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Ana Batista - "...temos que agir de acordo com o toiro que temos pela frente."

Ana Batista fez um balanço de temporada ao Taurodromo.com.
14 de Novembro de 2012 - 23:00h Entrevista por: - Fonte: - Visto: 1447
Ana Batista -

Ana Batista, 34 anos de idade, natural de Salvaterra de Magos, é a segunda cavaleira de alternativa em Portugal, tirada em Coruche há 12 anos

Em 2012 iniciou uma temporada intensa no México, própria de uma figura do toureio. Debutou na maior praça do mundo, sofreu quedas e lesões, sacou ovações e triunfos, e mostrou ter a força necessária de quem não sabe o que é sucumbir às adversidades.

 

Taurodromo.com (T) - Teve uma temporada atribulada com a queda na Azambuja que a impediu de tourear. Como considera que correu a temporada 2012?
Ana Batista - Na realidade a temporada 2012 ficou marcada por alguns acidentes. Em Janeiro fracturei uma costela no México, em Maio em Azambuja aconteceu-me o mesmo e em Agosto em Samora Correia voltei a fracturar outra costela. O toureio é uma profissão exigente e o risco está sempre presente. O certo é que precisei de algum tempo para me recuperar fisicamente, mas o importante é ter força para superar as adversidades. Entretanto, terminei a temporada em Coruche, no dia 30 de Setembro, com uma actuação que me deixou muito feliz. O “Roncal”, com ferro Lobo Monteiro, esteve no México, ao longo da temporada revelou imensos progressos, chegou a Coruche e andou a um nível muito alto. Foi um cavalo que deu sempre a cara nos toiros bons e nos menos bons. Recordo que em Samora Correia, no dia 17 de Agosto, com um toiro de Assunção Coimbra que se adiantava uma barbaridade e que investia com muito perigo, o “Roncal” esteve enorme. Actualmente é um cavalo muito importante na minha quadra.


T - É recorrente comentar-se antes e após as suas actuações, que a Ana Batista dispõe de uma quadra sólida e que é detentora de muita qualidade na brega. Revê-se nestes comentários?
Ana Batista - Do meu ponto de vista, na arena temos que agir de acordo com a leitura que fazemos do toiro que temos pela frente. E naturalmente que os cavalos são importantíssimos para que possamos agir com a intencionalidade que pretendemos. O “Obélix II” (ferro João Batista) continua a ser um cavalo muito seguro de saída e também de curtos, o “Roncal” (Lobo Monteiro) evoluiu bastante, o “Fandi” (Lampreia) também tem provas dadas e o “Obélix III” (Pedro Lapa) tem uma habilidade e uma forma de exteriorizar o toureio fora do comum. Entretanto, este ano em Trofa estreei um cavalo novo, em que acredito muito, o “Altivo” (ferro Manuel António Lopo de Carvalho), mas para o ano haverá mais novidades…

T - Quais os melhores e piores momentos na temporada 2012 que gostaria de destacar?
Ana Batista - Com os piores e com os melhores aprende-se sempre muito. Naturalmente que as quedas que sofri encontram-se entre os piores. Dos melhores momentos, guardo sobretudo a corrida de homenagem ao meu pai, no dia 25 de Março, em Salvaterra de Magos. Tinha chegado recentemente do México, fiquei sensibilizada pelo gesto da empresa e foi uma tarde que me marcou bastante por vários motivos. Depois felizmente guardo na memória algumas actuações, onde os cavalos andaram bem e eu senti-me a gosto, como em Barcelos no dia 6 de Maio, onde ganhei o prémio em disputa, Cuba no dia 26, S. Cristóvão a 14 de Julho, recordo também Trofa, onde estreei o “Altivo” a 29 de Julho e mais recentemente Coruche.

T - Qual a ganadaria que mais gostou de lidar na temporada 2012?
Ana Batista - Recordo-me da corrida de Ponte de Lima, no dia 12 de Agosto, com toiros de António Reis.

T - Haverá novidades na quadra que apresentará em 2013?
Ana Batista - Estou a trabalhar com esse objectivo. Pelo menos gostava de estrear o “Triunfador” e o “Artista”, ambos com ferro Pedro Lapa, e ainda o “Conquistador” com ferro João Maia.

T - O secretário de Estado da Cultura demitiu-se, foi substituído e no entanto o novo regulamento taurino tarda em ser aprovado. Como vê o permanente adiar da entrada em vigor do novo regulamento taurino?
Ana Batista - Já passou algum tempo desde que se começou a mexer no tema. Espero que o novo Regulamento seja uma mais valia para o espectáculo taurino em Portugal e que esteja para breve. Julgo que durante o defeso seria uma boa altura para o dar a conhecer, até porque haverá a necessidade dos profissionais se identificarem com as alterações, e os próprios aficionados também.

7 - No defeso passado rumou ao México e estabeleceu contactos e afición. Este ano a estratégia mantém-se, ou seja, vai voltar para o México?
Ana Batista - A minha campanha no México foi muito enriquecedora. Conheci uma realidade totalmente diferente da nossa e vivi experiências que jamais esquecerei, nomeadamente, o meu debute na Plaza México, no passado dia 4 de Fevereiro, a maior praça de toiros do mundo. O que mais me sensibilizou foi a afición mexicana, porque tem imenso carinho e admiração para com os toureiros. No entanto, tal como disse no início, a temporada foi dura, sofri três acidentes e como consequência fracturei três costelas. Fisicamente preciso de estar a 100 % e este ano optei por dedicar-me mais aos cavalos novos e por preparar a próxima temporada cuidadosamente, porque quero que seja uma temporada com desafios importantes e algumas novidades pelo meio.

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