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Entrevista a Pablo Hermoso de Mendoza

Poder participar numa temporada histórica para o Campo Pequeno, é para mim uma honra
15 de Maio de 2017 - 14:31h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 96
Entrevista a Pablo Hermoso de Mendoza

O rejoneador espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, que dia 18 actua em Lisboa, considera “uma grande honra” participar na temporada dos 125 anos do Campo Pequeno.

“O Campo Pequeno é, por si só, uma Praça especial para tourear e aqueles que podemos disfrutar deste cenário, somos uns privilegiados. Se a esta circunstancia acrescentarmos as celebrações do seu centésimo-vigésimo-quinto aniversário, por certo haverá um ambiente extraordinário e poder fazer parte de uma página da sua história inigualável, é para mim uma grande honra”.

Pablo recordou a noite de há dez anos, quando testemunhou no Campo Pequeno a alternativa de João Moura Júnior. “Foi uma corrida muito especial e sobretudo vivida com muita emoção. Conhecia o “Júnior” desde pequeno e quando ele recebe a alternativa, das mãos do seu pai, sou eu quem se revê naquela cena, antecipando o futuro que eu desejo para o meu filho: vir a dar-lhe alternativa, situação que vejo cada vez mais próxima. Por isso, e com toda a emoção encarei esse acto como um acto próprio, um acto muito pessoal que transcendia o meu papel como testemunha desta importante cerimónia”.

“Alternar com os filhos de João Moura, a pessoa que mais admiro no mundo do toureio a cavalo e se a este facto acrescentarmos que irei alternar com os seus dois filhos, o João e o Miguel, faz com que esta corrida constitua para mim, na temporada dos 125 anos do Campo Pequeno, algo de muito especial. De certeza que os três iremos dar tudo por tudo e em alto ritmo competitivo, o que será óptimo para o público”, acrescenta o rejoneador, máxima figura do toureio mundial.

O Campo Pequeno tem um lugar muito especial na carreira e no coração de Pablo Hermoso de Mendoza, que considera esta praça como uma referência para a sua carreira. Pablo relembra que as suas primeiras apresentações em Lisboa nem sempre correram da melhor maneira, mas tem igualmente presente o papel decisivo do Campo Pequeno na sua afirmação artística. “após as temporadas de 1994 e 1995, as minhas actuações no Campo Pequeno começaram a ter impacto e os triunfos aqui alcançados converteram-se em autênticos acontecimentos que muito ajudaram a dar categoria à minha carreira e sobretudo a que me considerassem, em muitos aspectos, mais cavaleiro até que propriamente rejoneador”.

Sobre a sua temporada americana, que terminou recentemente, marcando a sua actuação de dia 18 de Maio no Campo Pequeno o início da sua temporada europeia, Pablo faz um balanço muito positivo, tanto do ponto de vista artístico como do nível de desempenho dos seus cavalos.

“Talvez tenha sido o ano em que menos troféus conquistei, apenas e só por falhar algumas vezes com o rojão de morte, facto que atribuo a ter experimentado vários cavalos na ‘sorte suprema’, visto que o “Pirata”, que normalmente utilizo para matar, ficou em Espanha. Não obstante, apresentei bastantes cavalos novos, outros já confirmados, e, claro, alguns veteranos que se exibiram ao seu melhor nível. Mais a mais, o meu público continua a ser-me fiel, o que me permitiu ser o toureiro com mais força de bilheteira da temporada e isso é para mim muito importante”, refere Pablo.

Como maiores êxitos da temporada no México, o rejoneador destaca os obtidos em Mazatlán, Cancun, Monterrey e Juriquilla.

No próximo dia 18, Pablo Hermoso lidará no Campo Pequeno uma corrida de António Charrua (encaste Soler e Pinto Berreiros), alternando com os irmãos João e Miguel Moura, completando o cartaz os grupos de forcados amadores de Lisboa e de Évora, capitaneados respetivamente por Pedro Maria Gomes e António Alfacinha, que se despede do público de Lisboa.

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