Segunda-feira, 24 de Julho de 2017
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Touros de Plasticina!

Nesta época, a que estamos prestes a entrar, precisamos mais do que touros de plasticina, é urgente que reapareçam com estrutura óssea, carne firme e sólida massa muscular enfim...
26 de Fevereiro de 2014 - 20:35h Pensamento por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1899
Touros de Plasticina!

Nesta época, a que estamos prestes a entrar, precisamos mais do que touros de plasticina, é urgente que reapareçam com estrutura óssea, carne firme e sólida massa muscular enfim, atletas próprios para a exigência das corridas.

Os animaizinhos de flagrante fraqueza não são bem-vindos a um espetáculo sobejamente reconhecido de varonil caraterística. Cremos todos nisso.

Urge rever o sistema de transporte: os cuidados a ter com os enjaulamentos, com o fornecimento de água para o trajeto e o descarrego final ao chegar às praças e isto, não terá a ver especialmente com os industriais transportadores, teremos que contar também com os trabalhos de embarque e nos currais, quero dizer: todo o maquinismo laboral até à entrada nas arenas!

Mas, ao contrário, o que importa toda esta preocupação se não houver um objeto de inquietação em relação a uma norma com as máximas cautelas seletivas, no que diz respeito à raça?

Voltando à vaca corrida… convém recordar a aflição de muitos cavaleiros tauromáquicos reconhecidos na atualidade, em dobrarem – partirem – os touros em recorrentes piruetas logo de início das lides, entretanto e nos finais! Mas como podem aguentar aqueles rins aliás, toda a estrutura corporal; o exagero de ferrinhos, ferros e ferretoadas não estão nada para o sucesso dos espetáculos e, em conformidade com a minha ideia e objeto de pensamento, aproveito a seguinte expressão: nem sequer para a verdade do toureio!

Verdade do toureio – mas o que é isso? Não será certamente o que venho assistindo assim que os hastados saem às arenas: quem não vê a pressa dos peões de brega em abrir-lhes os capotes à direita, à esquerda, de cima para baixo e, mais para diante, de baixo para cima! Logo de entrada são dados uma dezena de lances dominadores e depois, vão mais meia centena para os ajustes! Desta maneira, estou em querer que nem os touros de característica mais bravia ou mesmo, do género de maior poderio e nervo aguentariam semelhante tratamento! Cuido eu.

Os diretores de corridas, ao que me apercebo, atentam-se quase sempre aos tempos decorridos, desvalorizando sistematicamente os sequentes abusos físicos!

É certo que já deveria ter saído o prometido novo regulamento no entanto, não será essa a origem da vulgarizada constatação dos incongruentes incumprimentos porquanto, o que está em vigor não é considerado à letra aliás, como todos os outros que igualmente não têm sido levados à regra!.. Ou estarei enganado?

Quem não assiste aos touros parados e paradinhos, já sem forças, a girarem unicamente e endireitarem-se com o cavalo que dele anda também à volta e, lá vai mais cavacas, cavaquinhas… se lhes dessem aso lá iam outros artefactos igualmente à guisa das Caldas!

 Eu já tenho falado publicamente nestes inábeis procedimentos; de vez em quando alguém ensaia algum desmentido, mas não vão nisso meus queridos e queridas leitoras - confiem unicamente nos vossos espelhos, na circunspeção que lhes permite sensata razoabilidade ou, simplesmente na própria crença dos factos aos olhos vistos, na convicção íntima e até, nos pareceres… não se deixem é comer!

É comum, o nosso espetáculo ser recorrentemente tratado com aviltamentos – quemnão sabe isso porém, a tradicional, fenomenal e entusiástica paixão popular que lhe faz jus, a nobre frequência, dignidade, opípara magistralidade e no seu todo, a carismática opulência que a protagoniza felizmente, tem chegado de sobra para todas as descortesias aliás, é com a costumada elegância e brilhantismo das “cortesias” que os espetáculos dão início a enfrentar os inimigos: Quantos são… quantos são… quantos são?.. - Há boa maneira de Valentim Loureiro!

Um deles foi-se embora, rumou ao Brasil, disse que não se podia viver mais neste País– segundo o filho, não dava para fazer vida com 200 Euros de reforma!

Eu também estou de acordo todavia… bons almoços, jantares, noitadas em extraordinários restaurantes… boa vida ninguém lha tirou! Para aonde foram os descontos? Pois…

Ao que eu saiba, os resultados com os direitos de autoria com a “Tourada” não foram assim tão pequenos, como os outros trabalhos, claro. Bom… mas isto é meter-me na vida particular de outrem! O que eu não quero.

Sabem os queridos aficionados do que é que eu prefiro? É que seja muito feliz por lá, bem longe e, que nos desempare a loja!

E a bronca que aquela “Tourada” nos deixou!... Já se esqueceram como o nosso espetáculo foi tratado por aqueles dois esquerdistas de circunstância: Ary dos Santos e o meu referenciado, o Fernando Tordo – o primeiro infelizmente falecido. Que teria sido somente uma metáfora, alegoria, era somente uma brincadeira e coisa abstrata e, especialmente dedicada à política e aos seus protagonistas! Seria afinal coisa boa para a tauromaquia! Desculparam-se.

Ora, a ser coisa boa, tenho para mim, que aqueles dois artistas poderiam, de outro modo, recriar toda aquela intenção a propósito das suas famílias – seria um exemplo bem mais justo! Em reconhecimento a tão generosa elegância e gentileza fico com pena por não o terem feito… se até era coisa boa!

Ainda me recordo de a edilidade vila-franquense, já há alguns anos, ter convidado aquele cançonetista a atuar no Largo Afonso de Albuquerque (o da Câmara Municipal) numa noite para os festejos da “Semana Taurina”, a qual antecipa o “Colete Encarnado”! Foi mesmo ali, naquele centro mais nobre da cidade que a população levou com a planeada provocação! Eu fui um dos que abandonei aquela “Tourada”.

Só falo por mim: custa-me mesmo muito ter que levar com este tipo de desfaçatez quando, por outro lado, o meu amor é sempre dirigido ao próximo! Em termos de trato não há mal que venha deste lado… embora me possa defender, claro.

Tenho para mim que aqueles fanáticos que se dizem defensores de animais não deverão experimentar ou aproveitarem-se do que aqui ficou referido porque, de facto, estes assuntos só dizem respeito a quem sabe tratar de gado bravo, é coisa de cariz absolutamente reservada a taurinos e ao pessoal deles dependentes!.. É matéria quenão tem nada a ver com cães e gatos… vão lá injetando-os com as tais dozes de boas intenções, simplesmente, por não terem arranjado quem os quisesse no espaço de seis meses… Vejam lá, não se esqueçam, senão depois têm-me à perna!

 

ADENDA

 

FALECEU MÁRIO ESTEVES COLUNA

 

Ao acabar o artigo que antecede esta adenda recebera por telefone uma trágica e desgraçada notícia: «Morreu o teu Amigo Mário Coluna»! Assim de chofre.

Há alguns anos que aquele querido e fantástico Amigo vinha sofrendo de um tipo de mal, agora acabou por perecer por insuficiência cardíaca, ao que parece.

Esta fatalidade havia de ter lugar na sua apaixonada terra – minha também –, por bem, com honras de Estado, na antiga Lourenço Marques, hoje Maputo, capital deMoçambique.

O extraordinário futebolista do “Benfica”, fenomenal capitão, magistral internacional da seleção de todos nós, assim como e o mais venerado Amigo sucumbiu, por fatalidade rendeu-se às fraquezas do coração!

O seu cartão “Vitalício” da “Federação Portuguesa de Futebol”, emitido em 13/08/85 com o Nrº. 00017, tendo ainda o documento de identificação registado o Nrº. 327059, o qual ainda confere o consagrado Monstro do futebol mundial com Medalha de Ouro ao Mérito da F.P.F.

Infelizmente, não tive o prazer de com Ele estar à relativamente pouco tempo assim, já há cerca de um ano que não convivia-mos.

O Mário era o exemplo da verticalidade, era Amigo do seu Amigo, tinha um fidelíssimo caráter e, por curiosidade, trocava todas as grinaldas e honrarias por um prato de galinha com esparguete claro, com o respetivo tinto da ordem.

Meu cupidinoso Amigo, poderei eu ter-te perdido de vista no entanto, encheste mais o meu coração.

Aos familiares sentidos, desejo os mais sinceros pesamos, o próprio “Taurodromo.com” associa-se às pesarosas mágoas.

 

(Este artigo está escrito em coerência com o novo A.O.)

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