Domingo, 23 de Julho de 2017
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Hoje, Ontem e Anteontem

Em tempos ainda do uso da histórica brilhantina, desde a infância e já na adolescência, a minha precocidade ter-me-á levado a abandonar a oleosa solução e assumir o suprassumo da moda...
09 de Dezembro de 2013 - 21:38h Pensamento por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1734
Hoje, Ontem e Anteontem

Em tempos ainda do uso da histórica brilhantina, desde a infância e já na adolescência, a minha precocidade ter-me-á levado a abandonar a oleosa solução e assumir o suprassumo da moda, o inesperado “ Bilcreem” com o fim de assentar o cabelo e realçar de algum modo o penteado consoante a natural exigência da surpreendente corrente conjetural imposta pela proposição de circunstância modal que a época brindou a juventude já de si, ciosa por nuances de grata oportunidade para dar aquele ar de bonitão – mera ilusão de quem não beneficiou dos favores das deusas da beleza e do amor: grega Afrodite e ou, a romana Vénus - para mal dos meus pecados, terá sido o meu caso.

Lograra então, ter como amigos mais chegados jovens com idades equivalentes todavia, a sair do terço da adolescência proporcionara-se-me uma vivência maior ao receber o convite para pegar touros de um modo bem mais responsável do que fazia até ali e claro, passando a fazer parte de uma companha surpreendentemente avançada no que diz respeito a idades e, sobretudo em varonilidade e exigência própria de um grupo de forcados de nomeada nacional, como era o caso do então, há muito extinto “Grupo Académicos de Santarém”.

Deixara assim, para trás, vãs fantasias próprias do estado quimérico para ingressar, abruptamente em desígnios de guisa responsabilidade e só a força do espirito, da alma, do crer de um rapaz pouco mais do que pequeno é que terei logrado prosseguir com atenta reflexão, entusiasmo e paixão dando assim asas a emoções de juízo e crenças há muito avaliativas de bem-ditosa consciência: pegar touros de um modo mais iminente e, com supremo propósito terá sido o que me calhou em sorte por via da crença natural, ambiental, tradicional e também, por um grande exemplo familiar.

Dali em diante, as minhas companhias mais próximas passaram para todo o sempre a pertencer a um escalão etário superior ao meu; infelizmente, na atualidade, com a perda inesperada de uns e de outros terá havido alguma deprimência pelas fatais ausências e assim, permitir-me a um afetado desconsolo por algo deslocado socialmente e confuso perante o predomínio da sociedade mais ativa mas que, a venho considerando algo cáustica e de enfezada qualidade no que infere ao seu estado de pureza e isto, acreditando em minguados princípios de sobriedade, pouca clarividência de estilo, carateres pouco esclarecidos e ausência de pungimentos de nobre condição pelo instalado desrespeito pelo próximo ademais, pela fartura generalizada do “eu” – tornando-se tudo isto num enorme peso para o meu próprio sentido de vida e para a minha forma de consciencialização. Juro. Porém, não terá sido nada que não transpusesse e não me recriasse perante impulsivas ou, naturais desistências da vida ordinária por omnigéneros desígnios a que todos os justos enfrentam aquando os infaustos e derradeiros pios!

Estava eu em tempo da feira de outubro de Vila Franca de Xira, em agradável companhia com uns Amigos, quando a conversa rumou para o tema taurino, mais propriamente de forcados – fico logo com o pé atrás! Confesso.

O falar de touros de HOJE não tem nada ver com o falar de ONTEM, nem tão-pouco de ANTEONTEM; não me parece ser mania ou mesmo teimosia este modo de ver, estimo mais isto por um prisma algo afetado quiçá, desde as gerações idas há dois pares de décadas até esta parte por me parecerem os factos atuais sustentarem menos consistência de base; as pessoas quando abordam outras para falar já trazem uma opinião esboçada, aproximam-se entrando de mansinho, mostram-se interessadas num tema, aparentemente lançam-no para a conversa cativando os convivas mas, logo entram em afirmação!

De facto, são gerações que querem aprender, no entanto, o orgulho não lhes permite e depressa entram em contradição… deste modo, sinto-me como que um apanhado! Todas asperguntas que eventualmente possam advir, as respostas saltam dos mesmos de imediato! Eis a razão de não gostar de falar de touros e, isso mesmo é que terei dito quando a conversa foi posta no ar: não, eu não gosto de falar de touros, prefiro escrever e quem quiser rebater o assunto que o faça pela mesma via. Prometo que terá sempre resposta.

Pois é, no entanto, sendo amigos – sei que sim - acabei por me envolver na conversa e…arrepender-me!

Não é nenhuma raridade acontecer-me isto, meus queridos leitores e leitoras, conquanto, o espaço de conflitualidade é nulo, nada disso está em causa mas, tem a ver com as formas de subjetividade em que tudo isso se conjuga: o entusiamo vira a divergência e um formato dialético ambíguo resulta num acordo lavrado de género mais empírico e de paupérrima certeza, prevalecendo naturalmente a imodéstia, deixando assim lugar à incultura taurina onde, as maiores idades e experiências são consideradas somente como símbolo do faz-de-conta!

Tudo isto tem a ver com a pressa com se vive atualmente, pouco há que fazer, compra-se tudo feito, a avançada tecnologia encontra-se disponível por pacotes como se de castanhas, tremoços, amendoins ou mesmo, os cursos do Sócrates ou do Relvas se tratasse; para esta juventude os sapatos aparecem feitos, não interessa como; os frangos já nasceram mortos sem penas e prontos a comer; os touros bravos pegam-se com sentidas orações de joelhos no estribo interior da teia, imediatamente antes da função! Creio que desta maneira os jovens até nem têm culpa alguma… mas eu também não! A minha juventude enfrentava a vida, incomparavelmente, com muito mais protagonismo e racional veracidade do que atualmente – há dúvidas disso?

Com a consequente idade que me apraz, permiti-me virar muitas páginas… e muitos frangos; conviver à farta; assistir a muitas mortes; ganhar muitas noites; cruzar muitas estremas confinantes de países vizinhos; conhecer muitas raças; visitar muitas terras, aterrar, amarar e atracar em vários continentes; temer diversos oceanos; haurir muitos copos; ajustar contas com muitos sarrafaçanas; verter muitas lágrimas; sofrer muitas queimaduras com a própria transpiração; pegar muitos touros; assistir a muitas corridas o que dá-me absoluto direito a falar no espetáculo de touros desde o campo, eventos populares, corridas em praça dentro e fora das arenas assim, como no caso das carreiras de protagonistas já em tempos sobrepostos e que, porventura, usufruíram ou veem usufruindo do espetáculo mas, embora os seus sentimentos e entusiasmos, nunca poderão responder pelo que terá sido no espaço/tempo desenvolvido na festa taurina das eras idas, reconhecidas, sem dúvida, como sendo de absoluta importância e, mesmo superior às possíveis futebolísticas razões, quanto mais tauromáquicas! Lendo, o que fazem pouco, é quase nada e assim, fica-se sempre sujeito algum género de paralogismo!

Os touros, de facto, no meu entender, não terão sido, de um modo geral, mais corpulentos que os atuais mas, mais feros sim, e mais musculados também, com maior mobilidade até, sendo também de incomparável bravura.

O habitat geral do gado bravo era bem mais alargado; as casas agrícolas mais pequenas, eventualmente, nunca teriam no mínimo menos de uma dúzia de campinos – para não falar das que tinham quarenta ou cinquenta; a campinagem forçava com regularidade o gado a correr; aos touros, quinze ou vinte dias antes das corridas em praça eram-lhes fornecidas rações de privilegiada substância permitindo-lhes, com essa nuance, maior pujança física e até notória melhoria de semblante, incluindo a pelagem, distinguindo dessa maneira o orgulho da divisa.

Mal comparado, - a realidade de hoje, em termos de alimentação usualmente disponível para gado bravo é mais tipo do fast-food! E o resultado está bem à vista: saem grandes touros mas não se vê grande coisa!

Hoje, salvando alguns campinos, é um regalo ver os tratoristas em belas montadas exibindo os tradicionais trajes e pampilhos ao ombro! Calculará a nossa juventude, o que era então, a infernal energia, coragem e diligência lezirã?!

Como se sabe mas, convém recordar que demograficamente o País era expressivamente inferior, o atual desenvolvimento tecnológico estava ainda a muitas luas e sóis distantes, seria, quiçá um povo menos experimentado mas, incontestavelmente mais ortodoxo no que diz respeito a manifestações de pureza espiritual e enraizamento tradicional, a herança social da raça não se estimava por estigmas conjeturais mas antes, com determinação e persistência histórica mesmo, prevalecendo uma significativa singeleza social, a ruralidade impunha-se e claro, havia menos dinheiro, menos público e logo, menos corridas – todavia, os procedimentos eram exequíveis e comuns ao serviço pela força dos conhecimentos adquiridos e, nem tanto pela formação teórica: havia fome, doenças, sofrimentos, carências, medos, humildade, humilhação, respeito, responsabilidade, alegria, paixão e até, alguma jactância e arrogância, por que não?! Conquanto, a virtude estava no respeito, crer e na razão do ser.

O povo não tinha de facto as regalias existentes destes tempos, era modesto, sereno, conformado e, ajeitava-se como era natural, procurando saber viver com relativa faculdade de princípios, com distinta agudeza, sabendo aproveitar ao máximo o tinha e o que podia– primeiro que tudo era muito trabalho… trabalho… trabalho… trabalho e privança de meios de todo o género; as praias estavam lá mas, como chegar-lhes? Também havia bola mas, era espetáculo pouco mais que caseiro; cinema com alguma regularidade nos centros mais urbanos; tabernas com fartura; alguma pesca e caça; missas, romarias, arraiais, festas concelhias, feiras e tudo mais que permitisse cavalinhos, charangas, bandas de música e muito pé-de-dança e depois então, é que era: pamplonas, picarias à vara-larga, esperas e largadas de touros, espetáculos de variedades, festivais, corridas à portuguesa e integrais à espanhola com artistas de classe mundial, o certo é que as praças enchiam, a afición era uma doutrina, o entusiamo era inebriante e, sendo assim, o resultado terá sido invejável.

Eram tempos áureos, aqueles do toureio, basta fazer contas a quantos cavaleiros tauromáquicos se exibiam com extremosa qualidade, ou matadores e agora?! Somente se poderá recordar todos aqueles monstros do toureio, bem como os forcados, nem vale a pena irmos para a comparabilidade do indestronável com a inconcludência!

Nos atuais dias já contei 49 cavaleiros de alternativa, 22 praticantes, 62 bandarilheiros só de alternativa, quase 50 grupos de forcados, 80 empresas e, veem Eles tentar fazer-me fazer crer que incluindo os touros, hoje é tudo mais difícil! Até me tiram do sério.

Pretender fazer comparações com o antes e depois, ou vice-versa, está-se a entrar em anacronismos, o que não vejo com bons olhos… nem com a responsável ajuda do apendículo ótico encavalitado na nariganga!

Para os meus contemporâneos, não importava se chovia em quaisquer espetáculo com gado bravo… qual chuva qual quê, ninguém arredava pé até ao final! Era vê-los encharcados, aos artistas também e, se fosse o caso disso, descalços, enlameados na frente dos touros estes, igualmente, sempre interessavam o público que de guarda--chuva escancarados, ou gabardinas, ou sacas de sarapilheira pela costas, o que de pouco tudo servia - fervilhavam de entusiamo enquanto outros, à socapa, aproveitavam os algerozes e mais alguns acessos de improvisada circunstância para escaparem-se à guarda republicana a cavalo e à própria infantaria, trepando emaranhados tentando alcançar o interior! Chamavam-lhes “capitalistas” – eu ainda utilizo o termo.

Ainda no que diz respeito aos cavaleiros, estes, em corridas à portuguesa de oito touros apresentavam-se em praça com dois três cavalos – qual seis ou sete -, sendo importante destacar que nesses tempos os poldros ainda brincavam, somente com quatro anos, senão cinco é que iniciavam a sua formação. Hoje, com essas idades já estão fartos de enfrentar touros! Será este progresso benéfico ao toureio atual?!

Os toureiros preocupavam-se em lidar os opositores com o máximo cuidado artístico como hoje?.. Talvez não, a maior preocupação era em lidá-los em conformidade com a declarada e exigente ortodoxia, levar os touros até ao fim das lides nas melhores condições físicas era outra das prioridades, na atualidade, infelizmente, além de ser desconhecida essa doutrina para a maioria, a preocupação máxima é acabar com eles o mais depressa possível… Logo à entrada de preferência!

Os Grupos de Forcados, na sua maioria não apresentavam em praça mais de doze homens fardados ou pouco mais, num caso ou outro – a não esquecer que em algumas praças de segunda e terceira categoria os touros eram corridos e eram oito exemplares, já em corridas mistas então eram quatro! Aqui neste ponto, será importante recordar que na atualidade existem forcados em exercício que no outro tempo tinham igualmente lugar em qualquer grupo – pois é a ordem natural das coisas, nem sempre antes seriam todos bons, nem hoje são todos maus! Quanto a mim, a rapaziada protagonista nos factos atuais, ingloriamente, o que mais peca é pela reduzida moderação de atitude consensual, de humildade, de razoável virtude e é farta em teimosia, além do pouco respeito para com o próximo, incluindo os touros! Pasme-se aos céus.

O que sei haver de melhor no espetáculo presentemente, é com quem posso contar, seja no toureio a cavalo, a pé, forcados, bandarilheiros ou empresários – oportunamente desenvolverei algumas considerações sobre esta classe - e, até o nobre público distingo aliás, como as ganadarias, diretores de corrida, bandas de música e cornetins - e calculem lá… até onde está o melhor vinho em cada terra taurina!

Eu não me esqueço do que disse naquela reunião de Amigos: dantes havia público muito mais interessado e a média em sapiência era superior… e matadores de excelência… e cavaleiros com fino trato nas lides… e bandarilheiros de condição… e forcados de arrepiar o coração… e touros fieros a transmitir real emoção! A vida era tão séria que nada se levava de ânimo leve.

Era tempo em que marcava-se passo até chegarem às alternativas – alguns mesmo assim reprovavam nos exames, hoje são todos bons, ninguém chumba… devem levar cábulas!Los touros que se caigam – como dizem ali ao lado em castelhano -, no nosso meio taurino é prática corrente os touros andarem a cair… ou estou a inventar? Os pobrezinhos na atualidade e generalidade somente apresentam dois estados, o primeiro e logo o terceiro – quando deveriam apresentar três, dificilmente se vê o segundo; como quem diz, saem com o tesão todo e ao fim de dois ferros encostam-se às tábuas e acabou-se! Fica a faltar o estado resplandecente, o da verdade, emotividade e, especialmente o de aplicação tecnicista que confirma a ciência da arte – o resto são pequenices, bagatelas, obras de fancaria, ausência de virtuosos preceitos e exagero de atavismos! Tenho pena. Confesso.

Foram os ganadeiros a partir dos anos 80 que se preocuparam em fabricar matéria-prima cómoda para toureiros acomodados – eventualmente, a partir do tempo de Paco Ojeda! Tirar sangue é bem fácil, em repô-lo é que está o busílis.

Houve alguém a preocupar-se em ajeitar os touros das divisas “Pablo Romero” hoje “Partido” “Resina”… ou dos “Miuras”… ou dos “Vitorinos” etc.? Claro que não e, não são igualmente touros e, por essa primordial condição não caem! Claro que não, por não terem sido mexidos e serem animais próprios para andarem em pé e destinados a toureiros de notável verticalidade, de ofício, é melhor dizer – nas lides a pé os matadores passam mais tempo preocupados em manter os touros em pé do que a lida-los!

As escolas de toureio davam resultados porque nas épocas havia humildade, sofrimento, fome, sacrifício, crer e ilusão, ao invés do presente, onde não há nada disso e muito menos respeito, sobretudo ao touro e, aos alunos das escolas só lhes falta sarna para se coçarem!

«Que a prática dos forcados evoluiu de sobremaneira desde há duas décadas até esta parte e em resultado disso, pega-se é muito melhor do que anteriormente». Ouve-se correntemente por aí! Sabem lá o que quererá dizer “canal”?! Que os touros pesavam 250 ou 300kg! Que antigamente os forcados iam em monte para os touros». Tudo isso é verdade mas, é muito importante saber o que se diz… sabem lá o que será touros em canal e em que anos essas particularidades terão tido lugar?! A primeira é do meu tempo e, a segunda do tempo dos meus bisavós!

Respeitando completamente a opinião de cada um, vejo ao contrário, com a mesma certeza como sei que visualizando uma galadura numa gema num ovo estrelado, não dá direito a pinto!

Antigamente as chamadas dos forcados da cara perante os touros eram outro espetáculo dentro do próprio espetáculo - havia competição nesse particular; atualmente as chamadas são de facto bonitas, o mal está é que são todas iguais! Ensaiam em casa frente ao espelho, deixam a cada passo a perna para trás, em poses de generosa elegância para a fotografia – aí está o exemplo do forcado bonito!.. Perdeu-se a competição entre as chamadas.

Os forcados da cara procuram praticamente sempre os médios da arena para iniciar as pegas, independentemente das condições do hastado, isto há primeira tentativa, há segunda, há terceira e, somente quando já estão dois ou três forcados na enfermaria ou no hospital é que reconhecem que o touro poderá recolher vivo! Então veem os sesgos, os recursos, as pressas, as precipitações, as mochilas às costas e demais confusões! Nas épocas a que me refiro, tratávamos os touros por doutores, respeitávamo-los desde a saída.

Hoje, o que registo com maior apreensibilidade, é o facto da grande maioria dos forcados da cara recuarem em demasia e de vez em quando alguns, atabalhoadamente e bamboleando o corpo descompondo a investida dos touros, outras das vezes, simplesmente pegam de estaca, ou mesmo adiantando mãos nas reuniões expondo os queixos, originando graves ocorrências! Ainda sobre o uso de pegarem de estaca, como quem diz: não recuarem com os touros é outra das práticas vulgarizadas e, os seus protagonistas dizem que é valor… para mim é como que uma cagada!

Pois eu digo-vos que nesses casos, na maioria das vezes iniciaram a prática tardiamente e como resultado, revela-se isenção de técnica e pouco à-vontade, o que demonstra indesejáveis vícios nessa infeliz execução e, a pouca experiência faz o resto, independentemente do valor. Quem reúne mal, é por não saber fazer melhor – não há desculpas, nem outras tretas para disfarçar a incompetência! Infelizmente estes forcados só revelam imaturidade e absurdo exemplo, além de sujeitarem-se em partir os queixos, lesar gravemente os pulmões e, ainda pior, é que as ajudas inesperadamente levam com o touro em cima, não tendo culpa alguma! Mas há mais: quem não viu as ajudas desviarem os pés e deixarem passar o toiro e… depois andam à volta dele sem lhe chegarem, especialmente, quando o pegador está sozinho fechado na cara e, entretanto, a primeira ajuda foi despejada.

Isto acontece, a maioria das vezes, quando o pegador da cara não lhes oferece total confiança – não se sujeitam a levar com o touro no caso de este, repentinamente se livrar daquele estorvo! Também se viu isso noutros tempos conquanto o absurdo nota-se sempre muito mais em dezasseis homens que em doze… em oito touros do que em seis… em touros corridos do que em puros!

Todo o exposto viola as regras da lógica, técnica e entendimento racional, como também a grátis exposição a desafios incalculados!

Um paraquedista quando não arruma bem o apetrecho chega cá a baixo sempre mais depressa – feito em trampa -, o resultado é que terá sido bem mais inesperado e, ingloriamente nunca mais arruma nenhum!

A ajuda à ponta da bola não é nenhum recurso como ouço dizer, teimar e ripostar! Por contrário, é coisa linda e absolutamente necessária para o tipo de touro mais cómodo e assim, permitir ao forcado da cara enquanto fechado brilhar mais na viagem e, sem a eterna mochila às costas a ofuscar o brilharete!

Será invulgar os rabejadores no resquício das pegas de caras espetarem com os touros no chão, denunciando assim, claramente, a insuficiência física do pobre animal! Talvez por isso, os mesmos rabejadores, atualmente, saírem para o centro da arena, quando a segurança está nas tábuas… e depois levam com ele! É a jactância com todo esplendor.

O inglório, é que ao que parece, que tudo o que aqui está escrito terá sido em vão… pois se Eles sabem tudo!

Já vai algo alongado este meu parecer mais técnico do que entusiasta, mais realista do que irracional, mais sincero do que infundado, mais objetivo do que sumptuoso e, mais efetuoso somente.

Eu sei que este trabalho vai ser sofregamente lido, muito especialmente, pela virtuosa rapaziada das jaquetas de ramagens, todavia, não diz quase nada sobre a matéria, nomeadamente sobre a fundamental e busílis da questão: a condição comportamental dos touros – o que presumem saber tudo! Há que aguardar pelo livro, “FORCADO COM ALMA, CORAÇÃO RAÇA… e mais qualquer coisa” o qual tenho vindo a escrever, e este sim, aborda todos os temas com a maior complexidade e comprazimento.

A bem da modalidade.

 

(O Novo Acordo Ortográfico terá sedo respeitado nesta prosa.

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