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Don Ignacio Sanchéz Mejías, muito para além do toureio...​

Artigo da autoria de José Ferreira recordando D. Ignacio Sanchéz Mejías
16 de Fevereiro de 2011 - 08:34h Pedaços de história por: - Fonte: - Visto: 1252
Don Ignacio Sanchéz Mejías, muito para além do toureio...​

Ignácio Sanchés Mejias, nasceu em Sevilha em 6 de Junho de 1891.

Filho de uma família com algumas posses, foi na sua juventude um autêntico aventureiro, saíndo de sua casa para rumar ao México num veleiro, como " polizón " ou seja passajeiro clandestino. Deste seu convivio pelas américas e do seu enorme carácter de aventureirismo, acabaram fazendo dele toureiro.

Foi cunhado de José Gomez Ortega, mais conhecido por Joselito " El Gallo " e integrou a quadrilha deste, destacando-se pela sua extrema habilidade para colocar bandarihas, sendo mesmo apelidado nessa época como o melhor bandarilheiro de Espanha.

Tirou a alternativa em Barcelona no ano de 1919 das mão de seu cunhado Joselito e teve como testemunha o grande Juan Belmonte. Confirmou essa mesma alternativa em Madrid no ano seguinte.

Em Talavera de la Reyna, quando actuava num "mano a mano" com seu cunhado Joselito, este foi colhido mortalmente pelo toiro " bailaor", é famosa a foto de Ignacio pegando na cabeça de seu cunhado, chorando a sua morte. Uma das figuras esculpidas em bronze no mausoléu de Joselito, no cemitério de San Fernando, transportando a urna, é a propria imagem de Ignácio.
Grandes historiadores taurinos e criticos, apelidam Joselito " El Gallo " como o melhor mais rigoroso da interprete da técnica de bem tourear, estilo e técnicas essas, donde Ignacio tirou todos os seus ensinamentos. A sua grande fama de toureiro não lhe adveio só pela sua técnica, mas principalmente pela sua coragem e arrojo, recebendo touros de joelhos, no estribo e colocando autênticos pares de bandarilhas suicidas.

Retirou-se em 1920 para se dedicar á presidência do Clube de Futebol Bétis. Foi presidente a Cruz Vermelha, dramaturgo, poeta, piloto aviador, actor de cinema, jogador de polo, corredor de automóveis e ainda político. Pertenceu á famosa " generacion del 27 ", clube de intlectuais aficcionados que se juantaram nesse mesmo ano, data do aniversário da morte de um grande dramaturgo espanhol de nome Luis de Góngora y Argote ( sec XVII ).

Apareceu em várias praças esporádicamente, intercalando com as grandes figuras da época como Belmonte, Domingo Ortega e outros. Em 1929 com 28 anos de idade concluiu o grau de " Bacharel " no Instituto de estudos secundários de Huelva.

Foi colhido fortemente pelo do toiro " granadino ", na praça de toiros de Manzanares na tarde de 11 de Agosto de 1934, falecendo dias depois num hospital de Madrid, vitima de adiantada gangrena. Está sepultado ao lado do seu cunhado José Gomez Ortega. Diz-se da historia e mito deste toureiro, devido à sua entrega à festa de toiros que nos últimos anos da sua carreira terá procurado a morte, como forma de glorificação e a de poder ombrear outra vez com o grande Joselito. È comparado por muitos a mitos, tais como Chaplin ou Pablo Picasso, tal foi a sua fama, vida e glória.

Frederico García Lorca, escreveu um magnifico poema ( elejía ) intitulado " Llanto para Ignácio Sanchéz Mejías ", considerado um dos principais e mais belos poemas da literatura espanhola.

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