Sexta-feira, 28 de Julho de 2017
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Para Mal dos Nossos Pecados!

Hoje por hoje, o que é mais visto são touros falsos, para mal dos nossos pecados, refiro honestamente! Para surpresa de quem vem assistindo aos espetáculos...
23 de Abril de 2014 - 19:17h Pensamento por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1623
Para Mal dos Nossos Pecados!

Hoje por hoje, o que é mais visto são touros falsos, para mal dos nossos pecados, refiro honestamente!

Para surpresa de quem vem assistindo aos espetáculos, saem a miúdo touros anódinos que fraquejam logo ainda no primeiro estado… Aos primeiros capotazos, já foram… porca miséria!

Eu sei que em Espanha também há muito disso e até, toureiros os há mais ao género e estilos comparáveis a fraquezas de ânimo ou, melhor dizendo, os que sempre procuram tourinhos fraquinhos, jeitozinhos e engraçadinhos!

Por vezes, nos meus momentos de reflexão, penso que fico contente por não haver corridas com picadores cá no nosso retângulo à beira mar plantado: então, já advinham a barraca que seria, esses pobrezinhos perante estes profissionais e aquelas montanhas de carne, como são os cavalos de picar! Isso é que deveria ser uma obra esperta, já vos digo…

Afinal, também isso se vai vendo por terras de Cervantes!

Mas por outro lado, nas mesmas reflexões, também acordo perante o facto da falta de força nos touros, assim, sempre se vai vendo os toureiros de triunfos de ocasião - qual pneus usados - darem aquelas todas voltas às arenas, em forçado agradecimento!

Eu, só penso que, se os touros de hoje saíssem às arenas como acontecia com os de há quarenta ou cinquenta anos, isso então já seria um barracão! Perdoem-me os queridos e fieis leitores a expressão. Deste modo já não se veriam os aborrecidos compassos de ballet, os constantes passa-passos, aqueles medos feros e até, aparente e intricado ar de intumescente soberba – como per si, se fora o maior! Deus os perdoe.

Será absolutamente previsível o facto de este meu abordado assunto não ser rigorosamente extensível a todos os artistas ademais, os aficionados mais atentos conhecem perfeitamente esta infeliz realidade - conhecem-nos sim! A generalizar também se vai fazendo vida.

Há dias atrás, recebi um programa anunciando o abono para a “Monumental Praça de Touros do Campo Pequeno” como também, referente à temporada já decorrente e, de um modo mais abreviativo e generalizado, igualmente, um traçado sobre os espetáculos previstos já a partir do dia 15 de maio, com a inauguração da época naquele secular, imponente e bonito tauródromo de Lisboa.

A meu ver, confesso, ter grande esperança com o pronunciado e isto, atentem-se bem os leitores: não tem nada a ver com a amizade que me liga ao diretor artístico, Rui Bento Vasques, como também, pelo que é responsável pelo setor mais comercial, Dr. Paulo Pereira, unicamente me move a divulgação da festa que tanto amamos. Não esqueçamos que o 2014 é quando, festeja-se, afinal, o 8º de Aniversário após remodelação, do característico e histórico Monumento!..

Não será demais bater na mesma tecla: também a jovem, dinâmica e acreditada empresa “Tauroleve” pretende, igualmente, identificar-se com o sistema filosófico, como no caso da força e com esta, negando inercia e indolência fazendo jus às propriedades e combinações de energia e salutar congruência

Recentemente, num artigo editado por mim aqui mesmo neste vosso sítio, www.taurodromo.com o qual, intitulei “Touros de Plasticina” não fizera quaisquer favores em, já nesse trabalho, exaltar a que é há tão pouco tempo, concessionária da “Palha Blanco” de Vila Franca de Xira; da praça de touros de Coruche; a de Alcácer do Sal; e uma nobre parceria com Vasco Dotti, em Salvaterra de Magos. Ora, como se vê, esta empreendedora sociedade prefere subir de ascensor do que a escada de degrau em degrau! Mas também só poderia ser desta maneira, aí está a simplíssima razão de que somente com o tauródromo vila-franquense não chegariam a lado algum; eis a prova mais que evidente de que sabem o que estão a fazer.

Queridas e queridos aficionada/os, ponham bem os olhos em ambas empresas referidas e, no final de ano, me dirão se não terá sido de previdencial messianismo e razoável consideração o que aqui deixo bem clarificado, como se fora descolorar a roupa com cloreto (ácido clorídrico)!

Pois é, mas, não está tudo aconselhado, resta-me então deixar aqui bem chapadinha a minha opiniática estima para com o ganado bravo: novilhos para novilhadas e touros para corridas; ainda assim, até poderei respeitar, em algum caso, como espetáculos de categoria superior, a inclusão de novilhos com quatro ervas e, já estou a ser muito condescendente… e não quero mesmo saber se é para a arte de marialva ou a de montes… e será bom não esquecer que neste meu parecer já estão todas as empresas nacionais incluídas no mesmo pacote… todinhas mesmo!

Aquela velha história dos artistas «figuras» e ou, os seus apoderados impondo leis, furando regulamentos com a finalidade e pretensão desomente lidarem babosas, ou sem força, ou de plasticina em exagerada austeridade para com os fiéis princípios da festa, desequilibrando-a e acinzentando-a não, essa é que não, meus queridos e estimados Amigos!

Depois não digam que não avisei.

 

(Texto escrito em rigorosa concernência com o novo A.O.)

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