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I Forúm Nacional da Cultura Taurina abriu com casa cheia

No passado sábado deu-se início ao I Fórum Nacional da Cultura Taurina, organizado pelo Grupo Tauromáquico Sector 1, que irá decorrer durante vários sábados até 16 de Abril.
15 de Março de 2016 - 09:55h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 619
I Forúm Nacional da Cultura Taurina abriu com casa cheia

No passado sábado deu-se início ao I Fórum Nacional da Cultura Taurina, organizado pelo Grupo Tauromáquico Sector 1, que irá decorrer durante vários sábados até 16 de Abril.

Na sessão de abertura o Dr. Paulo Pereira, em nome da Administração do Campo Pequeno, deu as boas vindas a todos os participantes e louvou a iniciativa que o Campo Pequeno tem a honra de apoiar. A presidente do GT Sector 1, Patrícia Sardinha, destacou os objectivos que fundamentaram a criação deste Fórum, incidindo na sua componente formativa para os aficionados e de abertura da tauromaquia à sociedade, pois só conhecimento pode levar a uma compreensão da cultura taurina.

Perante casa cheia, a primeira conferência foi dedicada ao tema da “História dos Toiros de Morte em Portugal” pela voz do sociólogo e professor universitário Luís Capucha. Depois de uma percurso pela história das corridas com toiros de morte em Portugal, o sociólogo referiu que “Os toiros de morte não devem ser encarados como uma concessão mas como um direito”, separando a ideia de que o toureio a pé não faça parte da tradição tauromáquica portuguesa pois ao contrário do que muitas vezes se transmite, a corrida Mista, com cavaleiros, forcados e matadores, foi a corrida dominante durante o século XX, tendo diminuido só nas últimas décadas.            

Resultou muito elucidativa a comparação da argumentação pro e contra toiros de morte, apresentada pelo orador, com base nos textos dos anos 30, aquando das ultimas corridas legais com tiros de morte, pois esta é praticamente igual à argumentação dos nossos dias. Luís Capucha afirmou ainda que que “o regresso da corrida integral terá que partir dos aficionados e dos municípios”.

A segunda conferência por Helder Milheiro, da Protoiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, incidiu sobre a análise da percepção e realidade do valor social da tauromaquia. Depois de uma análise dos dados sobre a opinião dos portugueses sobre as touradas (sondagem da Eurosondagem), em que 86% não defende medidas de proibição da tauromaquia, 32,7% dos portugueses são aficionados e somente 11% se declaram antitaurinos, constatou-se que os media não reflectem a importância social que a tauromaquia tem, apesar de vários bom exemplos.

Perante esta situação e, numa sociedade mediática, Helder Milheiro defendeu que “é necessário gerir a comunicação do valor da tauromaquia na sociedade de uma forma poderosa e estratégica, que permita que os cidadãos acedam a informação verdadeira e rigorosa.” Só assim se poderá superar o preconceito antitaurino e esclarecer a sociedade. O orador deixou ainda uma mensagem muito positiva sobre o futuro referindo que actualmente temos “aficionados mais conscientes e mobilizados do que nunca, existe uma consciência taurina global nunca vista e mais ferramentas que nunca para difusão do valor social da tauromaquia, pelo que o futuro está nas nossas mãos.”

O I Fórum Nacional da Cultura Taurina continua já no próximo sábado, dia 19, com uma aula sobre a História da Tauromaquia, proferida pela Coronel José Henriques. Conheça todo o programa e reserve já o seu lugar em http://gtsector1.blogspot.pt.

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