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"Farolero" asesína a Pascual Márquez

Relembrando a grande figura das arenas Pascual Márquez Díaz
11 de Dezembro de 2011 - 11:04h Pedaços de história por: - Fonte: - Visto: 1119

Pascual Marquez Díaz nasceu em Villamanrique de la Condesa, província de Sevilha no dia 1 de Novembro de 1915.

Era filho de um “vaquero”da ganadaria Moreno Santamaría e cedo demonstrou a apetência para as lides de gado bravo. Vestiu-se pela primeira vez de “luces”em 20 de Maio de 1935 na “Real Maestranza de Caballería de Sevilla” e dois meses mais tardes actuou em Madrid com toros de “Terones” alternando com Jesus Sólorzano e “Marateño”, cumprindo assim o desejo de se tornar figura das arenas, mesmo ainda antes de cumprir vinte anos de idade.

A Guerra Civil de Espanha quase deitou tudo a perder e ao tornar-se militar, servindo na Força Aérea, longe da sua Sevilha natal, foi o General Queipo de Llano que ao organizar uma corrida em favor do exército em Sevilha, o incluiu nos espadas que iriam actuar nessa tarde de 18 de Outubro de 1936. Actuaram nessa corrida “Cañero”, Pepe “El Algabeño”, também ele matador de toiros e cavaleiro, Juan Belmonte, Manolo Bienvenida, Domingo Ortega, Victoriano de la Serna, “Venturita” e Diego de los Reyes.

Tirou finalmente a alternativa no dia de “Corpus Christi” no dia 30 de Maio de 1937 em Sevilha, tendo como padrinho Luís Fuentes Bejarano e testemunha Domingo Ortega e onde se lidaram toiros de Don Pablo Romero.

Pascual Marquez Díaz, tinha um toureio profundo, artístico e de "boas maneiras" e alguns cronistas da época baptizaram o seu aparecimento nas arenas como “un regalo del cielo”, tal era a sua entrega e qualidade artística e técnica.

Foi colhido violentamente pelo toiro “Farolero” da ganadaria de “Concha y Sierra” em “Las Ventas” no dia 18 de Maio de 1941, vindo a falecer doze dias depois. O seu corpo chegou de comboio a Sevilha, sendo depois transportado por carro de cavalos acompanhado pela multidão que aguardava na estação da cidade, com o intuito de lhe prestar homenagem.

A sua colhida foi de tal forma impressionante e violenta de que algumas testemunhas oculares comentaram com a seguinte frase:

                         "La herida era tremenda y dejaba al descubierto el corazón".

Tem na sua terra natal Villamanrique de la Condesa, uma rua com o seu nome assim como uma estátua em homenagem a este valente e destemido toureiro Andaluz.

 

 

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