Domingo, 25 de Junho de 2017
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Uma coisa é uma coisa...

Mais um excelente texto de Jesus Lourenço intitulado " uma coisa é uma coisa" na rubrica pensamento da semana.
22 de Julho de 2013 - 20:17h Pensamento por: - Fonte: - Visto: 1317
Uma coisa é uma coisa...

Diz-se por aí agora, metaforicamente, pretendendo-se ter graça com a citação: «Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…» Ora, eu poderei aceitar este género de circunlóquio pela superfluidade que deixa transparecer, mesmo sabendo que cada coisa será sempre outra coisa.

Bolas!.. Sendo aquela uma perífrase, paralelismo ou mesmo uma formação de retórica de fútil combinação, quem a citou pela primeira vez, certamente não pretenderia indispor-se com quem quer que seja; as graçolas com espírito e bem-intencionadas sempre predispuseram.

O mesmo direi ao referi-me às coisas que vão tendo lugar no ambiente dos rapazes das jaquetas de ramagens que heroicamente vêm desafiando os touros a corpo limpo nas arenas nacionais!..

Desde há já muito anos que tenho vindo a constatar aguerridas competições entre grupos de forcados aliás, sempre as houve! Por bem, diga-se.

Todavia, tenho-me deparado com o mesmo fora dos recintos tauromáquicos! Por mal, compreenda-se! O que os torna a alguma equidistância ao que seria bem mais razoável e comum de quem deveria lutar pelos mesmos ideais!  

Com isto, pretendo dizer que estando medianamente bem com a minha saúde física, tenho alguma dificuldade em reconhecer-me tão equilibrado psiquicamente por assim acontecer! Mas isso já é outra coisa.

Compreenderão os meus queridos e fiéis leitores/as onde pretendo chegar com este reparo, não pensando, de algum modo em iludir os aficionados mas antes, argumentar com a possível racionalidade e razão equivalente ao cloreto (ácido clorídrico), o mesmo que noutros tempos se utilizava para branquear a roupa! Limpinho… limpinho… limpimho. Onde será que eu já ouvi isto?!

É com tristeza, confesso, que por vezes dou comigo a magicar coisas… e, não deixarei de reparar no que se vem passando porém, sem quaisquer intenções de iludir os distintos aficionados/as. Deus me livre.

Por exemplo: grupos-de-forcados que se negam a pegar com outros mesmo sendo eles de patamar idêntico! Ó messa… isso levou-me a pensar e, com alguma apreensibilidade, chegar a uma breve conclusão:

Uns dizem que outros andam a comprar bilhetes para fazerem mais corridas, o que leva os primeiros a rejeitarem os segundos!

Estes defendem-se afirmando ter um belíssimo poder organizativo e uma estrutura consolidada o que resulta, nalguns casos, em bons exemplos. Confesso. Eu, particularmente comprovo essa realidade. Corroboro mais ainda, no caso específico do “Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo” - esse sim, em regra-geral estou atento a essas coisas da forcadagem -, tive a feliz constatação de assistir em meia-dúzia de anos ao referido Grupo juntar-se aos lugares cimeiros, donde andou algum tempo deles arredado e isto, depois de muito oprimido como é do conhecimento dos aficionados mais ligados ao tema.

O grupo ribatejano, enquanto a sua boa organização, soube mais que tudo criar uma gigantesca família a qual, como é do conhecimento dos mais atentos, também é muito assídua às atuações do grupo, como quem diz, preocupam-se com os netos, filhos, esposos, namorados, genros, cunhados, afilhados e amigos – será então, que o comprar entradas em grupo para que a sua fiel e entusiástica claque permaneça mais unida e enfim: almoçarem, jantarem cearem juntos, chorando as desgraças ou insucessos nos ombros uns dos outros, brindando e festejando os sucessos, terá isto algo de antirregulamentar para a Associação dos Forcados, ou para a união dos homens que se dizem forcados ou, isso terá simplesmente a ver com estigmas, megalomanias ou simplesmente tentarem exercer ascendência sobre os próximos!

Os clubes de futebol, hóquei, basquete, ciclismo, etc., vivem com patrocínios e até, um matador de touros espanhol Luís Reina, já ostentou nas mangas da jaqueta do seu traje-de-luces anúncios de uma empresa do seu país!

Como foi referido atrás, o mais antigo agrupamento de forcados ativo e, de formação em toda a história não brinca em serviço, faz somente o que uma mão cheia de homens de bom senso, fieis aos bons princípios e ideais, subservientes à sua maior paixão, o “Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo” e os seus mentores, racionalmente, disponibilizam-se com efetividade, criaram condições, o que está bem à vista: record em número de corridas, atuações de alto-gabarito e consequentes prémios.

Se cada um se preocupar por si próprio, se a Associação de Forcados se cumprisse o prometido enquanto a sua formação, estou em dizer que seria tudo mais lindo… mais coisa menos coisa!

Hoje é domingo, dia 14 de julho e estou em rescaldo dos resultados da corrida noturna de ontem em resultado da minha chegada a casa às 5 horas da madrugada após desfrutar do triunfo absoluto do mesmo grupo na praça de touros em Vila Nova da Barquinha, do consequente jantar dos Amigos que se quiseram juntar ao grupo no restaurante o “Retornado”, no Entroncamento. Que noite mais extraordinária, 60 convivas comeram beberam, festejaram, riram, abraçaram-se e beijaram-se enfim, extravasaram o que lhes vai na alma.

É bem reconhecida a humildade do Grupo e a compostura com sempre se apresenta, a alegria com que vive corrida a corrida poderá ser – digo eu – a causa maior daquela invejazinha! Organizem-se, senhores, organizem-se!..

 

(Prosa escrita em cumprimento das regras do novo acordo ortográfico.)

  

 

 

 

 

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