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Cavalo de Marco José morre na Arena

A vida de um toureiro é por vezes marcada por Sangue, Suor e Lágrimas... Da alegria do sucesso há tristeza da tragédia vai apenas um passo!
01 de Agosto de 2011 - 09:43h Notícia por: - Fonte: Gab. de Imprensa de Marco José - Visto: 2726
Cavalo de Marco José morre na Arena

Diz quem sabe que as piores coisas que pode acontecer a um cavaleiro na arena é desiludir o público e perder uma montada.

Depois de João Moura Jr. perder uma montada de eleição o Belmontim na Praça de Toiros da Terceira, Marco José sucedeu-lhe o mesmo numa corrida de toiros na Freixianda, quando o seu cavalo de nome Talismã, foi violentamente colhido pelo um toiro da ganadaria espanhola El Cahoso, resultando na fractura de uma pata ficando o animal incapacitado, tendo que ser abatido na praça.

A vida de um toureiro é por vezes marcada por Sangue, Suor e Lágrimas... Da alegria do sucesso há tristeza da tragédia vai apenas um passo! MARCO JOSÉ chegou à Freixianda com a moral em alta depois do rotundo triunfo alcançado na véspera em Tavira. Foi com naturalidade que aproveitou a suavidade do toiro de El Cahoso logo de saída, quem diria que aqueles dois compridos extraordinários de praça a praça iriam ser os últimos do "Talismã", um cavalo feito na sua casa, posto a tourear por Marco José e com o seu ferro; mas a sua hora chegou... Depois de montar cátedra com o "Companhia" e meter o público em delírio com o "Girassol", com um violino extraordinário já com o toiro fechado em tábuas, alcançando um bonito êxito. Mas a tragédia chegou no segundo, o "Talismã" com a calma e naturalidade do costume, preparava-se para receber o segundo de El Cahoso, este saíu a passo, medindo e depois num repente não ligou a capotes nem a bandarilheiros e foi certeiro, agarrando o cavalo de encontro a um burladero, partindo uma das patas traseiras e não se conseguindo mais levantar, ficando também o cavaleiro um pouco maltratado. O "Talismã" chegava ali ao seu final, tendo que ser abatido, morreu onde morrem os bons toureiros, na praça! Seguiu-se aqueles momentos de união, de companheirismo e de amizade que se vive numa quadrilha; o cavaleiro, os bandarilheiros António Lázaro e Francisco Paulino, os apoderados Pedro Pinto e António José Batista, bem como os moços de quadra e moço de espadas com as lágrimas e a emoção estampada no rosto. Marco José numa atitude de grande toureiro regressou à arena para colocar dois fabulosos compridos que fizeram soar a música perante os aplausos e carinho do público; nos curtos esteve poderoso e visivelmente combalido, não acedendo ao pedido do mais um, porque a sua perna já não deixava. Foi atendido na ambulância e transportado ao hospital onde lhe foi detetada uma rotura muscular.
Triunfo e tragédia, disso faz parte o toureio e MARCO JOSÉ vai continuar a sua luta pelo triunfo! Ele merece!

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