Sábado, 19 de Outubro de 2019
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D. Duarte Atalaya

Em 1946/47 foi formada a ganadaria com ferro e divisa de D. Duarte Atalaya. A qual estava sediada quase junto á vila do Cartaxo, no Sitio da Arancosa.
02 de Dezembro de 2013 - 13:37h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1478
D. Duarte Atalaya

Ao longo dos tempos, na história da tauromaquia, ou para a história da mesma, no que diz respeito a ganadarias de bravo, ou coudelarias cujos exemplares demostram determinados caracteres com apetência para o toureio, muitos nomes e ferros têm surgido, mas que com o decorrer desse mesmo tempo, acabam por desaparecer pelos mais variados motivos, servindo ou estando até muitas delas, na base de outras que se formam e que vão dando continuidade a determinados encastes, no caso do bravo de lide, enquanto no sector coudélico, mantêm linhas que por vezes resultam em filhos, netos ou numa verdadeira arvore genológica toureira, que determinados garanhões transmitem á sua descendência. Dizem os entendidos na matéria que o difícil (ou sorte) é encontrar esse tal padreador, que possa “fazer ou pôr em alta) a coudelaria ou ganadaria.

Em 1946/47 foi formada a ganadaria com ferro e divisa de D. Duarte Atalaya. A qual estava sediada quase junto á vila do Cartaxo, no Sitio da Arancosa, onde D. Duarte Atalaya tinha instalada a sua secular casa agrícola. Os toiros desta ganadaria não eram fáceis segundo a opinião de alguns toureiros:” Tinha-se que estar em cima deles e não conceder facilidades. Não sendo muito grandes saíam a apertar…". (José M. Cortes/César Marinho/Afonso M. Cortes/F. Cunha) D. Duarte Atalaya formou a sua ganadaria através da compra de vacas aos herdeiros do Dr. Emílio Infante da Câmara, procedência José Martinho Alves do Rio, puro Parladé e Ybarra, cuja derivação vinha de Murube.

Muito aficionado e rigoroso na selecção, D. Duarte Francisco Manuel de Atalaya, refresca o seu efectivo, comprando a José Infante da Câmara produtos com procedência na ganadaria espanhola de"Campos Varela", cuja vacada tinha como base vacas de "Félix Gomes" e sementais de "Nunez del Prado". Para além de lidar em Portugal, D. Duarte Atalaya viu corridas suas, serem lidadas também em Espanha e França, sendo os seus exemplares sobretudo muito apreciados dos aficionados franceses, pela " sua natural casta e vivacidade". D. Duarte Atalaya, foi também fundador de uma eguada que ganhou prestígio com base no Puro-sangue Inglês. Com o ferro "Atalaya" distinguiram-se no toureio os cavalos cruzado de Inglês, “Harmónio” do cavaleiro D. Francisco Mascarenhas, o “Atalaya” de José Maldonado Cortes, mais tarde vendido ao rejoneador Perez de Mendoza, o "Ultimatum" e o célebre "Sueste", este ultimo vendido por D. Francisco de Mascarenhas a José Samuel Lupi e o "Krufta" de Rui Salvador, com o ferro "Vacas de Carvalho"  (anglo-árabe), pelagem lazã, irmão do “Kroyft”, nascido em 1978, filhos da égua "Mena" (anglo-árabe) ferro "Atalaya" e do garanhão da Fonte Boa "Forest Fly", um PSI. Quatro anos após a revolução de 25 de Abril, D. Duarte Atalaya começa por desfazer-se da ganadaria, vindo aos poucos a desfazer-se também da coudelaria, sendo parte dela, adquirida pela familia Vacas de Carvalho.

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