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"Forcadas de Évora" mostram a sua raça

"Forcadas de Évora" um grupo de mulheres que fazem o que mais gostam, pegar.
24 de Maio de 2012 - 13:51h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1963

As mulheres estão a cada dia que passa a ganhar terreno dentro da Festa de Toiros.

Para além do toureio a cavalo, a pé, também já são muitas as aficionadas que vimos dar voz na arte de ser “forcado”.

A coragem e a valentia dão aso à aventura de mostrar que também elas são capazes de pegar.

O Taurodromo.com foi conhecer mais um grupo de forcadas, desta vez as "forcadas de Évora". Ainda em fase de formação o grupo já realizou alguns treinos, o cabo do grupo Maria Valido Mendes conta como surgiu esta ideia.

 

T: Como surgiu a ideia de formar em Évora um grupo de forcados só de mulheres? E porquê em Évora ?

M.M: O gosto pela Festa Brava e a amizade entre vários elementos ligados à mesma. A ideia começou a surgir, levando a cabo esta nossa vontade de dar voz a uma tradição que é tão nossa, decidimos iniciar tal "aventura". A escolha da cidade de Évora, para dar nome ao Grupo surgiu pelo simples facto de grande parte dos nossos elementos residirem na mesma e por nos ser uma cidade querida e de tão grande mérito. Não fosse Évora a Catedral do Forcado.

 T: Quantos elementos têm o grupo? Quais as faixas etárias?

M.M: Bem a faixa etária dos elementos constituintes ronda entre os 16 e os 25 anos. É um pouco prematuro dizer ao certo o número de elementos, pois ainda estamos em formação.

T: Já fizeram pelo menos quantos treinos?

M.M: Já tivemos alguns treinos e temos mais agendados, aliás quase todas as semanas têm treinos.

T: o que sente uma mulher quando esta à frente de uma rês brava? Também existe o factor medo?

M.M: O sentimento é algo difícil de explicar, é preciso sentir e vive-lo... Sente adrenalina de estar em frente a um animal evidentemente mais forte que ela, mas ao mesmo tempo a garra e a força de o encarar e mostrar que consegue estar ali, onde para muitos é um animal lidado só por Homens. Se o factor medo também existe! Óbvio que por vez sim, não somos supermulheres, apenas mais destemidas que a maioria e temos a coragem e vontade de o enfrentar e superar.

T: Quem vos tem apoiado?

M.M: O apoio tem sido sobretudo da família que tem estado sempre ao nosso lado neste nosso projecto e a amizade incondicional dos amigos que nos têm ajudado quer em treinos quer fora deles.

T: Num mundo em que só os homens pegam, existe muito machismo, ou as mulheres também podem vir a pegar toiros?

M.M: O mundo da Tauromaquia ainda é e se encontra muito fechado às mulheres. É difícil muitas vezes estar neste meio, embora existam grandes mulheres na Tauromaquia que já viram e têm o seu valor e coragem reconhecidos. Principalmente é necessário darmo-nos ao respeito e respeitar o valor de todos os outros. No entanto, sim é possível as mulheres virem a ter o seu lugar ao sol na Tauromaquia.

T: Como vê o futuro das mulheres na festa em Portugal?

M.M: Na nossa humilde opinião, julgo que é necessário mais oportunidades às mulheres. Já as há, mas muitas vezes não é dado o devido valor à mulher.

T: Como cabo do grupo qual é o lema do grupo, o que e preciso para uma ser “ forcada”?

M.M: Para se ser forcado, primeiro que tudo é preciso ter respeito ao toiro, à festa e a quem põe a vida em jogo e faz dos toiros uma profissão. É preciso ainda ter coragem, espirito de grupo e confiança em quem connosco salta à praça.

 T:Que deixar alguma mensagem às mulheres aficionadas!

M.M: Que continuem a dar o seu contributo à Festa e que não tenham receio de fazer o que gostam.

 

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