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Os activos da memória...

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26 de Junho de 2011 - 00:57h Pensamento por: - Fonte: - Visto: 937
Os activos da memória...

Os activos da memória……..

Como alguém disse, aquilo que nós somos è o “somatório da nossa própria história”, aplicando-se esta ideia de uma forma individual ou colectiva, sendo essa mesma história um activo que importa manter e até valorizar.

È motivo de orgulho para todos nós portugueses, quando nos deparamos com os êxitos dos nossos compatriotas no estrangeiro, quer sejam eles toureiros ou protagonistas de outras actividades, como o desporto, ciência, etc.

Nem sempre è dado o devido valor a esses mesmos êxitos, sendo ultrapassados por um qualquer acontecimento e caindo rapidamente no esquecimento da memória colectiva.

Há meses, quando visitava a praça de toiros de Salamanca “La Glorieta”, deparei-me com as estátuas de “El Viti”, “Niño de la Capea”, Júlio Robles e um busto do grande matador de toiros José Falcão, o que imediatamente me fez feliz e me levou a pensar naquele velho provérbio de que “ninguém é profeta na sua própria terra” ou seja que são muito poucos aqueles que são reconhecidos devidamente no seu país.

Somos especialmente pródigos, a esquecer rapidamente o passado e as grandes figuras que de alguma maneira contribuíram para a sociedade em geral, devendo nós a esses admiração e pelo menos um grande valor: o respeito.

As razões para tal comportamento, desconheço, não sem no entanto as ter procurado insistentemente não chegando a qualquer conclusão, a não ser à resposta clássica a este conflito de que “O Mundo mudou”.

Não podia deixar de contar o episódio presenciado por mim próprio, em que um famoso cientista português que apresentava um programa semanal sobre ciência na televisão portuguesa (durante vários anos) sobre as várias disciplinas da Física, professor catedrático de uma das mais prestigiadas universidades do país, colaborador da NASA nos USA, professor universitário numa das mais importantes universidades americanas, que ao dirigir-se a um serviço público em Lisboa, a funcionária lhe perguntou se sabia quanto eram 500g, só faltando pergunta-lhe se sabia ler ou escrever.

Numa outra história, um dos maiores escritores portugueses, nosso contemporâneo, cujas as adaptações dos seus livros, passavam nessa mesma altura na televisão portuguesa em forma de séries, a funcionária sem tão pouco ter um rasgo de surpresa, ao ser confrontada com o nome de José Cardoso Pires (falecido em 1998), ao perguntar-lhe a profissão, exclamou perguntando: escritor?

E assim vai a nossa memória!

 

 

Foto do grande matador de toiros, Manuel dos Santos /homenagem do povo da Golegã

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