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YouTube fecha maior canal de vídeos de touradas e proíbe abuso a animais

A jornalista argentina Simone Gil Mondavi, do portal brasileiro "anda", dá conta que o YouTube especifica que não se pode postar vídeos "com conteúdo sobre as atividades negativas como abuso animal, abuso de drogas, ou fabricação de bombas".
07 de Novembro de 2013 - 13:32h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1492
YouTube fecha maior canal de vídeos de touradas e proíbe abuso a animais

Notícia de 06/11/2013, do portal brasileiro http://www.anda.jor.br, assinado pela pela jornalista argentina Simone Gil Mondavi, que passamos a transcrever na íntegra:

 

Nas novas normas da rede social YouTube está especificado que não se pode postar vídeos “com conteúdo sobre as atividades negativas como abuso animal, abuso de drogas, ou fabricação de bombas”.

Com este argumento, no sábado fecharam o famoso canal com vídeos de touradas do usuário @PabloLopezRiobo. As informações são do VeoVerde.

O Youtube afirma, no entanto, que não tem funcionários para toda vigilância, portanto, os usuários têm a responsabilidade de informar os vídeos onde o abuso de animais é claro. As regras se aplicam até mesmo à exploração justificada culturalmente como na tradição das touradas.

O argumento principal contra as novas normas se refere à tradição das touradas e ao “tratamento ético” dos animais apresentados pelos defensores dessa tradição, incluindo o deputado espanhol Toni Cantó, um conhecido ator e político que há tempos defende a exploração animal no Congresso espanhol e chegou ao ponto de dizer que “Os animais não têm direito à vida ou à liberdade“.

A verdade é que o YouTube vai cortar de seu site qualquer fato denunciado. Todas as imagens de animais sendo maltratados serão deletas mesmo com a consideração de serem parte da cultura ou da tradição de alguns países latinos.

Um porta-voz do Youtube advertiu que “pode haver vídeos de lutadores com a muleta, mas não podem acertar ou matar o touro”. Com esta iniciativa, o site de vídeos tenta diminuir a violência considerada “dentro do termos do site” e impedir que estas práticas sejam incentivadas pela plataforma.

Na sequência desta decisão do site, Pablo Lopez, o principal usuário e fornecedor destes vídeos, ficou surpreso e angustiado já que, segundo ele, milhares de visitas são de fora da Espanha e os fãs das touradas merecem ter liberdade para apreciar seus gostos.

Entretanto, esta liberdade para assistir aos vídeos de touradas está ligada ao sofrimento animal, à exploração e ao assassinato de touros indefesos e violentados durante todo o evento. Não se trata da liberdade para ver aquilo que se gosta, mas de perceber que aquilo que se gosta (no caso, as touradas) são práticas inconcebíveis num mundo mais ético que está sendo construído também por ativistas dos direitos animais.

No site ainda é possível encontrar diversos vídeos de touradas, mas como o próprio Youtube avisou, não há uma equipe grande e especializada unicamente para esta vigilância, portanto, a quantidade de vídeos onde animais são explorados, maltratados, humilhados e violentados só irá diminuir gradativamente.

A queda do canal mais famoso e com maior número de vídeos com violência a animais é um sinal de que a causa animal está sendo incorporada aos poucos ao cotidiano e que as questões de maus-tratos a animais estão guiando de maneira séria a política de algumas empresas com relevância global.

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