Sábado, 24 de Junho de 2017
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" Perdigón " asesina a " El Espartero "

Artigo recordando a Manuel García Cuesta " El Espartero "
27 de Fevereiro de 2011 - 14:15h Pedaços de história por: - Fonte: - Visto: 1042
" Perdigón ", toiro da ganadaria Miura, colhe mortalmente o toureiro " El Espartero " no dia 27  de Maio de 1894 na praça de toiros de Madrid.
 
Manuel García Cuesta, nasceu em Sevilha no ano de 1865. Teria o apodo de " El Espartero " devido á actividade comercial de seu pai que possuia uma oficina de cestaria e artigos de vime ( espartería ) nessa mesma cidade.
Tirou alternativa em 1885, em Sevilha, sendo seu padrinho António Carmona " El Gordito " e cedo se tornou uma das figuras mais populares das arenas dos seus tempos, devido ás suas grandes qualidades como toureiro e como homem.
 
Consta que as suas algibeiras se enchiam depressa e também se esvaziavam ainda mais depressa, devido ás suas doações aos mais desprotegidos e pobres.
Foi colhido várias vezes gravemente, porém no dia 27 de Maio de 1894, quando se preparava para executar a tão dificil sorte final, o " Miura " colhe-o mortalmente.
 
Na sua grande arte de toureiro executava e citava frequentemente o toiro com a muleta " ao alto "
com os pés juntos, deixando-a descaír enquanto o toiro galopava para ele. Este passe espectacular foi também executado por outro grande toureiro Pepe Luis Vasquez, cujo o avô pertencera á quadrilha de " El Espartero " e lhe transmitiu e ensinou a técnica desse passe espectacular.
 
Alguns vultos da literatura inspiraram-se na sua vida para criarem novelas e relatos, tal como o escritor Vicente Blasco Ibañez  com " Sangre y Arena " e tanbém, Fernando Martínez com " La tarde más larga ". Neste último livro o " jornalista-narrador " Mateo Rueda,  entrevista " El Espartero " na tarde da corrida onde haveria de falecer, enquanto este vestia o seu " traje de luces " , em que este lhe conta pormenores da sua infância, dos seu medos e superstições, credos e " añoranzas del passado " .
 
D.Santos Domínguez , poeta e enssaísta espanhol, detentor de variadíssimos prémios de literatura e poesia espanhola e ibero-americana, escreveu a propósito:
 
" El Espartero  era o toureiro mais poderoso do seu tempo e um dos emblemas do valor, uma figura que  acabava de se tornar uma lenda, justamente após cumprir o seu último aniversário. 
Aos 29 anos de idade, tem o aspecto de um Deus jovem e o olhar de herói ferido e triste."
 
Ao seu funeral assistiram mais de 20 000 pessoas, especialmente mulheres, grupo onde era muitissimo popular, sendo transladado o seu corpo, desde Madrid ao cemitério de San Fernando em Sevilha, onde no seu túmulo uma coluna partida ao meio, simboliza a interrupção da vida de " El Espartero ".
 
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