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Na Chamusca Triunfo do Empresário

Valem o que valem - e bem pouco, como agora se vê - argumentos como o do afundamento progressivo da exploração de certas praças de toiros, por um lado e, por outro, o da crise económico-financeira.
09 de Junho de 2014 - 10:00h Pensamento por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1192
Na Chamusca Triunfo do Empresário

Valem o que valem – e bem pouco, como agora se vê – argumentos como o do afundamento progressivo da exploração de certas praças de toiros, por um lado e, por outro, o da crise económico-financeira, com o seu impacto profundo no orçamento dos habituais frequentadores dos espectáculos.

Porém, isto só será assim se, entretanto, do outro lado da barricada, seja, no leque dos concorrentes a levarem esses recintos, mormente, nos que vierem a merecer a preferência dos respectivos proprietários, maxime, as Misericórdias, não houver razões convincentes para trazer de volta aqueles que, entretanto, do fenómeno taurino se haviam divorciado.

O último defeso – época do ano em que, além do mais, dadas praças de toiros vão a concurso – trouxe a notícia de que a praça da Chamusca seria este ano explorada pelo antigo forcado e actual empresário do ramo, Paulo Pessoa de Carvalho.

Já uma vez disfrutámos do ensejo de escrever, a propósito dos também outrora forcados Simão Comenda e Paulo Vacas de Carvalho, que a aficion deveria estar reconhecida pela circunstância de tais elementos, uma vez concluído o seu tempo de vida activo enquanto integradores de um grupo, não transitarem para a barreira de um sofá televisivo, antes prosseguindo a sua ligação à Festa, agora na veste empresarial, a que emprestam muitos dos conhecimentos grangeados nas funções anteriores.

E esse é também o caso do nosso homenageado de hoje, que prossegue agora, também em Abiul e na Azambuja, o trajecto iniciado já há anos nas Caldas da Rainha e, depois, em Vinhais, com o sucesso conhecido.

Somos seus velhos admiradores do tempo em que vestiu e honrou quanto baste a jaqueta do valoroso grupo de Montemor, facto esse de que então teve imediato e directo conhecimento.

Depois, já na cidade estremenha, tem continuado – e de que maneira! – a obra de Alfredo Ovelha, o que se lhe testemunhou, agora por escrito.

Acompanhamos também as suas organizações em praças desmontáveis, de que destacamos Oliveira do Bairro, em evento que conseguiu consolidar.

Há muitos anos já que, com a possível regularidade, nos deslocamos à vila ribatejana pela altura da Ascensão e não era sem grande preocupação que testemunhávamos um tal divórcio.

Contudo, este ano, tudo foi diferente, da noite se fazendo dia em termos de preenchimento da

lotação, para tanto concorrendo decisivamente a sensibilidade do novo mas experimentado empresário, que tão bem soube ir ao encontro da idiossincrasia das gentes chamusquenses.

Fê-lo através da aposta numa ganadaria procedente de outra daquelas bandas, que apertou com a terna, ela mesma fugindo ao baralhar e voltar a dar de que os demais empresários tanto lançam mão, para além da competição estabelecida entre os grupos domésticos, ainda por cima, em anos comemorativos.

Estamos, pois, ante uma vitória do empresário, bem se justificando uma saída em ombros, estando-se na altura de alargar o leque respectivo.

Honra, pois, é devida ao mérito de quem tão bem soube planear as coisas, desse modo merecendo amplamente o retorno que o esperava.

Portanto, para si, Paulo Pessoa de Carvalho, aquele abraço de parabéns.

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