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Noite de triunfos na Corrida das Festas de São Pedro de 2013

Terceira Grande Corrida da Adega de Pégões no Montijo
29 de Junho de 2013 - 17:58h Notícia por: - Fonte: - Visto: 1541
Noite de triunfos na Corrida das Festas de São Pedro de 2013

Inserida nas Festas de São Pedro edição de 2013 no Montijo, realizou-se a Terceira Grande Corrida da Adega de Pegões com um cartel composto pelos cavaleiros de alternativa Luis Rouxinol e João Maria Branco e pelo cavaleiro praticante Miguel Moura e pelos Grupos de Forcados do Ribatejo, Tertúlia Tauromáquica do Montijo e Amadores do Montijo, e seis toiros de seis distintas ganadarias em concurso.

Estavam em disputa quatro troféus para premiar a Melhor Lide, Melhor Pega, Toiro mais Bravo e Toiro de Melhor Apresentação.

Durante as cortesias foi feito um minuto de silêncio em memória do forcado e cabo do Grupo de Montemor, José Maria Cortes, que faleceu na passada Quinta-Feira, na sequência dos ferimentos sofridos num confronto de várias pessoas que ocorreu na passada madrugada de Sábado 22 para Domingo 23 na Feira da Pimel em Alcácer do Sal.

Luis Rouxinol, lidou o primeiro toiro da noite da Ganadaria dos Herdeiros de Paulino da Cinha e Silva, com o peso de 500 quilos, com a idade de 5 anos de capa preta bragado meano, O cavaleiro de Pegões esteve correto na lide e brega que imprimiu a este seu primeiro oponente, preparando bem as sortes antes de cravar os ferros que lhe competia. Cravou três ferros compridos de boa qualidade e colocação. Na série dos curtos cravou quatro ferros com realce maior para o primeiro e terceiros. A pedido do público cravou um bom par a duas mãos e finalizou a sua brilhante atuação com um ferro de palmo.

João Maroa Branco, lidou o segundo toiro da noite com o ferro da  Ganadaria Branco Núncio, com o peso de 485 quilos, de capa preta e a idade de 5 anos. Perante este seu primeiro exemplar do lote que lhe coube em sorte, depois de mandar retirar os bandarilheiros da arena, recebeu o toiro à Porta dos Curros, executando a sorte de Porta Gaiola, notou-se ao longo da sua  lide algum nervosismo, porém executou uma lide vistosa e alegre. Cravou dois ferros compridos, se o primeiro ficou descaido, o segundo já foi de melhor execução e colocação. Passou para a série dos curtos cravando cinco ferros com destaque para terceiro e quarto, a pedido do público quis cravar mais um ferro mas ficou um pouco descaído. Foi uma atuação bastante agradável.

Miguel Moura, lidou o terceiro toiro da noite com o ferro da Ganadaria do Engº. José Lupi, o peso de 505 quilos, idade de 4 anos e de capa preto. Antes de começar o seu labor mandou retirar os seus bandarilheiros da arena, Cravou dois ferros compridos de boa colocação e na série dos curtos cravou quatro ferros, com destaque para o primeiro e terceiro, Terminou a sua boa e agradáverl atuação com um ferro de palmo.

Luis Rouxinol, lidou o quarto toiro da noite, com o ferro da Ganadaria dos Herdeiros de Alberto Cunhal Patricio, com o peso de 525 quilos de capa preta e a idade de 4 anos. Esta sua segunda atuação nao pôde ter o brilhantismo e o sabor de triunfo, por falta de colaboração do seu oponente, que não tinha a qualidade desejada para triunfar. Porém cumpriu dentro do que foi possivel. Cravou dois ferros compridos de boa colocação e na série dos curtos deixou quatro ferros também estes de boa colocação. A pedido do público cravou um quinto ferro em Sorte de Violino de excelente execução. O publico pediu mais, mas o cavaleiro optou por dar assim por finda a sua prestação pois não tinha toiro para mais.

João Maria Branco, lidou o quinto toiro com o ferro da Ganadaria de Rio Frio, com o peso 525 quilos, a idade de 5 anos e de capa amarela, ou castanha, pois assim se designa este tipo de capa ou pelagem em Portugal, sendo do conhecimento dos aficionados que em Espanha se designa por Colorau ojo de perdiz. A exemplo do que fez no seu primeiro toiro, também aqui mandou retirar os bandarilheiros da arena. Na série dos ferros compridos cravou dois bons ferros. Na série dos curtos cravou quatro ferros com destaque maior para o primeiro e o segundo em Sorte a Sesgo, dado que cedo se fechou em tabuas este seu oponente. Dentro do que foi possível teve uma atuação com bons momentos de toureio.

Miguel Moura, lidou o sexto e último toiro com o ferro da Ganadaria de Francisco Romão Tenório, de capa preta meano e axiblanco, com 4 anos e idade e o peso de 660 quilos. A exemplo da sua primeira atuação mandou igualmente retirar da arena os bandarilheiros. Deu início ao seu labor cravando dois bons ferros compridos. Na série dos curtos cravou quatro ferros com destaque para o segundo. A pedido dos espectadores cravou dois ferros de palmos. Teve uma atuação que chegou com força às bancadas, levando o entusiasmo e delirio a muitos dos espectadores presentes, muito em parte à utilização de um cavalo ruço que morde os toiros.

Na parte das pegas assistimos a bons e emotivos momentos, pois nem todos os toiros foram fáceis de pegar.

O Grupo de Forcados do Ribatejo, teve a tarefa de pegarem o primeiro e quarto toiro da noite

João Machacaz, cabo do Grupo, que mandou retirar os restantes elementos do grupo da arena, brindou em memória do forcado José Maria Cortes, pela tardia ajuda do grupo só à segunda conseguiu pegar o toiro, pois na segunda tentativa os restantes sete elementos do grupo foram mais rápidos na ajuda resultando numa rija e dura pega. Pega com brilhantismos numa sorte de pegar toiros muito pouco vista. Pois em tempos não muito distantes quem fazia este tipo de sorte eram os Forcados  Eurico Lampreia do Grupo de Lisboa e posteriormente Francisco Araújo (Fazé) do Grupo Os Lusitanos;

Mário Gonçalves, foi o forcado escolhido para pegar o quarto toiro, o qual pegou  à primeira com uma boa ajuda dos restantes elementos em praça.

Pela Tertúlia Tauromáquica do Montijo pegaram:

Ricardo Carrilho que so à terceira tentativa e com ajuda carregada consumou;

Luis Carrilho, pegou à primeira e bem o seu oponente com uma boa ajuda por parte do grupo.

Pelos Amadores do Montijo pegaram os forcados:

Ricardo Parracho pegou à segunda tentativa o quinto toiro da noite, fechando-se muito bem na cara do seu oponente e tendo uma eficaz ajuda dos restantes elementos.

Hélio Lopes pegou muito bem à primeira tentativa o sexio da noite.

Outras pegas houve que também poderiam ter sido eleitas como a Melhor Pega da noite.

Os seis toiros que foram escolhidos pelos Ganadeiros ou Representantes, estavem bem apresentados, embora nem todos tivessem o comportamento desejado pelos Ganadeiros. Porém houve um toiro que foi bravo e os restantes alguns com mais nobreza que outros e alguns mesmo mansos encastados que foram de mais a menos ao longo das suas lides.

Lamentamos que alguns Bandarilheiros nao tivessem levado uma gravatas preta, tendo em conta ser a primeira corrida de toiros que se realizava, depois de todos nós termos tido conhecimento do falecimento do jovem forcado José Maria Cortes, triste desfecho que enlutou a Familia do forcado e toda a Família Taurina.

Nao compreendemos o Critério utilizado pelo Delegado do IGAC na concessão de musica durante as atuações dos cavaleiros.

Abrilhantou a Corrida a Banda da Sociedade Filarmónica 1º. de Dezembro de 1854 do Montijo, que tocou Pasodobles como Puerta Grande, Torero Cale, Joselito Bienvenida entre outros.

 

 

 

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