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Maestro " Antoñete ", leyenda del toreo...

Artigo de José Ferreira recordando a "lenda" Maestro " Antoñete ".

08 de Novembro de 2010 - 07:05h Notícia por: - Fonte: - Visto: 1119
Maestro

António Chenel Albadalejo mais conhecido por Antoñete, nasceu em Madrid muito perto de " Las Ventas" em Madrid no ano de 1932, tendo passado a sua infância, até ao final da guerra civil em Castellón de la Plana ( Valência ), voltando mais tarde à sua terra natal.

Seu cunhado Francisco Parejo foi maioral da praça de toiros de Las Ventas, onde Antoñete desde menino, se habituou a observar e admirar várias figuras da época como o grande " Manolete ", a quem observava frequentemente no " páteo de quadrilhas " fumando um cigarro e de quem terá herdado o vício. Ainda enquanto jovem, colaborava no treino dos toureiros, normalmente fazendo de toiro, aprendendo e acalentando o sonho de ser " matador de toiros ".

Tirou alternativa em 1952 em Castellón, e numa primeira fase toureia até 1977, retirando-se em seguida, não sem antes ter muitos e grandes triunfos em todas as praças de Espanha e América, sendo quiçá a maior, a lide efectuada a um toiro Osborne de nome " Atrevido " em Las Ventas, ao qual, durante a faena deu mais de sessenta passes de muleta, levando este matador quase à exaustão.

Reaparece nos anos oitenta, já com mais de cinquenta anos, conseguindo então tornar-se numa das maiores figuras de sempre das arenas. Em 1985 lida o toiro " Cantinero " em Las Ventas, utilizando uma técnica elevada, dotada de uma enorme perfeição e temple, aquela que segundo alguns terá sido a
" faena " mais perfeita de sempre, jamais vista numa praça de toiros.
Nos seguintes anos reapareçe em várias feiras e festivais, mas devido á sua saúde debilitada, anuncia a sua retirada definitiva em 1997.

O seu estilo clássico, dotado de uma técnica perfeita, utilizando frequentemente a " meia-verónica " como forma de homenagear outro grande toureiro, Juan Belmonte.
Um famoso crítico taurino, intitulou o a sua crónica num dos maiores jornais espanhóis, referindo-se á faena executada por Antoñete na Corrida da Imprensa de 1966, tão só como " uma lição de como bem tourear ". No ano 2000, foi-lhe concedida a medalha de ouro das " Bellas Artes " atribuída pelo governo espanhol a figuras que se destacaram nas " artes & cultura ".

Actualmente António Chenel brinda-nos com a sua presença na televisão espanhola, como comentador, ao lado de Manuel Molés e Emilio Muñoz. Trata-se concerteza de uma " lenda viva ".

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