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Tertúlias, Clubes, Associações e outras Confusões!

Aqui fica esta semana mais um texto da autoria de Jesus Lourenço intitulado "Tertúlias, Clubes, Associações e outras Confusões!", Vale a pena ler!
05 de Agosto de 2013 - 21:26h Pensamento por: - Fonte: - Visto: 1489
Tertúlias, Clubes, Associações e outras Confusões!

Ao que parece isto já está-me a sair mal logo de início!

Querem lá ver que já não há nenhuma instituição taurina bem instituída ou nada obscura neste nosso apaixonado meio?!

Talvez eu devesse ser mais contido e, admitir não ser bem isto que mais propriamente deverei asseverar por não ser de nobre fundamento porém, como alguém disse um dia «então isso faz-se à tia?.. Mas já que está deixa estar».

E ficando assim, o que tenho mais é que saber explicar onde quero chegar!

Claro que não será nada disso, o que não faltam são “TERTÚLIAS, CLUBES, ASSOCIAÇÕES” bem organizadas e com reconhecimento geral enquanto mais-valia para a festa brava afinal, o que pretendo mesmo é abordar o que concerne em relação ao resto do título: “E OUTRAS CONFUSÕES”!

Como nós sabemos, todas as coletividades em geral obrigam a novo escrutínio para a eleição de novos corpos gerentes em período determinado pelos seus regulamentos internos. Pois é aqui que começa a minha confusão, senão vejamos: nestes tempos bem conturbados não é raro as direções desconhecerem as suas reais obrigações e facilitarem no que é facultativo ou não, nos seus deveres! Já tenho visto apropriarem-se simplesmente das instalações ou, pelo menos é que deixam transparecer!

Este comportamento, embora mal comparado, faz-me recordar as matilhas de mabecos nos seus habitats: a súcia chega, urina marcando o terreno, ocupa o espaço e a partir daí defende o território com dentes e garras de quem apareça não fazendo parte da daquela chusma, mais propriamente! A súcia retraça quem quer que seja! Obviamente que os animais só por si não servem para o exemplo mas, simplesmente a atitude. É importante que se refira.

Não será que quaisquer direções ao serem eleitas por meio de votação dos seus sócios pretendem com esse procedimento responsabilizar os corpos diretivos eleitos como fiéis depositários do património em causa e, naturalmente, os próprios destinos da instituição enquanto o mandato?

Haverá dúvidas que os deveres a que ficarão incumbidos será o de gerirem em cumprimento com os regulamentos e em plena conformidade com os ideais dos sócios na sua generalidade e, na impossibilidade destes o fazerem naturalmente: Afinal, com o escrutínio o que se pretende é transferir uma ideia pouco mais ou menos comum para quem se mostrou com melhor discernimento e deixou a ideia de maior disponibilidade e capacidade.

Não façam confusão, meus queridos, não se tornaram donos nada nem de coisa nenhuma e, muito menos, mais do que alguém, unicamente foram delegados a fieis depositários do património da instituição e mandatários a uma administração destinada a valorizar os ideais dos sócios. Repito. Estes sim, é que têm a particular virtude de se chamarem e serem sócios logo, enquanto tal, proprietários da instituição.

Há coletividades a que os associados durante todo o mandato nem chegam a tomar conhecimento, antes das realizações, de um único evento entre os regulares durante a missão – são informados depois pela comunicação! Uns gozam à regalona e os outros pagam e, nem bufam!

Aquela coisa da presunção e água benta e de cada qual tomar a que quer, neste particular caso, não faz juízo de valor, nem valor de juízo!

O que gosto muito, confesso, são as inúmeras tertúlias taurinas por este país fora.

O que gosto pouco, juro, são alguns nomes criados: “Vira a Baixo e Vai Acima e bota a baixo”, “Pratos e “Garrafões”, “”O Copo cheio”, “O Palha à Mesa” e tantas outras que metaforicamente poderia citar. As Tertúlias dos “Grupos Forcados de Vila Franca ou do Ribatejo”, “A Trincheira” “O Toiro”, “O Campino”, “ A Arena”, a Tertúlia “Nuno Casquinha” e “António João Ferreira”, “António Telles” isso sim, seriam títulos que dignificariam os tertulianos, as terras onde estão inseridas e a festa em geral. Saudações taurinas.

 

(Prosa escrita em conformidade com o novo acordo ortográfico.)

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