Segunda-feira, 27 de Março de 2017
Taurodromo.com A tauromaquia mais perto de si.

ANTI-TAURINOS

Estava eu em casa, sentado à secretária e de frente ao computador, em tarde cálida, quando pachorrentamente me deu para...
01 de Outubro de 2013 - 09:48h Pensamento por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 2531
ANTI-TAURINOS

Estava eu em casa, sentado à secretária e de frente ao computador, em tarde cálida, quando pachorrentamente me deu para glogar; a internet para além de proeminente para a educação e cultural condição, também serve para matar o tempo, descontrair e espairecer. Presta-se para tudo quando há boa formação e princípios, e também jeito para nos respeitarmos, mais propriamente - ao referir o termo respeitarmo-nos, passa igualmente por considerar o próximo, mais que tudo, evidentemente.

Todavia, nem sempre nos é possível dar asas ao que nos vai na alma e concretizar ao que nos propomos sem que tenhamos de ser ofendidos e vilipendiados porquanto, de uma assentada deparei-me com uma coisa dessas que dizem ser um blog e que dá pelo nome de, “Anti-Taurino” onde, assim de chofre me vi a ser tratado como psicopata – psicopata isto, psicopata aquilo, psicopata aqueloutro, sei lá, talvez umas cinquenta vezes, nem sei mesmo se cem, é que, logicamente, eu não li o que paradoxalmente ali estava emitido até ao final… nem ao meio cheguei! O literatejar era evidente mas, descompensado; a paraneia era de manifesta certeza; a agressiva intencionalidade era fogaz; o descaro dos mentecaptos era atroz… o que eles precisam é atrás, nem que fora somente de uma cachaporrada bem administrada a cada um mas… quanto a preferências, eles que escolham o uso que querem dar às suas traseiras!

Não se pense que tudo aquilo era só dirigido a mim, não, nada disso… era encaminhado para todos nós: aos ganadeiros, cavaleiros, matadores e bandarilheiros, forcados, papagaios e carecas, arrumadores, netos, diretores de corrida, veterinários, bandas de música, pessoal de serviço, inclusive aos lavabos e aos que vendem as gasosas, cervejas pevides e amendoins porém, nem o público em geral escapou, os da bancada - somos todos psicopatas, segundo os zoilos!

«Quem não tem argumentos… Tem medo!» Diz a chufa.

Então somos nós que damos a cara a tudo e, para vós, somos quem tem medo?! Ó-messa.

Não sereis vós, vis criaturas, que lançaram um blog onde não se reconhece um nome associativo, uma mera identificação, um número de telefone, um endereço de correio eletrónico ou mesmo, uma terra que nos permita concluir as origens?!

 

Muito escrevem os detratores – ora vejam somente um pouquito para a amostra:      

 - Os psicopatas dizem que os touros e os cavalos não sofrem na tauromaquia – onde está a prova ético-cientifica que o prove?

 - Os psicopatas dizem que o touro só existe para ser toureado – onde está a prova ético-cientifico que o prove?

 - Os psicopatas dizem que com o fim da tauromaquia o touro irá extinguir-se – onde está a prova ético-cientifico que o prove?

- Os psicopatas dizem…

-   “           “               “        dizem… dizem… dizem… dizem … etc.

 

 

Vamos lá a ver… eu respondo mas, somente num pacote inteiro, como quem diz, tudo seguido para não estender muito o pano:

Os touros e os cavalos só não sofrem na tauromaquia pelo valor que lhes sobra, já nasceram destinados pelo sangue e raça que os enobrece, que fique isso bem assente, é a adrenalina que os seleciona e refaz, que os carateriza e destaca. Os touros de melhor casta, os de maior bravura enfim, os mais feros e que mostram mais voluntariedade para a refrega e desempenho para o que a natureza os criou, como sendo: marrar, investir ou simplesmente manifestar a índole que carateriza a nobre e bela raça – a bravura -, estes sofrem menos que os que procuram refúgios e negam-se a colaborar enfim, são os que têm menos sangue bravo, são mais medrosos e menos colaborantes! Vocês nunca serão como eu. Um soberbo cavalo é uma coisa e duas mulas já é muito gado… Compreendem a analogia?

Mesmo sem os conhecer, diria que vós, incríveis gentios, sofreríeis muito mais do que eu ao levar qualquer uma injeção? Nem precisam de me responder, não valerá a pena envergonharem-se mais meus queridos riquinhos, de cagados e fracos já não passam, nem vos reza a história!

 

 

Sabeis vós, atrasados, que um toiro sustenta entre 38 a 40 litros de sangue e que em ação ou luta, todo o plasma entra em efervescência e, a não ser provocada a necessária perda de sangue ao momento, determinar-se-ia uma espécie de implosão! Isso sim, seria um enorme sofrimento para aqueles nobres e belos animais.

Há anos eu conduzia a caminho da praia de Santa Cruz quando já lá perto, numa daquelas terras, no meio da estrada, estavam dois ciganos há zaragata e um tinha uma enorme lâmina metida no bucho, o cabo da faca destacava-se por fora; o ferido mesmo assim continuava a massacrar e esmurrar o cobarde agressor!

Conclusão: no meio da refrega, a adrenalina serve de escudo à aproximação da dor e, aquele tinha mais raça do que este.

Também peguei touros, briguei e fui combatente de guerra, concluindo por isso mesmo, que uma agulha de uma seringa tem tanto efeito para nós estoicos, como uma varada para um touro – façam contas às proporções; eu enquanto forcado - muita boa a gente o tem sido – por vezes e muito longe da raridade, com duas ou três costelas partidas ao primeiro intento e… com um dedo, o mata-pulgas, e o pai de todos noutradas vezes, e um pulso quebrado… e o queixo rachado contra o estribo… e um traumatismo craniano do mesmo modo, mas nunca deixei de concretizar o meu propósito, desde que estivesse em pé havia que concluir as minhas atuações – e concluí!

Isto jamais poderia acontecer com vocês por estarem mais habituados a jogos florais… ou ao ponto-cruz… ou ao croché! Digo eu.

Há muitas gerações que os bois auroques e mais tarde os uros, eram selvagens e assim foram até à extinção mas, deixaram prole e, por terem sido aproveitados para adestramento de guerra e como na natureza tudo o que se descobria e movimentava tinha utilidade, eram aproveitados. O homem, ser inteligente, com o decorrer das gerações e dos tempos foi-lhes extraindo o benéfico selecionando-os, apurando-os até a raça pura e seletiva chegar à nossa existência aliás, exatamente o mesmo que fizeram aos cães selvagens e que vocês adoram, preterindo o homem em favor das raças menores, provando a vossa má índole e deixando-nos à nora quanto à substância e equabilidade para poderem dizer: somos homens. Até poderão ser, quem sou eu para duvidar, regulo-me é muito pela fraca e cobarde imagem que deixam transparecer!.. E fazem questão nisso. Ao que eu saiba nenhuma criatura neste globo pediu para nascer, ninguém tem meios para escolher o destino. Cá para mim é de pedigree que procuram! O que vocês não são é puros… tenho-vos dó! Desta vez respondo-lhes pelos psicopatas, numa próxima ocasião fá-lo-ei pelos ranhosos, e aqueloutra pela p… q… os p…

 

Não, nem se atrevem a pensar que me amedrontam com blogues e outras comunicações, como cartas anónimas - como já o fizeram e, deram-se mal, recordam-se?

Primeiro que tudo, a tauromaquia não vai extinguir-se, tirem o cavalinho da chuva seus perichinelos… na atualidade há muito mais praças de touros, espetáculos e público dividido por todo o território nacional, e mais artistas, mais gado bravo e mais quase tudo, até sacanas… e cobardolas há muito mais ainda!

Claro que os touros só existem para ser toureados então… quem andaria 4 anos a criar um touro bravo para lhe tirar de 400 quilogramas de carne, quando um charolês em 9 ou 10 meses atinge em vivo algo como mais de 1000 quilogramas, sendo que em canal tem um aproveitamento de 65%, mais ou menos! Quem precisaria desta notável, distinta e especifica raça, não fora a sua natureza brava - o que seriam os búfalos se não fossem búfalos… os rinocerontes se não fossem rinocerontes… os leões se não fossem leões… os crocodilos se não fossem crocodilos… os lobos se não fossem lobos! Para vós, apalermadamente todos eles serviriam para serem dominados, domesticados e então, andarem com eles à trela ou ao colo! Ora, que eu saiba, um cão é um cão e um gato é um gato e de vós, de facto, é que é mais difícil estimar coisa alguma!

Também senti aquela de vocês dizerem que as televisões estão a abandonar as transmissões taurinas diretas! Aqui é outra prova de que não passam de uns acerbados e mal-intencionados, decididamente não são pessoas de bem… e de mal nem o sabem ser!

Ora se as cadeias televisivas, como toda a gente tem conhecimento, estão em contenção de despesa e, se todas as transmissões diretas à 1ª Liga do futebol português foram cortadas, por que razões iriam transmitir mais espetáculos tauromáquicos? Mesmo assim nesta época, até agora: Touros 2 – Futebol 0 – e não ficará por aqui!.. É de cultura, o que mais necessitamos.

Vocês têm mesmo gracinha, por tão desinteressantes e patéticos serem, fazem-nos muito rir, o que não fazem mesmo é o meu género, mas estou convosco, deixem-se andar assim, sempre nos vão fazendo esquecer as agruras da vida e alegrando o estado d’alma mesmo, tão alienados sendo!

Há dias ouvi na R.T.P. o “Provedor do Telespetador” dizer: - «A propósito das corridas de touros televisionadas recebo muitas reclamações de incompatíveis e sobretudo radicais». Não fui eu que lhes chamei radicais, foi o Senhor Provedor! Isto é a prova de que a nossa educação, a dos taurinos e aficionados não sofreram qualquer revés enquanto espectadores das corridas de touros mas, eles radicais como são, mostram-se com má índole, rudimentares em educação, mesmo se fora no terceiro mundo!

 

 

Vocês escudam-se, tapam-se e escondem-se qual ratazanas pelos esgotos e só saem à socapa em raides ofensivos, provocadores, ultrajantes, lesantes, de manifesta agressividade e de velhaca condição, o que os alenta!

 

«Continuarei a dizer a verdade. Digo e continuarei a dizer que os tauricidas são psicopatas e dizer que são psicopatas não é um insulto, não é uma crítica, não é falar mal deles, é simplesmente dizer a verdade, pois é o que eles são: psicopatas.» Afirmou um dos energúmenos!

 

Pois em resposta a isto oferece-me declarar, como manifestação de repúdio: quem me lê, sabe eu não ser de ordinarices nos meus escritos e, se não respeitasse as senhoras e toda a gente que devo veneração e eventualmente seguem as minhas prosas, se não fossem estas coisas todas, eu mandava-os todos à merda!

 

 Agora sou eu que refiro: não estou a ofender ou a dizer mal de ninguém pois, também não dei por alguém se assumir, salvo um nome ou outro – não sei se serão verdadeiros - glorificam-se com o anonimato, não estão lá… não existem… são zero à esquerda de coisa nenhuma! Desta maneira fico bem com a minha consciência por saber não transgredir ou molestar alguém objetivamente, por não serem nada e, ao que constato, nem existirem!

Eu chapava a todos vós – em caso de existirem - era com um gato morto nas trombas até miar… Isso é que seria um trabalho ético-cientifico bem engendrado… fazendo o gato miar, claro! Seria uma coisa bem-feita, um trabalho de hábil agudeza, de feliz oportunidade e um consolo para a minha geração e todas as outras que se seguiram não acreditando e até abominando enxovias mais ou menos organizadas!

 

Toda esta minha argumentação só tem o propósito de se dirigir aos fundamentalistas que se dizem amigos dos animais e, por mais, aos extremistas mandantes recalcados que subornam a chungaria que se presta para achincalhar, escarnecer, achinfrinar, acirrar às portas das praças de touros – e não só - a quem sociabiliza tão fielmente e cortesmente no seio da nossa cidadania.

Mas, os culpados também são os serviços de saúde animal pois, se antes de vacinarem os cães contra a raiva se o fizessem preferencialmente a vós, estou em dizer que a contaminação não se transmitiria tão rapidamente à população canina – coitadinhos dos animais! Digo eu.

 Não, nada disto está virado para os humildes e incautos que generosamente abrem os corações a toda a espécies de animais, como beneméritos bem-intencionados, por vezes até imprudentes por se deixarem levar pelas insistentes e mal-intencionadas estratégias de lavagens aos cérebros e claro, a não esquecer aqueloutros que vão pagando cotas e até subsidiando e, desta maneira alimentando, sobretudo, os que lá se meteram e não mais saem! Pasme-se à malfadada patarateira!

 

(Prosa escrita seguindo as regras do novo acordo ortográfico)

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