toiros, pois fomos o primeiro País a ter Grupos de Forcados. Deveríamos talvez ser mais criteriosos na hora de escolher o forcado que pensamos seja o mais indicado para as características daquele toiro, pois há que ter em atenção todo o comportamento do toiro durante a sua lide e um pormenor muito importante que é a sua investida no capote sempre que um bandarilheiro faz a sua intervenção, tudo isto é muito influente no momento da eleição do forcado que deverá ir à cara.

 

 

 

 

 

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