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Como é uma Corrida de Toiros em Espanha

Descrição de alguns pormenores de maior relevo para o Aficionado
30 de Novembro de 2013 - 20:14h Pedaços de história por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 3703
Como é uma Corrida de Toiros em Espanha

No passado dia 4 do mês de Novembro de 2013, entrámos oficialmente no "DEFESO". O mesmo dura sensivelmente cerca de quatro meses, e durante este tem lugar várias atividades de muito interesse para os aficionados e para todas as Figuras da Festa Brava. Enquanto se vive o Defeso em Portugal, Espanha e França, nos Países da América Latina, decorrem as suas Temporadas Taurinas.

Nomeadamente no nosso País, decorrem várias festividades taurinas, como entrega de Troféus aos Triunfadores da temporada, homenagens a Figuras que por uma determinada razão se tenham notabilizado, realizam-se Congressos, Colóquios, e outras atividades de cariz taurino tem lugar.

A nós colaboradores do Taurodromo.com, compete-nos aproveitar o defeso para evocar aqui os mais variados e interessantes assuntos, de forma a manter firme o desejo de todos os aficionados de nos visitarem com a mesma frequência e regularidade com que o fazem ao longo de uma Temporada Taurina.

Hoje trazemos aqui um tema que para muitos não será uma novidade, mas para outros é por certo um tema de muito interesse. Esperamos que o mesmo seja do agrado geral.

   

Descrição A Corrida – La Corrida

Corrida de Toiros Espanhola

 

Quando entra numa Praça de Toiros para ocupar o lugar que lhe está destinado na bancada, verá que o recinto ou espaço onde se vai celebrar a corrida de toiros, é um circulo coberto de areia amarelada denominado de arena (ruedo). Entre a arena e as grades encontra-se uma barreira de madeira que se chama de trincheira (callejón). Presos à trincheira poderá ver quatro burladeros, que servirão para refugio dos toureiros quando é necessário.

À hora anunciada nos cartéis ou programas de toiros, o Presidente que foi eleito para dirigir a Corrida de Toiros e que se encontra sentado num palco especial, pucha de um lenço branco com o qual dá autorização aos alguaciles que aparecem montados em cavalos com as crinas soltas ou enfeitadas por madronhos, para que dêem início à corrida de toiros com o passeio das quadrilhas (paseo de cuadrillas), com a denominação de cortesias (paseíllo).

Os matadores desfilam pela seguinte ordem: se forem dois, à direita do Presidente vai o primeiro ou mais antigo e à esquerda o segundo, o matador de reserva – sobresaliente vai só no meio dos anteriores mas um pouco atrasado. No caso de serem três matadores o mais novo de alternativa vai no meio dos outros dois.

Cada quadrilha é composta por um matador, três subalternos ou bandarilheiros e dois picadores, que cruzam a arena e cumprimentam o Presidente. Posteriormente observar-se-á que trocam o capote de passeio (capote de paseo) de seda e ouro na maior parte dos toureiros, por um capote de cor rosa e amarelo ou rosa e rôxo, o qual vai servir para tourearem.

Um alguacil (representante do Presidente na trincheira), entrega a chave que recebeu das mãos do Presidente ao moço de chiqueiro (corral). Quando está a arena livre, e após autorização dada pelo Presidente, abre-se a porta e sai o primeiro toiro

Os bandarilheiros e por vezes o matador diretamente, dão os primeiros passes de tanteo ao touro que lhes corresponde lidar. Seguidamente saiem os Picadores iniciando-se o tércio de varas, chamado assim porque no mesmo os picadores sujeitam o toiro à investida com a utilização de umas compridas varasu picas com três metros de comprimento que tem na ponta uma puya de acero que servem para castigar e retirar alguma força de investida ao toiro. O toiro antes de arrancar (investir) para o picador deve estar colocado para lá das rayas (marcas circulares a branco) na arena, e recebe normalmente duas varas consoante a categoria da praça, ou o que está regulamentado. Por vezes há toiros que recebem mais de duas varas, e outros há que recebem sómente uma. O matador deverá pedir ao Presidente mudança de tércio, para o efeito deverá tirar a montera e com um gesto da mesma solicitar a respetiva mudança, ou com a montera colocada na cabeça pedir a respetiva mudança de tércio, utilizando para esse fim o dedo indicador da mão direita.

A atuação do matador para separar ou afastar o toiro do cavalo dando passes, tem a designação de quite. Seguidamente tem lugar a atuação da quadrilha de bandarilheiros, um com o capote coloca em sorte o toiro para o tércio de bandarilhas, e os restantes dois recolhem um par de bandarilhas (paus de madeira, revestidos de adornos de papel de cor e que na ponta tem a forma de um arpão, pelo qual ficam cravados no dorso do toiro ou cachaço, e colocam na totalidade três pares. Em determinadas corridas o tércio de bandarilhas é executado pelo Matador de Toiros, e durante o mesmo é interpretado um Pasodoble pela banda que foi contratada pela empresa. Porém há Praças de Toiros onde não é interpretado nenhum Pasodoble durante este tércio, como são os casos das Praças de Madrid e México.

Por vezes o matador depois de cumprimentar o Presidente e pedir permissão, brinda a sua faena a um amigo ou ao público em geral, ao que se chama de “brindis”.

Previamente trocou o capote pela muleta trapo de cor vermelho sangue sendo o interior amarelo. A muleta é mais leve que o capote. A muleta vai armada numa espada ou estoque e dirige-se para o toiro para assim dar início à faena.

Começa a sua faena com passes de tanteo e depois de comprovar a envestida do toiro executa segundo os seus conhecimentos passes com a mão direita ou com a esquerda até dominar por completo o toiro.

Quando considera que chegou o momento de finalizar a sua faena, iguala o toiro de mãos e patas e prepara-se entao com o estoque para matar o toiro. Na mão diestra (direita) segura o estoque e na mão esquerda a muleta baixa, de forma a que o toiro invista em direção ao matador e este cravar o estoque na cruz.

Se acertar com o estoque no sítio certo o toiro morrerá de imediato, caso contrário terá que utilizar o descabello (estoque com uma cruz na ponta). Por último ou por fim com o toiro no chão, o puntilheiro crava a puntilha (punhal), por detrás dos cornos acabando por matar o toiro.

Se o matador executou uma faena do agrado do público, este pucha de um lenço branco para pedir a concessão de uma ou duas orelhas, as quais o Presidente concede como prémio após insistente pedido do público. Em casos excecionais o Presidente concede igualmente um rabo. Para agradecer os aplausos do público e os toféus que recebeu o matador dá uma volta à arena e vai aos médios posteriormente.

Se o matador não esteve bem na sua prestação, o público mostra o seu desagrado assobiando o artista.

Entretanto o toiro é arrastado por um tiro de mulas (mulillas) ou de cavalos.

Geralmentente nas corridas são lidados seis touros por três matadores. O primeiro matador (ou seja o mais antigo do escalafón) corresponde-lhe lidar o primeiro e quarto, o segundo matador o segundo e quinto e o terceiro matador o terceiro e sexto.

Em algumas corridas atuam por vezes um ou vários rejoneadores. Estes toureiam de traje curto e utilizam diversos cavalos ao longo das suas atuações para cravarem os rejões (rejones, bandarilhas compridas das quais se solta uma bandeira ao cravar o arpão no touro), bandarilhas normais, que colocam a uma só mão ou a duas mãos e por último o rejão de morte (rejón de muerte), rejón-estoque que serve para matar o touro.

É impressionante ver o cavaleiro ou rejoneador como um moderno Centauro montado nos seus incomparáveis cavalos, que prepara uma e outra sorte para cravar os respetivos ferros que lhe corresponde cravar. Espetáculo de maravilha e dificilmente igualável.

Numa corrida de toiros o Presidente poderá utilizar os seguintes lenços:

 

Branco – Para dar início ao Paseíllo, saída do touro dos currais, mudança de Tércio, concessão de troféus e para os avisos.

Verde - Para darem entrada os cabrestos ou mansos, para que seja recolhido o touro que não está em condições de ser lidado.

Azul – Para que no arraste o toiro dê uma volta à arena.

Vermelho – Quando um touro não leva as varas exigidas pelo Regulamento em vigor, deverá ser utilizadas as bandarilhas negras. Em corridas noturnas, os sinais são feitos com luzes de igual cor.

Laranja – Para a concessão do indulto de um toiro ou novilho.

 

Fonte: ! QUE ES LA CORRIDA ! LOS TOROS (OS TOIROS)

 

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