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Inauguração de uma segunda Praça de Toiros em Sevilha

Recordando um facto histórico com noventa e três anos.
20 de Junho de 2011 - 20:18h Pedaços de história por: - Fonte: - Visto: 1412
Inauguração de uma segunda Praça de Toiros em Sevilha

A 6 de Junho de 1918 Diego Mazquiarán "Fortuna", Francisco Posadas e Joselito "El Gallo" fizeram o Paseíllo para inaugurar em Sevilha a segunda das praças de toiros da capital hispalense, uma praça construída em virtude da aficion crescente em toda a Espanha pela rivalidade existente entre Joselito e Belmonte, os dois colossos do toureio da época de então. O primeiro toiro que pisou o “albero” desta nova praça tinha o nome de "Vallehermoso", e era da ganadaria  de Contreras, e a primeira orelha foi para o diestro Joselito.

Joselito e os seus seguidores foram os responsáveis pela pressão que fizeram para que fosse construída esta nova Monumental Praça em Sevilha. Elegeu-se para erguer esta nova praça o castiço Bairro de San Bernardo, onde se encontrava o Matadouro da Cidade, autêntica escola de muitos matadores de toiros sevilhanos.


A ideia da construção desta praça não caiu muito bem entre muitos aficionados sevilhanos, com receio que o prestigio da Real Maestranza levantada dois Séculos antes se perdesse, mas em 1916 arrancam as obras e 6 de Junho de 1918, teve lugar a primeira Corrida.

Construida con cimento armado, a praça tinha capacidade para 23.000 espectadores –mais 10.000 que a Maestranza, e foi desenhada em estilo neoclássico pelos Arquitectos José Espiau y Muñoz, que também dirigiu a obra, e Francisco Urcuola Lazcanotegui.

A Monumental de Sevilha contava com todo o tipo de La Monumental de Sevilla contava com todo tipo de dependências: quatro curraies, um curral mais espaçoso para ser feito o apartado das reses e doce chiqueiros ou currais. A arena tinha sessenta metros de diâmetro, e o último Matador a fazer na mesma o Paseíllo foi Joselito "El Gallo". Teve este acontecimento lugar a  23 de abril de 1920, menos de um mês antes da colhida mortal do Rei dos Toureiros na toledana localidade de Talavera de la Reina.

Depois da fatal colhida de José Gómez Ortega e alguns problemas de estructura e falta de segurança da praça, o Gobierno Civil encerrou a praça em 1921, registando-se ali a última corrida a 30 de setembro de 1920, com Maera, Facultades y Joselito de Málaga.

O custo para destruição desta praça ainda levou alguns anos para que acontecesse, o que só veio a acontecer alguns anos mais tarde. Ainda hoje é possível ver alguns restos desta praça na Avenida Eduardo Dato, antes calle Monte Rey, frente aos jardins de la Buhaira.

 

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